Marcas de Cosméticos

CosméticosSegundo o dicionário Oxford, “cosmético” é um adjetivo relativo à melhoria da aparência do corpo e face de uma pessoa. Em sua conotação pejorativa, “cosmético” é o antônimo de substância ou essência. A simbiose entre cosméticos e fragrâncias começou a partir da dissociação do funcional. De artigo de farmácia, o produto se tornou um bem de luxo vendido em boutiques. Apesar de um início precoce nos anos 30, as grifes de cosméticos decolaram mesmo com suas linhas de fragrâncias nos anos 70, à medida em que lojas de departamentos e vendas por catálogo se disseminaram pelo mundo a partir dos Estados Unidos. Marcas como Estée Lauder, Clinique e Lancôme se destacaram a ponto de competir diretamente com estilistas da haute couture como Chanel, Dior, Yves Saint Laurent e Givenchy. No entanto, a indústria de cosméticos sempre teve ao seu redor o estigma de laboratório, sem o glamour dos designers de moda, com composições mais puritanas e discretas. Ainda assim, o volume de lançamentos no setor de cosméticos desde então evoluiu em progressão geométrica. De marcas populares como Revlon e Elizabeth Arden ao extremo das grifes elitizadas como Sisley e La Prairie, este segmento não para de crescer, principalmente devido aos seus eficientes canais de distribuição e agressivas campanhas de marketing.

Nota: Veja também Youth Dew de Estée Lauder e Charlie de Revlon na página de perfumes Icônicos, assim como as páginas de Lifestyle e Catálogo.

(ordem cronológica por ano de lançamento)

JeanNaté1. Jean Naté (Revlon, 1935). Este é um floral fresco com notas aromáticas, quase um fougère. Na saída, Jean Naté exala um acorde de limão e lavanda, porém logo exibe um luminoso buquê de rosa, gerânio, jasmim e lírio-do-vale, temperado com especiarias diversas. Com a ajuda de fava tonka, sândalo, cedro e musk, o perfume se torna polvoroso e sofisticado, embora a nota de limão fique ativa por bastante tempo. Jean Naté é bem compartilhável, uma opção refrescante e elegante.

Magie2. Magie (Lancôme, 1950). Depois de muitos anos descontinuado, Magie retornou recentemente ao mercado dentro da Collection Fragrances, apresentada em comemoração do septuagésimo aniversário da marca. Trata-se de um floral envolvente com nuances balsâmicas. Abrindo com um acorde polvoroso de violeta, a composição transitava para um feminino buquê de jasmim. Magie concluía com uma base sensual de âmbar e musk.

Intimate3. Intimate (Revlon, 1955). Seu slogan era “O novo e fabuloso perfume que até as mulheres francesas estão comentando! Intimate nunca grita, mas ‘ô’ como sussurra”. Este é um chipre floral de aura selvagem feito com o propósito de atrair os homens. Intimate é uma grande acorde de flores (gardênia, rosa, jasmim, íris), temperado com aldeídos, bergamota e coentro, suportado por uma potente base chipre animálica. O perfume deixa para trás um rastro cremoso e polvoroso com pura libido.

MilleEtUneRoses4. Mille et Une Roses (Lancôme, 1960). Por muito tempo descontinuado, este floral musky foi relançado dentro da Collection Fragrances, introduzida para celebrar o septuagésimo aniversário da Lancôme. Como o nome sugere, a composição é trabalhada em torno da rosa, aqui apoiada sobre um fundo confortável e envolvente de âmbar, baunilha e musk. Uma rosa encorpada e de aspecto natural.

Zen5. Zen (Shiseido, 1964). Infelizmente a versão que se vende hoje não tem nada a ver com a versão original de 1964. Zen foi um chipre que unia notas florais e frutadas com perfeição, trazendo um buquê floral gigante (jasmim, rosa, narciso, violeta, íris, acácia, jacinto e cravo) e moléculas damasconas (nuances frutadas de damasco e pêssego). Para conferir um discreto charme, a composição levava uma dose de incenso. O aroma floral e suculento era imponente, mas aos poucos dava lugar a um fundo macio e ambarado.

Balafre6. Balafre (Lancôme, 1967). Com uma construção fougère hoje praticamente extinta, Balafre abria com notas ríspidas de néroli, limão e agulhas de pinho. Depois evoluía para um coração herbáceo de lavanda, gerânio e cipreste, temperado com cravo, orégano e sálvia. A base era construída em cima de notas secas como musgo de carvalho, vetiver e cedro. Ao que tudo indica, Balafre seguiu a proposta de Eau Sauvage e empregou uma boa dose de hedione para ampliar seu frescor cítrico e o brilho floral. Descontinuado.

