Anos 70: Massificação

Anos70O mercado de perfumes começou a se organizar no período entre as duas guerras mundiais e foi inicialmente dominado por Guerlain e Coty. Enquanto a primeira se consolidou com o lançamento de Shalimar em 1925, a segunda foi à falência logo em seguida. Ao final da Segunda Guerra Mundial, vários ícones já haviam sido criados: Tabac Blond, N°5, Arpège, Tabu, Femme, Bandit, Miss Dior, Mitsouko e outros. Nos anos 60, foram inaugurados centros de pesquisa de casas de fragrâncias, como IFF e Givaudan. Os anos 70 foram marcados pela inversão de papéis – perfumes seriam agora feitos conforme a demanda dos consumidores e milhões seriam investidos em propaganda. A partir daí, a perfumaria começou a se distanciar do foco artístico das décadas anteriores para adentrar um universo de grande competitividade. Um dos maiores contribuidores para a massificação do perfume foi o surgimento das lojas de departamentos. Assim, diferentes marcas de fragrâncias eram agrupadas numa mesma área, facilitando o processo de seleção para os consumidores. Um grande avanço tecnológico ocorreu na década de 70, trazendo benefícios tanto para a composição de fórmulas (maior número de sintéticos), quanto para a manufatura de frascos e embalagens em grande escala.

Nota: Alguns perfumes lançados em 1969 constam nesta lista por terem sido precursores da massificaçãoMarcas de cosméticos e nacionais têm sua página dedicada: Cosméticos e Nacionais.

(ordem cronológica por ano de lançamento)

Calandre1. Calandre (Paco Rabanne, 1969). O estilista espanhol Paco Rabanne é conhecido por suas criações visionárias à base de metal, desde peças de roupa a fragrâncias. No caso de Calandre a inspiração foi a grade do radiador de um carro (calandre em francês) e, para manter o espírito futurístico, aldeídos foram usados para criar uma aura luminosa e metálica. Apesar de floral (rosa, gerânio, lírio-do-vale, íris e jasmim), o perfume tem um lado verde que predomina. Calandre esquenta e deixa um rastro cremoso de sândalo, âmbar e musk.

Norell2. Norell (Norell, 1969). Norell é um floral verde com um quê chipre. O perfume abre seco e vegetal com notas de limão, bergamota e gálbano, seguindo para um caminho de notas florais (rosa, jasmim, cravo e narcisso). Na secagem, Norell produz um efeito soapy e amadeirado. Apesar da coloração laranja dourada do líquido, Norell não é uma bomba floral aldeídico, mas sim uma fragrância de verão.

Dioressence3. Dioressence (Dior, 1969). Um buquê floral com canela é o coração deste clássico de Dior. A saída verde e aldeídica é marcante, mas não o suficiente para classificar Dioressence como um floral aldeídico. Seu coração floral picante sustentado por uma base ambarada de patchouli, vetiver, estoraque, benjoim e baunilha o define como um chipre oriental único. A atmosfera terrosa e úmida do musgo de carvalho, porém, acompanha Dioressence do início ao fim, conferindo um aroma de casa de campo.

RoyalCopenhagen4. Royal Copenhagen (Royal Copenhagen, 1970). Este chipre amadeirado da marca de porcelana dinamarquesa é um perfume que equilibra bem o aspecto old school com uma leveza cítrica. A partir de um topo fresco de aldeídos, cítricos, lavanda e cardamomo, Royal Copenhagen adentra um buquê masculino de cravo, rosa, jasmim e íris. Na evolução, a fragrância se torna mais amadeirada e levemente doce com notas de mel, fava tonka, âmbar, tabaco, heliotrópio e baunilha.

RiveGauche5. Rive Gauche (Yves Saint Laurent, 1970). Esta é uma obra-prima de Yves Saint Laurent construída basicamente ao redor da nota de rosa. O frasco cilíndrico de metal indica um perfume aldeídico, com odor de tinturaria. Os perfumistas Jacques Polge e Michel Hy fizeram uso de óxidos difenílicos (componentes com um forte odor metálico de gerânio) para produzir uma aura brilhante e efervescente, ressaltando o lado verde e aromático da rosa, além de trazer um tom prateado à composição. Uma base amadeirada de sândalo, vetiver e musgo de carvalho foi construída para manter o aspecto seco da fragrância.

Equipage6. Équipage (Hermès, 1970). Équipage é uma fragrância amadeirada esfumaçada (vetiver) com notas herbáceas (musgo de carvalho, agulhas pinho e sálvia) e especiadas (cravo-da-índia, canela e noz moscada). Impossível passar despercebido por seu poder de projeção e silagem, não é para todos. Este perfume tem um aspecto ultramasculino e projeta a imagem de um fazendeiro de posses ou talvez aquele seu tio que fuma charuto e vê Bonanza sem se importar com o que dizem dele. A versão atual carece de potência.

GivenchyIII7. Givenchy III (Givenchy, 1970). O nome se deve à abertura da loja Givenchy no número 3 da Avenue George V em Paris. Givenchy III tem aura old school não só pelo seu acorde chipre clássico central mas por ser carregado de aldeídos e notas herbáceas de gálbano e musgo de carvalho, principalmente na saída. Seu coração é um buquê floral (lírio-do-vale, rosa, narciso, jasmim, íris, gardênia e jacinto), enquanto sua sólida base composta de patchouli, âmbar e sândalo mostra poder e calor.

Cachet8. Cachet (Prince Matchabelli, 1970). Cachet foi um chipre aldeídico com delicados traços florais, hoje infelizmente tirado de mercado. Depois de uma abertura verde, picante e amarga de aldeídos, gálbano, especiarias quentes e grama cortada, a composição desenvolvia um centro floral de íris, rosa e jasmim. Na evolução, as notas de vetiver, patchouli, musgo de carvalho, couro, labdanum e almíscar ficavam mais nítidas, dando um acabamento final seco, polvoroso e elegante. Descontinuado.

29_29. Evasion (Bourjois, 1970). Originalmente lançado em 1970 e depois reeditado em 1996, Evasion é um floral verde, ainda seguindo a tendência dos anos 60. Sua nota central é nitidamente o lírio-do-vale, reforçado com o brilho e frescor do néroli, jacinto, madressilva e jasmim. Depois de uma saída ardida, sintética e um tiquinho doce, Evasion vai mostrando aos poucos sua beleza e elegância. Perfeito para homens e mulheres que curtem um floral de aura orvalhada.

chanel-19-parfum10. N°19 (Chanel, 1971). Embora o gênero floral verde tenha sido introduzido por Vent Vert de Balmain, este ainda era um perfume bruto, sem refinamento e potencial comercial. Henri Robert, à época perfumista-chefe da Chanel, assumiu o desafio de tomar como base a estrutura de Vent Vert e compor uma fragrância mais delicada e feminina. Para tanto, Robert focou nas notas de íris e vetiver. O resultado é um perfume verde e atalcado, com nuances terrosas, que remete a uma atmosfera de floresta. O número se deve à data de aniversário de Coco Chanel (19 de agosto), na época com 87 anos.

HoHang11. Ho Hang (Balenciaga, 1971). Em um primeiro momento, Ho Hang é um clássico aromático fougère onde se percebia a lavanda ressaltada por gerânio, menta, vetiver e fava tonka. Na evolução, as notas de patchouli, cedro e pau-rosa traziam um delicioso efeito amadeirado, antes de desembocar no fundo polvoroso de resinas e musk. Apesar de ser light, Ho Hang tinha uma composição persistente e com grande silagem. Junto a Équipage, YSL pour Homme e Paco Rabanne, representava o homem elegante e bem-cuidado dos anos 70. Descontinuado.

Empreinte12. Empreinte (Courrèges, 1971). Este perfume foi lançado pela grife de André Courrèges, mundialmente conhecido por ter inventado a minissaia. Empreinte é um chipre floral com saída aldeídica e base animálica. O perfume tem um coração herbáceo de coentro e artemísia, frutado de melão e pêssego e amadeirado de cedro, sândalo e couro. Assim que vai se desenvolvendo na pele, Empreinte fixa no acorde pêssego-couro, numa mescla do lúdico com o refinado. É uma fragrância definitivamente intimidante como Bandit e Cabochard.

YSLPH13. YSL pour Homme (Yves Saint Laurent, 1971). Logo na primeira cena de “Psicopata Americano” vemos Patrick Bateman descrevendo sua rotina matinal, a qual inclui este perfume. Note que não é o mesmo vendido hoje como Haute Concentration. Um clássico masculino dos anos 70, YSL pour Homme era uma fragrância casual para o dia a dia, com notas refrescantes de limão, tomilho e vetiver. Embora no início da aplicação YSL pour Homme parecesse um perfume sport, ele se tornava amadeirado e sofisticado. Descontinuado.

Weil14. Weil de Weil (Weil, 1971). Lançado do mesmo ano que o chipre verde N°19 de Chanel, Weil de Weil explora notas verdes e polvorosas. A composição tem uma saída amarga e vegetal de tangerina, gálbano, néroli, folhas verdes e jacinto, antes de exibir seu centro suculento e melífluo de acácia, rosa, ylang-ylang, gardênia e lírio-do-vale. O vívido efeito de néctar das flores é preservado durante toda a evolução graças a uma competente base de musgo de carvalho, sândalo, vetiver, civet e almíscar.

Vivre15. Vivre (Molyneux, 1971). Vivre foi um luxuoso floral aldeídico usado pelas nossas sortudas mães e avós. A fragrância abria cítrica, verde e metálica com um toque picante de coentro. Instantes depois, um enorme buquê de jacinto, íris, jasmim, lírio-do-vale, ylang-ylang, flor de laranjeira e rosa desabrochava e passa a exalar um aroma limpo de tinturaria. No dry-down, Vivre recebia um tratamento “chiprado” de musgo de carvalho, resinas, couro, vetiver, sândalo e mirra. Descontinuado.

WildMusk16. Wild Musk (Coty, 1972). Coty trouxe a febre do musk, mais popular no Oriente Médio, para o Ocidente. Bem diferente do aspecto macio e transparente que a nota tem hoje, na época ela se aproximava bem do odor de pele limpa, ficando entre o doce e o salino, invocando sexo em vez de conforto. Wild Musk usa rosa e jasmim como pontos de apoio, deixando os holofotes para o acorde cremoso e polvoroso de baunilha e almíscar sintético. Atualmente vendido em farmácias nos Estados Unidos por 15 dólares ou menos.

JovanMusk17. Musk (Jovan, 1972). No mesmo ano de lançamento que Wild Musk, Jovan (também do grupo Coty), lançava a sua interpretação do almíscar com a ajuda de bergamota, néroli e jasmim. O doce e o salgado se harmonizam, produzindo um aroma limpo e inofensivo. Sem surpresa alguma, o resultado é um aspecto soapy muito semelhante ao que hoje se utiliza em produtos para roupas como amaciantes e, por isso, provavelmente, o estilo saiu de moda. Custa uma merreca nos Estados Unidos.

100018. 1000 (Patou, 1972). Um chipre seco de voz grossa, quase masculino, 1000 abre verde e pontiagudo, com folhas e líquens crocantes a ponto de quebrar. O coração é um buquê floral de rosa, gerânio, íris, violeta, jasmim, muguê e osmanthus – este último dominando a fragrância com seu tom frutado de damasco. Na secagem, o perfume se torna terroso, amadeirado e resinoso, com um tom ardido de civet. A aura de 1000 está mais para floresta do que floricultura e mais para natural do que cosmético.

Diorella19. Diorella (Dior, 1972). Talvez o melhor chipre verde já criado, este perfume da casa Dior simboliza a liberdade dos anos 70. Com o sucesso de Eau Sauvage, lançado seis anos antes, houve uma demanda feminina por um perfume equivalente. Assim, Diorella se apoiou no acorde manjericão-limão de Eau Sauvage agregando notas de jasmim, pêssego, rosa e melão. O musgo de carvalho e o vetiver acrescentam amargor e secura à fragrância, criando um clima chique e austero, ainda que fresco. Tem cheiro de casa europeia na primavera.

Infini20. Infini (Caron, 1972). Pouco tempo depois de o homem ter pousado na lua, a casa Caron faz uma homenagem à conquista do espaço com este perfume de nome futurístico. Trata-se de um floral aldeídico com uma combinação de narciso, jasmim, lírio-do-vale, tuberosa, íris, lilás, cravo e rosa. Para quebrar a monotonia floral, Infini incorpora notas de néroli, coentro e pêssego, além de uma base de vetiver, sândalo, âmbar, fava tonka, civet e musk. Evidentemente este buquê floral de traços picantes e animálicos exala um rastro inebriante à la femme fatale.

PierreCardin21. Pierre Cardin pour Monsieur (Pierre Cardin, 1972). Esta extinta fragrância de Pierre Cardin foi baseada em notas de ervas finas, especiarias quentes e madeiras nobres. Com uma saída de cítricos, manjericão e lavanda, Pierre Cardin pour Monsieur mostrava um centro quente-gelado de cravo e gerânio, acompanhado de musgo de carvalho, sândalo, patchouli e couro. Na evolução, uma base balsâmica de benjoim, âmbar, fava tonka, baunilha e musk emergia com muita sensualidade e virilidade. Descontinuado.

Ellipse22. Ellipse (Jacques Fath, 1972). Na linha de Aromatics Elixir, esta antiga fragrância do designer francês Jacques Fath foi um chipre clássico de forte “pegada” verde e herbácea. Abrindo com gálbano, noz moscada, agulhas de pinho e artemísia, Ellipse caminhava para um buquê de rosa, jasmim, ylang-ylang e íris. No dry-down, a base chipre ficava mais evidente com sua combinação de musgo de carvalho, vetiver, cedro, patchouli e almíscar. Descontinuado.

Drakkar23. Drakkar (Guy Laroche, 1972). Pouca gente sabe que dez anos antes do best-seller Drakkar Noir houve um perfume chamado Drakkar. Guy Laroche lançou já em 1972 este potente fougère que contrastava o verde e o doce. Abrindo com um forte acorde cítrico e terpênico (agulhas de pinho), Drakkar mostrava um centro de lavanda, jasmim e gerânio, decorado com ervas finas (manjericão, zimbro e coentro). A base cremosa de âmbar, patchouli e tolu fechava a composição com muita elegância e masculinidade. A diferença em relação ao flanker Drakkar Noir? A ausência da nota de couro. Descontinuado.