Climat7. Climat (Lancôme, 1967). A Lancôme recolocou no mercado Climat, um de seus ícones do passado que havia sido descontinuado. Recomendado para mulheres que buscam frescor sem sacrificar sofisticação, o perfume é um floral branco rico em aldeídos, porém mais intimista do que chamativo. Climat é único por conseguir equilibrar notas herbáceas e florais na maior parte de sua evolução, antes de se tornar musky. Climat é uma fragrância de aura campestre que vai bem com jeans e camiseta sem perder o estilo.

Estée8. Estée (Estée Lauder, 1968). Este perfume descontinuado de Estée Lauder foi um floral aldeídico que remetia ao sabonete Dove com nuances de tabaco. Os aldeídos da saída interagiam com um buquê floral liderado pela nota de rosa e temperado com mel e coentro. Na evolução, Estée se tornvaa menos floral e mais polvoroso devido a notas de estoraque, sândalo, cedro e musgo de carvalho. Descontinuado.

clq_62g9_302x3499. Aromatics Elixir (Clinique, 1971). Um dos perfumes mais potentes já inventados, Aromatics Elixir foi introduzido em 1971 pela gigante de cosméticos Clinique. Sua composição é a mais perfeita interpretação de uma floresta intocada, com seu aroma de folhas secas, animais selvagens e cogumelos venenosos. Tal efeito é criado pela intensa combinação de patchouli, sândalo, musgo de carvalho e vetiver, com uma base de incenso e musk. Para dar um ar mais delicado, Aromatics Elixir leva também notais florais (rosa, gerânio, jasmim, ylang-ylang e tuberosa) e herbáceas (verbena, camomila e sálvia), além de diversos sintéticos como aldeídos.

Sikkim10. Sikkim (Lancôme, 1971). Um cruzamento de Aramis com Miss Balmain, este perfume conseguia ser carnal e refinado ao mesmo tempo. Sikkim fazia uma excelente transição entre as notas verdes de abertura (bergamota, gálbano e aldeídos) e as notas florais de coração (íris, jasmim, rosa, narciso e cravo). A elegância ficava por conta da base ambarada e musgosa de couro e a sensualidade era conferida pelas notas picantes de artemísia e coentro. Sikkim era um perfume que se expandia e surpreendia em diferentes fases. Descontinuado.

Alliage11. Alliage (Estée Lauder, 1972). Marketeado como perfume sport, este teria sido o primeiro do gênero, porém sem o menor sentido nos dias de hoje. Alliage é uma composição rica em gálbano, agulhas de pinho e musgo de carvalho, ou seja, ultraverde, porém densa demais para ser usada na na academia. O perfume é iluminada por notas cítricas, pêssego e jasmim, levando uma base de vetiver, pau-rosa, mirra e almíscar. Alliage é uma fragrância única que reúne a atmosfera de floresta com o frescor de um coquetel tropical à beira da praia.

PrivateCollection12. Private Collection (Estée Lauder, 1973). Private Collection foi o perfume pessoal de Estée Lauder por muitos anos, até que amigos a convenceram a comercializá-lo. Ou pelo menos é o que dizem. Fresco, brilhante e sintético, Private Collection é uma fragrância verde pungente com notas de crisântemo, jacinto e narciso no centro da composição, além de aldeídos. A base tem aspecto polvoroso e cremoso de heliotrópio, sândalo, âmbar e almíscar. Apesar de sua formal construção chipre, Private Collection é feito para a mulher fina e educada, mas que arregaça as mangas quando necessário.

Ciara13. Ciara (Revlon, 1973). No mesmo ano de Charlie, Revlon lançou este oriental especiado pra lá de sensual. Abrindo com um acorde luminoso de bergamota, limão, framboesa e néroli, a composição desabrochava lentamente um buquê de jasmim, ylang-ylang e íris. Por baixo, um acorde quente e esfumaçado de incenso, mirra, sândalo, patchouli, couro, opoponax, baunilha e musk emanava um sopro envolvente e intoxicante. Descontinuado.

Jontue14. Jontue (Revlon, 1976). Três anos depois do sucesso instantâneo de Charlie, Revlon lançava Jontue – um floral herbáceo e encorpado com traços indólicos e terrosos. Construído em torno de flores amarelas como acácia (mimosa) e ylang-ylang e brancas como tuberosa e gardênia, o perfume tinha uma saída herbácea de bergamota, cipreste, camomila, gerânio e rosa. Sua base era composta por um acorde agreste e adocicado de benjoim, vetiver, musgo de carvalho, patchouli e musk. Descontinuado.