PacoRabanne24. Paco Rabanne pour Homme (Paco Rabanne, 1973). Este foi um dos primeiros fougères criados. O perfume começa exalando um acorde herbáceo (alecrim, sálvia, lavanda e gerânio) que realça o lado selvagem do homem. Em seguida exibe o lado oculto masculino – um ser robusto e, ao mesmo tempo, sensível – por meio de um acorde ambarado (âmbar, cumarina, mel e pau-rosa). Muitos consideram esta fragrância datada e com aroma de creme de barbear, mas é um clássico atemporal que cai bem até para a exigente geração Y.

Cialenga25. Cialenga (Balenciaga, 1973). Este chipre amadeirado terroso e atalcado abria com um intenso acorde picante de cítricos, pimenta preta, cassis e notas verdes. A base seca e escura de patchouli, vetiver, cedro, sândalo e musgo de carvalho insistia em emergir e dominar o buquê central. O acorde polvoroso de rosa, ylang-ylang, jasmim, lírio-do-vale e íris mostrava uma personalidade feminina e sexy. Na evolução, as flores davam lugar a uma atmosfera defumada e especiada. Descontinuado.

90026. Aramis 900 (Aramis, 1973). Pouca gente usa perfumes da marca Aramis no Brasil, o que é uma pena, pois ela apresenta uma das melhores relações custo-benefício do mercado. Aramis 900 é um dos raros chipres florais feitos para homens. Na saída surgem rapidamente as notas herbáceas e cítricas, no coração um buquê de flores (rosa, jasmim, cravo, gerânio, íris e lírio-do-vale) e na secagem o acorde ambarado (âmbar, patchouli, sândalo, vetiver e musgo de carvalho). Datado para alguns, chique para outros.

Coriandre27. Coriandre (Jean Couturier, 1973). Coriandre é um perfume complexo e de difícil classificação – talvez seja melhor descrevê-lo como um chipre floral, herbáceo e especiado. Como o próprio nome diz, a nota de coentro é a estrela da composição e, juntamente com a angélica, forma um acorde único com nuances picantes e secas. O aroma de coentro aqui não remete a suor animálico como de costume, mas sim ao frescor verde de suas sementes secas. Coriandre tem como coração um buquê floral e uma base destacada pela secura do vetiver e musgo de carvalho. Vale a pena provar a versão vintage.

Farouche28. Farouche (Nina Ricci, 1973). Farouche foi um elegante floral verde feito para mulheres maduras. O perfume tinha uma saída vegetal e cítrica iluminada por aldeídos. Mais adiante, uma nota de pêssego abria caminho para um buquê de cravo, rosa, íris e flores brancas, salpicado com especiarias e ervas finas. O amargo se misturava ao belo e a composição resultava num aroma rico e interessante. Uma base de musk e madeiras secas mantinha a fragrância limpa e potente. Descontinuado.

MonsieurMusk29. Monsieur Musk (Houbigant, 1973). A interpretação masculina do musk feita pela casa Houbigant aposta no uso de notas herbáceas e especiadas. Para começar, o perfume abre aromático com limão, toranja, lavanda, ervas finas e especiarias quentes. Na evolução, Monsieur Musk traz um elegante acorde de cedro e patchouli, aos poucos mesclando com a base de tabaco, musgo de carvalho, fava tonka, âmbar e musk. O resultado é uma fragrância harmoniosa e confortável, sem ser demasiadamente carregada em almíscar sintético.

LovesBabySoft30. Love’s Baby Soft (Dana, 1974). Bem ao estilo das clássicas deo-colônias brasileiras, Love’s Baby Soft foi apresentado por Dana como um cheiro de bebê, limpo porém sexy, causando polêmica na época. No final, acabou virando perfume tanto de garotas como de senhoras. Sua composição conta com um topo de lavanda e gerânio, centro de rosa e jasmim, e fundo de patchouli, baunilha e musk. Infelizmente, a restrição de nitromusks limitou a perpetuação da fragrância, deixando-a com um aspecto plástico e genérico.

GucciNo131. Gucci No. 1 (Gucci, 1974). Criado pelo genial perfumista Guy Robert, Gucci No. 1 foi um complexo floral aldeídico de nuances aromáticas e balsâmicas. A partir de uma saída de aldeídos, cítricos, gerânio, jacinto e folhas verdes, o perfume revelava um enorme buquê central de néroli, jasmim, lírio-do-vale, ylang-ylang, cravo, rosa, orquídea, íris, lilás e heliotrópio. Sustentado por um acorde de vetiver, patchouli, sândalo, musgo de carvalho, fava tonka, benjoim, âmbar, baunilha e musk, Gucci No. 1 resultava num suave e elegante aroma floral, apesar de sua abundância de ingredientes. Descontinuado.

LoewePH32. Loewe pour Homme (Loewe, 1974). Loewe pour Homme fica entre os gêneros cítrico e fougère aromático com seu topo de bergamota, limão siciliano, tangerina, manjericão e lavanda, centro de gerânio e lírio-do-vale, e fundo de musgo de carvalho, vetiver, sândalo e âmbar. Refrescante, terroso e levemente especiado, o primeiro perfume masculino da grife espanhola resistiu ao teste do tempo e se tornou um clássico, embora a marca seja pouco conhecida no Brasil.

EauDeFleurs33. Eau de Fleurs (Nina Ricci, 1974). Antes de lançar a versão eau de parfum Fleur de Fleurs em 1982, a designer Nina Ricci apresentou esta delicada colônia floral. Eau de Fleurs contava com um topo repleto de cítricos e ervas finas, anunciando um centro cremoso e atalcado de jasmim, ylang-ylang, muguê, rosa, cravo, lilás e íris. Uma transparente base de madeiras nobres e almíscares sintéticos cumpria com o papel de manter a composição suave e delicada. Descontinuado.

Musk34. Musk (Royal Copenhagen, 1974). Quatro anos depois de introduzir sua fragrância assinatura, Royal Copenhagen decidiu pegar carona na tendência dos almíscares sintéticos. Abrindo com um acorde aromático de sálvia, manjericão e lavanda, Musk seguia com um centro luminoso de néroli, lírio-do-vale e jasmim. O verdadeiro caráter do perfume vinha com sua intensa e esfumaçada base de noz moscada, cravo-da-índia, musgo de carvalho, patchouli, âmbar e, é claro, musk.

Cristalle35. Cristalle (Chanel, 1974). Cristalle é um perfume único que reúne notas amargas e cítricas como limão, bergamota, manjericão, petitgrain, musgo de carvalho e gálbano para ressaltar o lado luminoso do jasmim. A base é formada por vetiver e musgo de carvalho, mantendo o aspecto seco e efervescente da fragrância. Em 1993 Cristalle foi recriado por Jacques Polge na versão eau de parfum. Enquanto a versão original é um chipre verde, a nova versão está mais para um floral fresco com uma nota adocicada de mandarina quebrando a acidez da fragrância, sem contar as adições de melão, pêssego e ylang-ylang.

Gentleman36. Gentleman (Givenchy, 1974). Este é um perfume amadeirado terroso construído sobre a nota de patchouli. A composição vale-se ainda de notas de couro, vetiver, rosa, canela e mel em perfeita harmonia. A versão reformulada não apresenta a nota de civet da versão original, que era mais animálica. Sério, maduro e sofisticado, Gentleman não deixa de ser uma boa fragrância para homens com pelos no peito, jaqueta de couro nas costas e Harley Davidson na garagem.

Amazone37. Amazone (Hermès, 1974). Atualmente este perfume teria pouco apelo comercial, a começar pelo nome. Que mulher compraria uma fragrância para se projetar na imagem de uma amazona? Amazone foi uma composição floral com ângulos herbáceo e terroso devido a notas de gálbano, cassis, vetiver e musgo de carvalho. Amazone invocava a aura de grama cortada, aromatizada com nuances frutados e florais. Foi um perfume criado para mulheres que fugiam do clichê feminino, particularmente as europeias independentes dos anos 70. Descontinuado.

Z1438. Z-14 (Halston, 1974). Andy Warhol mencionou em seu diário que este era o cheiro do Studio 54. Z-14 é um chipre couro masculino à moda antiga. Notas de limão, manjericão e cipreste compõem uma saída verde picante, que logo abre caminho para um coração de gerânio, patchouli e canela. A secagem fica por conta de musgo de carvalho, resinas, couro e almíscar, contrapondo o seco e amargo com o cremoso e doce. Z-14 pode ser encontrado em sites estrangeiros por menos de quinze dólares.

GreyFlannel39. Grey Flannel (Geoffrey Beene, 1975). Um dos perfumes mais polarizantes da história, Grey Flannel é um complexo oriental amadeirado à base de violeta. Com uma aura tradicional e conservadora, a fragrância remete aos antigos fougères com cheiro de banheiro masculino ou sabão em pó com baunilha. A nota marcante de violeta produz um aroma seco de asfalto, enquanto notas verdes de musgo de carvalho, lavanda e gálbano trazem frescor. Grey Flannel é um perfume que cumpre sua missão de transmitir classe e limpeza, com desempenho impecável, porém é realmente datado.

HalstonClassic40. Halston Classic (Halston, 1975). Este chipre floral foi extremamente popular nos Estados Unidos na década de 70. Com uma estranha e potente saída de melão e sabonete, Halston Classic é amargo e agressivo. Com um pouco de paciência, o perfume se acalma e revela notas florais picantes de cravo e calêndula, com um fundo frutado e soapy. Uma base sólida de musgo de carvalho, patchouli e sândalo conferem elegância e sofisticação.

Aviance41. Aviance (Prince Matchabelli, 1975). Um perfume de forte personalidade e praticamente esquecido, Aviance foi um floral verde amadeirado com muito almíscar. Classificado como floral aldeídico, Aviance abria com um aspecto fresco e verde de aldeídos combinados com lírio-do-vale. A fragrância evoluía para um coração floral de rosa e jasmim, finalizando com um fundo picante e animálico à base de canela, fava tonka, sândalo e musk. Aviance é um daqueles perfumes cheio de substâncias restristas cuja reformulação tiraria todo seu diferencial. Descontinuado.

Chloe42. Chloé (Chloé, 1975). Note que esta não é a versão com frasco quadrado e rosa. Para quem gosta de um bom floral bomba à base de tuberosa, o Chloé original é um achado. O perfume abre verde e frutado com uma nota lactônica de coco. No coração, a composição desabrocha exalando um aroma inebriante e sensual de tuberosa, jasmim e ylang-ylang. Na base, notas de musgo de carvalho, sândalo, âmbar, benjoim e musk ressaltam o caráter erótico da fragrância.

Yendi243. Yendi (Capucci, 1975). Esta fragrância foi o resultado da justaposição entre notas cítricas e florais, tornando-a apropriada para climas mais leves. Apesar de ser fresco, Yendi era uma composição complexa de inúmeras notas, presvalescendo limão, jacinto, rosa e lírio-do-vale. Tudo isso funcionava com ótima performance graças a uma consistente base de sândalo, cedro, musgo de carvalho, âmbar, estoraque e almíscar. Yendi deixava um rastro polvoroso e adocicado feito para se fundir com o odor natural da pele. Descontinuado.

Parure44. Parure (Guerlain, 1975). Lembrando um pouco de Givenchy III, Parure foi um chipre floral animálico infelizmente descontinuado pela Guerlain. Depois de uma saída verde e aldeídica, o perfume revelava um buquê floral (principalmente jasmim) feminino e sedutor. Parure desembocava numa saída seca à base de couro e musgo de carvalho. Notas de vetiver e estoraque ajudavam a produzir um rastro amadeirado e esfumaçado. Descontinuado.

Silences45. Silences (Jacomo, 1975). Verde e polvoroso, Silences abre com um aroma herbáceo e amargo de gálbano. A fragrância evolui para um aspecto cítrico de limão, bergamota e flor de laranjeira, suavizando a composição. Seu coração é composto de notas delicadas de rosa, íris, muguê e jasmim, propiciando um efeito atalcado e soapy. Para manter-se verde e seco, Silences tem uma base amadeirada com musgo de carvalho e musk. Com essa construção torpe, o perfume promove a ideia de contemplação (daí seu nome).

Tatiana46. Tatiana (Diane von Furstenberg, 1975). Ainda comercializada, a primeira fragrância da estilista belga sofreu naturalmente diversas reformulações. Tatiana é um percussor dos grandes florais brancos dos anos 80, centrado num acorde de tuberosa, jasmim, flor de laranjeira, rosa e narciso. O topo cítrico e verde (gálbano e bergamota) e a base amadeirada e animálica (pau-rosa, sândalo, civet e almíscar) propiciam um efeito suntuoso e equilibrado, ao mesmo tempo quente e arejado. Tatiana harmoniza o elegante e o sensual.

Captain47. Captain (Molyneux, 1975). Hoje reformulado e irreconhecível, Captain de Molyneux já foi um fabuloso amadeirado aromático. Com uma vibrante saída herbácea de laranja, limão, gengibre e anis, a composição dá prosseguimento com um centro de lavanda, folha de violeta e flor de laranjeira, desembocando numa base crispy e esfumaçada de musgo de carvalho, sândalo e gaiaco. Captain é um exemplo de um perfume simples mas eficiente que conquistou a geração dos nossos pais.

CoeurDeVanille48. Coeur de Vanille (Antonio Visconti, 1975). A fragrância mais conhecida do designer italiano Antonio Visconti é este oriental vanilla com traços marcantes de cacau e avelãs. Abrindo picante com um acorde de pimenta rosa, cravo-da-índia e noz moscada, a composição prossegue com um centro amadeirado de cedro, gaiaco e vetiver. Na evolução, notas de baunilha, cacau e avelãs emergem em perfeita harmonia com o resto da fórmula, evitando um efeito enjoativo.

Vu49. Vu (Ted Lapidus, 1975). Este potente chipre clássico de Ted Lapidus infelizmente foi retirado de mercado e hoje é quase impossível de ser encontrado. Marcadamente amadeirado, Vu exalava de imediato seu acorde base de musgo de carvalho, couro, sândalo, patchouli e cedro, quase abafando o centro floral feito de notas de rosa, íris, baunilha e mel. No entanto, Vu resultava num aroma equilibrado com exímio desempenho na pele. Descontinuado.

Quiproquo50. QuiProQuo (Grès, 1975). Amargo e potente, QuiProQuo foi um chipre verde rico em gálbano e ervas finas. Com seu topo amenizado por notas de cítricos e pêssego, o perfume dispensava o uso de flores para se concentrar em tons amadeirados de vetiver, musgo de carvalho, patchouli e couro. Dizem que o nome do perfume se deve ao fato de ele ser perfeitamente usável por homens, apesar de classificado como feminino. Descontinuado.