Pavlova15. Pavlova (Payot, 1977). Este floral é até hoje o único perfume lançado pela gigante de cosméticos do grupo Puig, a Payot. De aspecto datado, especialmente marcado de musgo de carvalho, Pavlova é um buquê de jacinto, gerânio, jasmim, tuberosa e ylang-ylang, com uma saída de cítricos e folha de cassis (produzindo aquele odor úmido e escuro de xixi de gato) e uma base seca de vetiver, musgo de carvalho, sândalo e almíscar. Uma boa fragrância, mas não a ponto de ter sobrevivido aos tempos.

Cinnabar16. Cinnabar (Estée Lauder, 1978). Lançado praticamente ao mesmo tempo que Opium, Cinnabar pode ser considerado seu equivalente americano. Sua composição ancorada no acorde âmbar-incenso-canela remete a um clima aconchegante de Natal, bem apropriada para o inverno. No coração da composição estão notas florais polvorosas de íris, rosa, jasmim, lírio-do-vale e ylang-ylang, além de pêssego, para conferir feminilidade. Com uma complexa e eficiente evolução, Cinnabar consegue fazer sua base dominadora favorecer as notas mais delicadas de corpo.

MagieNoire17. Magie Noire (Lancôme, 1978). Com um nome profético (“magia negra”), Magie Noire foi um dos precursores das fragrâncias obscuras e perigosas que estariam por vir. Magie Noire coloca o lado verde da natureza em contraposição ao lado selvagem do animal. De um lado o acorde chipre com gálbano, rosa, íris, acácia, narciso, muguê, jasmim e tuberosa; do outro um acorde oriental com âmbar, mel, tabaco, almíscar, civet e castoreum. O resultado é realmente assustador: um aroma opulento, denso e seco pronto para explodir. Magie Noire não é um perfume belo per se, mas sim para ser usado por uma mulher (ou homem) que queira comunicar uma mensagem de autoconfiança e poder.

WhiteLinen18. White Linen (Estée Lauder, 1978). Este floral aldeídico foi feito para as mulheres prendadas, preocupadas com asseio e cuidado. White Linen une flores diversas (rosa, jasmim, lírio-do-vale e ylang-ylang) a madeiras nobres (sândalo e cedro). O lado floral é valorizado com aldeídos, enquanto o lado amadeirado é enriquecido com mel e fava tonka. White Linen deixa um rastro delicioso de roupa lavada. Embora não seja conhecido no Brasil, é um item normal de estoque no resto do mundo.

Inoui19. Inouï (Shiseido, 1979). Na linha de Chanel N°19, Inouï (“indescritível” em francês) também remetia à atmosfera de floresta, porém de forma mais bruta. Sua saída de limão, pêssego e gálbano era potente e persistente, praticamente abafando a nota de jasmim no coração. Notas herbáceas de tomilho e agulhas de pinho acentuavam seu caráter verde até um ponto em que as notas de base (cedro, musgo de carvalho, mirra, civet e almísar) apareciam. Inouï deixava um rastro limpo e polvoroso. Descontinuado.

Azuree20. Azurée (Estée Lauder, 1979). Este perfume é uma das grandes referências de composições à base de couro. Classificado como chipre floral, Azurée é um complexo perfume com três fases bem destacadas. Primeiro, as notas de saída de aldeídos, bergamota, gardênia e artemísia surpreende com sua exuberância. Depois, um coração floral de jasmim, cíclame, gerânio, íris e ylang-ylang se funde com âmbar e leva a fragrância a um caminho adocicado. Finalmente, Azurée é dominado pela base de patchouli, musgo de carvalho e couro. Sofisticado e voluptuoso.

Murasaki21. Murasaki (Shiseido, 1980). A japonesa Shiseido investiu neste floral verde com grande estilo. Murasaki abria com um revigorante acorde cítrico e amargo de bergamota, pêssego, gálbano e jacinto. Mais à frente, a composição desenvolvia um aroma floral com notas de rosa, íris, jasmim, lírio-do-vale e gardênia, criando uma atmosfera de beleza despretensiosa. Contrastando com seu lado fresco e leve, Murasaki desembocava numa base sólida de madeiras nobres, couro, âmbar e musk. Descontinuado.

Beautiful22. Beautiful (Estée Lauder, 1985). Embora tenha sido reformulado diversas vezes, este perfume ainda carrega muito da aura dos anos 80 e, portanto, tem aspecto datado. No coração notas de rosa, gerânio, acácia, cravo, flores brancas, crisântemo, narciso, violeta e flor de Lótus contracenam com notas verdes de gálbano, camomila e folha de cassis. O que gera a impressão oitentista é a combinação de uma saída frutada e licorosa com uma base carregada de âmbar, baunilha, sândalo e almíscar.