Azzaro51. Azzaro (Azzaro, 1975). O primeiro perfume de Loris Azzaro e a assinatura olfativa inicial da marca foi retirado de mercado há muitos anos. Tratava-se de um chipre amadeirado de nuances balsâmicas e frutadas. Azzaro abria com aldeídos, coentro, pêssego, narciso e gardênia, anunciando um inebriante centro soapy de rosa, íris, jasmim e ylang-ylang. No dry-down, a composição se tornava quente, terrosa e esfumaçada devido ao acorde de musgo de carvalho, patchouli, vetiver, estoraque, benjoim, âmbar e civet. Descontinuado.

DiorDior52. Dior Dior (Dior, 1976). Pouca gente ouviu falar desta fragrância de Dior. Composto por Edmond Roudnitska, este perfume foi um chipre amadeirado com uma nota marcante de narciso com tons animálicos. Dior Dior remete a outras criações do perfumista como Diorella e Eau Sauvage por seu aspecto seco e herbáceo que aos poucos revelava uma faceta soapy e oleosa. Recomendado para quem curte florais obscuros e defumados. Descontinuado.

SexAppeal53. Sex Appeal (Jovan, 1976). Não deixe o preço baixo e o nome “cafona” te enganarem. Sex Appeal é uma poderosa combinação de folhas verdes e especiarias quentes com fundo amadeirado, balsâmico e musky. Enquanto a formulação original mostrava um patchouli mais canforado (quase terpênico), a versão atual tem essa nota amenizada, ainda que levemente esfumaçada. Sex Appeal é assertivo e viril, impossível de passar despercebido na multidão. O perfume do macho alfa.

First54. First (Van Cleef & Arpels, 1976). Opulenta e intimidante, First é uma bomba floral (flores brancas, jacinto, narciso, rosa e cravo) com toneladas de aldeídos, hedione e mel. A saída é frutada (pêssego, framboesa, mandarina e groselha) e, em meio ao coração de notas florais, a fragrância vai evoluindo para um fundo resinoso (baunilha, âmbar e fava tonka), amadeirado (sândalo, vetiver e musgo de carvalho) e animálico (civet, castoreum e almíscar), entregando uma composição complexa e cheia de personalidade. First foi o primeiro perfume de uma casa de joias.

Ivoire55. Ivoire (Balmain, 1976). Este não é o Ivoire reformulado e recém-lançado num frasco quadrado rosa. O nome (“marfim” em francês) já invoca algo luminoso e seco. Ivoire foi um chipre floral que abria com notas frescas de folhas de violeta, bergamota e gálbano, evoluindo rapidamente para um coração de flores (principalmente jasmim) e aldeídos. Tal combinação resultava num aroma de sabonete branco, macio e confortável. Na secagem, o perfume mostrava um aspecto mais terroso e musgoso com muito almíscar. Infelizmente, Ivoire sofreu diversas reformulações e sua versão atual se distancia muito da original, focando mais o aspecto musky. Descontinuado.

Cardin56. Cardin (Pierre Cardin, 1976). Esta foi a primeira fragrância da grife Pierre Cardin: um chipre floral clássico. Na saída, Cardin exalava um potente e datado acorde de aldeídos, cítricos e especiarias (cravo-da-índia e alcarávia). Na evolução, um buquê de rosa, jasmim e ylang-ylang desabrochava, bem ao estilo oitentista. Horas depois, a base ambarada e picante tomava conta da composição, com nuances animálicas. As notas de vetiver e musgo de carvalho erambem marcantes, trazendo um aspecto mais natural e sofisticado à fragrância. Descontinuado.

1-1257. 1-12 (Halston, 1976). A casa Halston segue a tendência dos florais amadeirados masculinos lançados durante a década de 70. 1-12 conta com um topo efervescente de cítricos, gálbano, manjericão e folhas verdes. Mais adiante, a composição exala um acorde canforado e especiado de agulhas de pinho, zimbro, lavanda, cravo e jasmim. A base chipre fica por conta de musgo de carvalho, cedro, labdanum, âmbar, fava tonka, baunilha e musk. Bom, bonito e barato.

JovanWoman58. Jovan Woman (Jovan, 1976). Um belo exemplar de chipre floral e especiado, Jovan Woman abre potente com uma nota adstringente de coentro. No centro, um buquê de flor de laranjeira e ylang-ylang temperado com especiarias quentes torna o perfume opulento e intoxicante. Um fundo chipre de musgo de carvalho, madeiras nobres e labdanum confere classe e elegância. Custa uma bagatela nos Estados Unidos.

Oscar59. Oscar (Oscar de la Renta, 1977). Complexo e multifacetado, Oscar é um oriental floral lindamente construído ao redor de ervas e especiarias. Notas de coentro, alecrim, manjericão, pêssego e gardênia abrem a fragrância, que caminha para um aroma de sabonete luxuoso feito de lavanda, íris, orquídea, rosa e flores brancas. Resinas (âmbar, mirra e opoponax), madeiras nobres (patchouli, sândalo e vetiver), cravo-da-índia e almíscar formam a base deste perfume narcótico e marcante.

Quartz60. Quartz (Molyneux, 1977). Um refrescante chipre verde, Quartz abre com notas verdes e aldeídicas, conferindo uma atmosfera típica dos anos 70, similar a Diorella e Cristalle. O centro da composição consiste de rosa, jasmim e íris, com nuances de melão e pêssego. Musgo de carvalho, cedro, patchouli e almíscar propiciam uma secagem limpa e macia. Quartz é uma excelente opção para conhecer esse estilo tão fora de moda.

Devin61. Devin (Aramis, 1977). Devin foi um chipre couro masculino com fortes traços herbáceos e especiados. Com uma saída de aldeídos, cítricos, gálbano, lavanda e artemísia, a composição impressionava com seu potencial verde e arejado. O acorde central é composto de um belo arranjo de cravo, jasmim, agulhas de pinho e alcarávia, conferindo profundidade e forte caráter masculino. Uma base chipre couro finalizava a fragrância com elegância. Devin era único por conseguir emular um lindo jardim verde, equilibrando flores, ervas e terra, e ainda agregando especiarias para tornar-se mais com cara de perfume. Descontinuado.

Ungaro62. Ungaro (Ungaro, 1977). O extinto perfume assinatura do designer francês foi um complexo oriental floral com nuances picantes. Ungaro partia de um topo luminoso e efervescente de aldeídos, bergamota, limão siciliano, néroli e coentro, para então desabrochar um buquê central de rosa, lírio-do-vale, jasmim e íris. Uma base quente e polvorosa de cedro, patchouli, sândalo, fava tonka, âmbar, baunilha e musk dava uma roupagem oriental a esta composição de atmosfera lânguida e nostálgica. Descontinuado.

CharlesOfTheRitz63. Charles of the Ritz (Charles of the Ritz, 1977). A marca foi fundada em 1926 pelo cabeleireiro Charles Jundt, que trabalhava no Ritz de Nova York. Suas fragrâncias produzidas naquela década foram relançadas nos anos 70, dentre elas a assinatura da casa. Trata-se de um oriental floral inusitado com um topo luminoso de aldeídos, flor de laranjeira e abacaxi, um centro floral de cravo, rosa, jasmim, tuberosa, ylang-ylang, íris e lilás, e uma base quente de resinas, baunilha, canela, vetiver, cedro e musk.

Tamango64. Tamango (Léonard, 1977). Tamango é um chipre floral clássico que se parece com N°5, Calèche e Rive Gauche por seu caráter natural e luminoso, a não ser pela marcante nota de musgo de carvalho. A composição abre bem oitentista com aldeídos, íris, jacinto e orquídea, antes de desabrochar um buquê romântico e feminino de rosa, jasmim e lírio-do-vale. Para manter o aspecto crispy, a base fica por conta de musgo de carvalho, vetiver, sândalo e musk. Limpo, fresco e fácil de usar.

Expression65. Expression (Jacques Fath, 1977). Esta raríssima fragrância de Jacques Fath foi um complexo e multifacetado oriental floral. Quente e sensual, Expression abre com notas de mel, âmbar e couro antes de revelar um buquê de rosa, cravo, ylang-ylang e íris. Um topo cintilante de aldeídos, cítricos, folhas verdes, gálbano e coentro harmoniza o aroma final – herbáceo, floral, balsâmico, melífluo e animálico, tudo equilibrado. Descontinuado.

RevillonPH66. Revillon pour Homme (Revillon, 1977). Este marcante chipre amadeirado feito para homens tinha uma saída herbácea (alecrim, petitgrain, artemísia) que ressaltava sua base de abeto, musgo de carvalho e agulhas de pinho. Como centro, um acorde gelado de lavanda e gerânio entrava em choque com um acorde quente de cravo e canela. Completamente old-school, Revillon pour Homme, com seu persistente aspecto canforado e musgoso, teria poucas chances hoje em dia. Descontinuado.

MarbertMan67. Marbert Man (Marbert, 1977). A primeira criação da empresa de cosméticos alemã Marbert foi este inusitado fougère picante e melífluo. A partir de um topo aromático de bergamota, manjericão, zimbro, artemísia e lavanda, Marbert Man desenvolvia um centro floral e especiado de gerânio, rosa, cravo, mel e canela. Na secagem, a composição trazia uma marcante nota de couro acompanhada de musgo de carvalho, patchouli, fava tonka, madeiras nobres e musk. Descontinuado.

EauDeLancaster68. Eau de Lancaster (Lancaster, 1977). Quem nunca ouviu falar da colônia Lancaster? Originalmente lançada em 1977, foi reintroduzida em 1997 – logicamente com uma nota menos proeminente de musgo de carvalho, pela qual era tão famosa. A composição tinha uma saída efervescente de bergamota, mandarina, coentro, manjericão e lavanda. Em seguida, Eau de Lancaster passava a exalar um acorde floral (rosa, jasmim, cravo, gerânio) e frutado (pêssego). A base ficava por conta de musgo de carvalho, pau rosa, âmbar e baunilha. O resultado era herbáceo e soapy, bem retrô.

TedLapidusPH69. Ted Lapidus pour Homme (Ted Lapidus, 1978). Não confundir com Lapidus pour Homme (1987). Ted Lapidus pour Homme foi um chipre couro de aspecto saponáceo e oleoso, feito à moda antiga. A fragrância abria cítrica, aldeídica e herbácea (tomilho, coentro), com seu fundo animálico de couro permeando toda a composição. No centro, um acorde de jasmim, patchouli, vetiver e musgo de carvalho fazia a transição entre o claro e escuro, este formado por uma base defumada de labdanum, incenso, castoreum e almíscar. Um perfume que conseguia ser viril e elegante. Descontinuado.

DiBorghese70. Di Borghese (Borghese, 1978). Discreto e elegante, Di Borghese foi a fragrância assinatura do grupo de cosméticos italiano de mesmo nome. Com um topo efervescente de bergamota, pêssego, gálbano e folhas verdes, a composição evoluía para um luminoso buquê de jacinto, narciso, jasmim e lírio-do-vale temperado com cravo-da-índia. Di Borghese concluía com uma base chipre clássica de musgo de carvalho, vetiver e labdanum, além de musk. Descontinuado.

TêteÀTête71. Tête-à-Tête (Novaya Zarya, 1978). Tête-à-Tête foi um poderoso chipre verde de fortes nuances herbáceas e terrosas. O perfume abria adstringente com notas de mandarina, gálbano, folha de cassis, aipo e anis, antes de projetar um acorde central de rosa, jasmim e ylang-ylang. No entanto, seu fundo de musgo de carvalho, patchouli, vetiver, labdanum, baunilha e almíscar falava mais alto durante toda evolução. Tête-à-Tête seria hoje considerado totalmente datado. Descontinuado.

MadeleineDeMadeleine72. Madeleine de Madeleine (Madeleine Mono, 1978). A inglesa Madeleine Mono mudara-se para Nova York em 1974, tornando-se rapidamente uma celebridade devido à sua forma ousada de se maquiar. Sua fragrância assinatura foi um floral dramático e chamativo, ao mesmo tempo polvoroso e indólico, graças ao complexo acorde de tuberosa, jacinto, mimosa, rosa, íris e jasmim. Madeleine de Madeleine recebia também um topo de mandarina, pêssego e damasco e um fundo de musgo de carvalho, sândalo e bálsamo tolu. Descontinuado.

Pheronome73. Pherómone (Marilyn Miglin, 1978). Seguindo a mesma linha de Charlie (Revlon), Pherómone é um floral verde de nuances aldeídicas e terrosas. Com um topo de folhas aquosas e especiarias quentes, a composição segue uma rota floral com um acorde central de flor de laranjeira, jasmim, ylang-ylang, rosa e íris. A base seca e esfumaçada fica por conta de vetiver, musgo de carvalho, sândalo e musk.

Enjoli74. Enjoli (Charles of the Ritz, 1978). Enjoli é um floral buquê aldeídico feito à moda antiga. A composição abre alegre com um acorde de aldeídos, bergamota, pêssego e gálbano. Enjoli vai se tornando polvoroso à medida em que um buquê de jacinto, cravo, rosa, orquídea, íris e flores brancas desabrocha. No dry-down, este floral temperamental muda de humor e se fazia sensual com uma base de madeiras nobres, baunilha e almíscar.

CalvinKlein75. Calvin Klein (Calvin Klein, 1978). Há muito tempo extinto e quase impossível de encontrar, o primeiro perfume de Calvin Klein foi este chipre floral aldeídico. As notas de saída eram compostas por aldeídos, jacinto, gardênia, pêssego e framboesa, compondo um aroma fresco, luminoso e frutado. A potência floral ficava a cargo do acorde central de cravo, rosa, jasmim, lírio-do-vale e íris, apoiado sobre uma base chipre. Esta foi a única vez em que o designer americano lançou uma fragrância ousada e marcante em linha com a perfumaria francesa. Descontinuado.

JAiOse76. J’ai Osé (Guy Laroche, 1978). Literalmente “Eu ousei” em português, este foi um oriental floral construído sobre uma estrutura chipre. J’ai Osé tinha uma saída de aldeídos, cítricos, pêssego e coentro, antes de revelar um coração chipre com notas de íris, rosa e jasmim. A aura chipre perseverava com seu aspecto seco, fresco e elegante até a secagem, quando uma base de benjoim, âmbar e musk tomava conta da composição. J’ai Osé conquistava por sua complexidade e ambiguidade, equilibrando com competência o herbáceo e amargo com o resinoso e doce. Descontinuado.

0075893050577. Polo (Ralph Lauren, 1978). O epítome da virilidade e sofisticação introduzido pelo estilista americano Ralph Lauren. Polo dominou toda a década de 80 com seu aroma distinto de couro, tominho e madeiras nobres. A combinação de musgo de carvalho, agulhas de pinho e patchouli é, contudo, o que definiu seu caráter amadeirado-verde, ilustrado por seu frasco icônico. Hoje o perfume é controverso e polarizante, certamente por ser masculino demais, em tempos onde o andrógino está mais em voga. Polo foi a entrada da Ralph Lauren na perfumaria masculina e acabou influenciado não apenas a si próprio como a todos designers que criaram suas versões “pour homme”.

cacharel_anais_anais_eau_de_toilette_spray_100ml_1380197468178. Anaïs Anaïs (Cacharel, 1978). Anaïs Anaïs é a rainha dos florais buquê e foi originalmente criada para as adolescentes da época – naturalmente as jovens de hoje o consideram um perfume de mãe, já que suas próprias mães ou tias o usaram extensivamente. A fragrância foi composta para ser quente e sedutora, porém mantendo um aspecto limpo e soapy. Anaïs Anaïs é a perfeita ilustração aromática de um buquê floral com notas de jasmim, rosa, íris, lírio-do-vale, jacinto, flor de laranjeira, cravo, ylang-ylang e tuberosa. Mesmo associado mulheres mais velhas, Anaïs Anaïs nunca perdeu sua relevância.

azzaro-pour-homme-intense-279. Azzaro pour Homme (Azzaro, 1978). Epíteto do gênero fougère, Azzaro pour Homme foi criado para encarnar o homem másculo e sofisticado, com uma pitada de malandragem. Além das notas clássicas do gênero como lavanda e cumarina, Azzaro pour Homme leva anis, musgo de carvalho e couro, todas funcionando num equilíbrio irretocável – dizem que a fórmula leva 320 ingredientes. Assim como Anaïs Anaïs (lançado no mesmo ano), hoje é visto como perfume de pai. Não há dúvidas, contudo, a respeito da influência sobre todos os fougères ultramasculinos que vieram em seguida. Azzaro pour Homme sempre será sinônimo de homem viril e sofisticado.

VCAPH80. Van Cleef & Arpels pour Homme (Van Cleef & Arpels, 1978). Este perfume foi lançado na época em que chipres de couro eram sinônimo de masculinidade e classe. Suas notas de saída são frescas e aromáticas (bergamota, manjericão, zimbro, manjerona, lavanda e tomilho), mas seu coração é quente (especiarias e madeiras). Na secagem aparecem as notas opulentas de âmbar, incenso, couro, musgo de carvalho, castoreum e almíscar. Van Cleef & Arpels pour Homme fica perfeito na pele de um machão de black tie tomando Martini e fumando charuto cubano – ou seja, o próprio James Bond.

Lauren81. Lauren (Ralph Lauren, 1978). Ao contrário de Polo, lançado no mesmo ano, Lauren desapareceu das prateleiras depois de um sucesso estrondoso nos Estados Unidos e mundo afora. Este perfume foi um dos primeiros a explorar a combinação de flores e frutas de forma delicada e feminina, com muito brilho e frescor. Lauren tinha um ângulo verde bem marcante, ressaltado por notas de melão e maçã verde. O exótico aspecto floral se dava através de um buquê de rosa, frésia, muguê, jasmim, ylang-ylang, acácia, calêndula e cravo. Para manter-se sofisticado, Lauren contava com uma base de madeiras secas como cedro, vetiver e musgo de carvalho. Descontinuado.

Yatagan82. Yatagan (Caron, 1978). Esta fragrância clássica é provavelmente uma das mais brutas já feitas. A primeira vez que a provei meu corpo instintivamente se curvou para trás. Yatagan junta castoreum com ervas (agulhas de pinho, artemísia, manjericão, menta, agrião), gálbano, incenso, almíscar e madeiras diversas para dar um efeito perturbador, impossível gerar indiferença. Sucesso absoluto nos países do Oriente Médio, este perfume é recomendado para aqueles que cospem no chão.

ClassicLagerfeld83. Lagerfeld Classic (Lagerfeld, 1978). Este é um complexo oriental amadeirado com tendência gourmand. A fragrância inicialmente exala como um chipre clássico aldeídico, porém logo revela um ângulo mais moderno de âmbar, tabaco e baunilha. Essa mistura exótica recebe uma injeção de almíscar, tornando o perfume polvoroso e esfumaçado como um verdadeiro oriental cheio de mistério e sensualidade. Quando foi lançado Lagerfeld Classic não fez tanto sucesso, mas hoje seria um arraso.

BillBlass84. Bill Blass (Bill Blass, 1978). Praticamente desconhecido no Brasil, este é um chipre floral fresco e suculento. As notas de gálbano, cítricos, abacaxi, jacinto e acácia geram uma saída encorpada e original. O coração da fragrância consiste de notas de íris, cravo, tuberosa, jasmim e ylang-ylang, caminhando para uma base amadeirada com âmbar e almíscar. Bill Blass é um perfume vivo e alegre, com um aroma exótico e instigante.

Mystere85. Mystère (Rochas, 1978). Suntuoso e único, Mystère foi feito para mulheres fortes e corajosas. A fragrância começava com um aroma verde e picante de coentro, gálbano, jacinto e alguma nota licorosa que remetia a conhaque. Mesmo com um buquê floral no coração, o perfume mantinha um ar seco e herbáceo. A secagem surpreendia com estoraque, almíscar e civet, conferindo uma aura terrosa e animálica. Mystère definitivamente não era para qualquer um. Descontinuado.

MonsieurCarven86. Monsieur Carven (Carven, 1978). Pegando o final da época em que homens apreciavam um bom chipre floral, Monsieur Carven reunia aldeídos, especiarias, flores, bálsamos e notas animálicas. O perfume abria fresco e metálico, com notas marcantes de néroli e artemísia. Na evolução, um buquê de cravo, rosa, íris e jasmim emergia, enriquecido com canela, sândalo, vetiver e patchouli. Monsieur Carven finaliza com um acorde de couro, labdanum, musgo de carvalho, mirra, coco, baunilha e civet. Descontinuado.

KingKong87. King Kong (Kenzo, 1978). Pouca gente conheceu esta preciosidade olfativa do estilista japonês. King Kong foi a primeira fragrância da casa – um inusitado oriental especiado com notas marcantes de banana, menta, cravo-da-índia, rosa, musgo de carvalho e âmbar. Contrastando quente e gelado, o perfume exalava um exótico aroma de banana, provavelmente resultante de um ylang-ylang bem natural. Descontinuado.

PSFineCologne88. PS Fine Cologne (Paul Sebastian, 1979). PS Fine Cologne é uma colônia bem-elaborada, feita com notas marcantes de flores ricas e resinas encorpadas. Com uma saída aromática de bergamota, lavanda e sálvia, a composição apresenta um coração floral de rosa, jasmim e ylang-ylang. Para trazer masculinidade, sua base conta com um arranjo de musgo de carvalho, cedro, âmbar e musk. Infelizmente reformulado e hoje irreconhecível.

Michelle89. Michelle (Balenciaga, 1979). Muito pouco conhecido, este perfume de Balenciaga foi um chipre floral atalcado e indólico criado por Françoise Caron. Com um topo de aldeídos, pêssego, coco, folhas verdes e gardênia, Michelle desabrochava um suntuoso buquê de cravo, rosa, jasmim, tuberosa, ylang-ylang, íris e orquídea. Um acorde de musgo de carvalho, vetiver, sândalo, benjoim, baunilha e musk finalizava com um toque macio e polvoroso. Descontinuado.

NinoCerruti90. Nino Cerruti (Nino Cerruti, 1979). Este extinto fougère aromático diferenciava-se por incorporar notas atípicas para o gênero como jasmim, gálbano e jacinto. Nino Cerruti contrapõe o gelado (lavanda, zimbro, agulhas de pinho, menta) e o quente (benjoim, âmbar, noz moscada, madeiras nobres) para produzir um aroma verdadeiramente original e prazeroso. O perfume caminha lindamente do refrescante e vívido para o misterioso e aconchegante.

MadameCarven91. Madame de Carven (Carven, 1979). Madame de Carven foi um interessante floral de traços lactônicos e polvorosos. O perfume abre suculento e adstringente com bergamota, gálbano, folhas verdes, coco e pêssego. Logo em seguida, sentimos um exuberante coração floral de jacinto, gardênia, orquídea, íris, cravo, tuberosa e jasmim. Para a base, Madame de Carven reservou um acorde seco e elegante de musgo de carvalho, vetiver, benjoim, âmbar e musk.

Nahéma92. Nahéma (Guerlain, 1979). Considerado por muitos como a tradução mais perfeita da rosa, Nahéma ironicamente não leva rosa natural. Jean-Paul Guerlain conseguiu, com muita maestria, montar uma fórmula simples com o uso de notas naturais e sintéticas. A saída é fresca e frutada com um leve tom de acetona, mas logo aparece uma rosa cercada de flores brancas (jasmim, muguê e ylang-ylang) e polvorosas (lilás e jacinto). Na secagem, Nahéma se revela macio e aveludado com notas de bálsamo-do-peru, baunilha, sândalo e vetiver compondo as arestas, os espinhos e os encantos que formam o simbolismo da desta flor tão peculiar.

Metal93. Métal (Paco Rabanne, 1979). Seguindo com seu tema central, Paco Rabanne introduziu esta fragrância para moças que gostam de acessórios de metal. Classificado como chipre verde, Métal abre com um aroma verde e arejado de cítricos, aldeídos, jacinto, manjericão e gálbano. A fragrância segue para um coração floral bem-balanceado de íris, rosa, jasmim, lírio-do-vale, tuberosa, ylang-ylang. Métal deixa um rastro soapy e atalcado com traços de âmbar. Limpo, fresco e elegante.

Scherrer94. Scherrer (Jean-Louis Scherrer, 1979). Um perfume para mulheres poderosas, Scherrer é classificado como chipre verde. Com uma saída verde e frutada de aldeídos, cassis, violeta e jacinto, a composição segue um caminho floral rosa, jasmim, tuberosa, gardênia, íris e cravo. O resultado é seco e amargo, com traços animálicos de indol e civet. Uma base de madeiras nobres, musgo de carvalho, baunilha e almíscar garante o desempenho por muitas e muitas horas.

Valentino95. Valentino (Valentino, 1979). Relançada com nova reformulação em 1986, a primeira fragrância de Valentino pega pela rabeira a tendência dos florais verdes que dominou os anos 60 e 70. Com uma saída refrescante de toranja, pêssego, menta e folhas verdes, a composição incorpora um aroma floral e cintilante de jasmim, lírio-do-vale, cíclame, jacinto e rosa. A atmosfera seca e herbácea é conservada graças a uma base firme e crispy de cedro, musgo de carvalho, civet e almíscar.

Tuxedo96. Tuxedo (Ralph Lauren, 1979). À beira da década de 80, Ralph Lauren lançava um perfume arrebatador como não se encontra mais. Como um bom e autêntico chipre, Tuxedo se apoiava no poder amadeirado e balsâmico do musgo de carvalho, vetiver e labdanum, incrementando sua base com notas adocicadas de benjoim e âmbar. Suculenta e escura, a composição formava um acorde central de pêssego, rosa, flores brancas e cravo-da-índia, para terminar com um rastro de tabaco, digno de uma femme fatale. Descontinuado.

Chaps97. Chaps (Ralph Lauren, 1979). Nos anos 70, o designer americano Ralph Lauren decidiu lançar uma segunda marca, Chaps, feita para um público menos sofisticado e mais aventureiro (obviamente com preços mais em conta). Pensada para um cowboy, a fragrância assinatura da grife foi este chipre amadeirado que reunia cítricos, sálvia, lavanda, especiarias, jasmim, musgo de carvalho, vetiver, patchouli, sândalo, couro, labdanum e baunilha. O resultado era um aroma potente, denso e selvagem. Descontinuado.

Galanos98. Galanos (Galanos, 1979). Hoje praticamente esquecido, Galanos foi um floral rico em notas especiadas, herbáceas e amadeiradas. Com um topo de coentro, louro e cravo-da-índia, a composição trazia em seguida um acorde floral de jasmim, gardênia, muguê, cravo e rosa. No dry-down, uma base de musgo de carvalho, cedro, fava tonka, cipreste, baunilha e musk conseguia manter ativas as facetas seca e aromática da fragrância. Feito para mulheres poderosas e seguras de si. Descontinuado.

MyMelody99. My Melody Dreams (Muelhens, 1979). A marca alemã Muelhens ficou famosa nos Estados Unidos devido a este chipre aldeídico e polvoroso. Abrindo com aldeídos, toranja, pêssego, jacinto e gardênia, My Melody Dreams seguia com um intenso acorde de rosa, cravo, orquídea, jasmim, ylang-ylang, violeta e íris. A composição finalizava com uma base seca e terrosa de musgo de carvalho, cedro, sândalo, labdanum e almíscar sintético. Limpo e confortável. Descontinuado.

SeptièmeSens100. Septième Sens (Sonia Rykiel, 1979). “Sétimo Sentido”, a primeira fragrância da estilista Sonia Rykiel, foi um chipre frutado promovido como sendo carnal e misterioso, feito para “mulheres modernas e aventurosas”. O perfume contava com um topo de aldeídos, bergamota, pêsssego e ameixa que logo dava espaço para um centro floral adocicado de rosa, cravo, narciso, ylang-ylang, jasmim e mel. Septième Sens concluía com um fundo escuro e sensual de musgo de carvalho, vetiver, patchouli, sândalo, labdanum, civet, castoreum e musk. Descontinuado.

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7 pensamentos sobre “Anos 70: Massificação

  1. Adoro o site, as resenhas, listas, sempre fugindo das marcas comercias mais visadas, devoro tudo…rss… Já tive o Metal, era fantástico… Li q o Scherrer se assemelha ao Eau du $oir da $isley… Procede? Abraço!

  2. Seu site é viciante! Estou gostando muito de ler. Adoraria que o perfume Lauren voltasse. Foi meu primeiro perfume “de gente grande”. Era delicioso e elegante.

  3. Olá, Daniel, Você pode me falar um pouco mais sobre a mudança do Lancaster? Ele era Masculino e, pelo que tenho pesquisado, essa nova versão é feminina, correto? A Lancaster não fabrica mais o perfume clássico?Queria dar para meu pai, mas, fora o Mercado Livre, só uma loja (a Le France), vende no Brasil. Queria obter mais informações, você pode me ajudar? desde já agradeço a atenção!

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