LauderMen23. Lauder for Men (Estée Lauder, 1985). Nos anos 60 Estée Lauder criou a marca Aramis, dedicada ao público masculino. No Entanto, Lauder for Men foi excepcionalmente lançado sob a marca principal. A fragrância é um complexo aromático cítrico que “brinca” com notas florais. Na saída, Lauder for Men exala um rico aroma herbáceo de limão, sálvia, anis, gálbano e zimbro, além de notas picantes de coentro e cardamomo. O coração floral é atenuado com vetiver, partindo para uma base de madeiras nobres, âmbar, baunilha e musk. Lauder for Men é fantástico e original, infelizmente ignorado.

Sagamore24. Sagamore (Lancôme, 1986). Sagamore é um complexo e potente chipre amadeirado que abre com um acorde old school de aldeídos, cítricos, musgo de carvalho, lavanda e ervas finas. Passados alguns minutos da aplicação, a fragrância é dominada por um buquê floral de cravo, rosa, gerânio, muguê e jasmim com tons animálicos. Mais adiante, um aroma balsâmico e defumado de patchouli, sândalo, estoraque, âmbar e baunilha emerge para aquecer o dry-down terroso e polvoroso. Sagamore pode ser levemente feminino porque foi concebido numa época em que homens de verdade ousavam cheirar a flor.

XiaXiang25. Xia Xiang (Revlon, 1987). Do chinês “campo” ou “interior”, Xia Xiang foi um potente oriental floral com nuances chipres e frutadas. A partir de um topo efervescente de bergamota, limão e tangerina, a fragrância penetrava um acorde exuberante de flor de laranjeira, jasmim, gardênia, ylang-ylang, rosa e lírio-do-vale, recortado por notas lactônicas de pêssego e ameixa. Xia Xiang finalizava com uma base de musgo de carvalho, patchouli, sândalo, fava tonka e baunilha. Descontinuado.

Calyx26. Calyx (Prescriptives, 1987). Diferente dos florais frutados doces da moda, esta fragrância criada pela Prescriptives (depois adquirida pela Clinique) reúne frutas tropicais suculentas (mamão, goiaba, manga e maracujá) cercada por notas verdes de musgo de carvalho e néroli, atalcadas de íris e rosa e luminosas de jasmim e lírio-do-vale. Calyx é um perfume único que captura o melhor da natureza, produzindo um efeito final limpo e rico. Apesar de ter sido lançado em 1987, sua aura é bastante contemporânea.

Knowing27. Knowing (Estée Lauder, 1988). Este chipre floral clássico foi lançado no final dos anos 80, aproveitando a experiência de seus precursores. Seu charme está em conseguir fazer brilhar a rosa em meio às muitas resinas e madeiras que formam a base sem parecer exagerado. Uma brisa frutada e cítrica abre a fragrância e se funde a um acorde floral saponáceo enquanto a base de benjoim, musgo de carvalho e civet se prepara para mostrar seu corpo. É exatamente esse equilíbrio entre os lados luminoso e obscuro que propicia uma aura tão correta e instigante a Knowing.

RedDoor28. Red Door (Elizabeth Arden, 1989). Inspirado nos spas homônimos de Elizabeth Arden, Red Door toma como base a nota de rosa, aqui recebendo um tratamento quente de âmbar, opulento de tuberosa e luminoso de flor de laranjeira. Na saída, as notas frutadas de ameixa e pêssego assustam um pouco, mas logo se acalmam e o perfume segue seu caminho de rosa com nuances de mel. Sândalo, benjoim e almíscar na base conferem uma secagem quente e polvorosa.

nd-17229. Trésor (Lancôme, 1990). Antes de J’Adore e Coco Mademoiselle, a Lancôme já havia lançado um perfume queridinho das mulheres. Aquele tipo de perfume que é refinado mas brinca com a vulgaridade de forma inteligente. Que deixa um enorme rastro e provoca a curiosidade das pessoas ao redor. Que pode ser usado no trabalho e também num evento noturno. Trésor foi criado pela especialista em notas de rosa Sophia Grojsman e carrega notas de atalcadas de rosa, lilás, íris, baunilha, heliotrópio e musk com um delicioso creme de pêssego e sândalo. Trésor pode ser resumido como um acorde rosa-pêssego polvoroso.

EauDuSoir30. Eau du Soir (Sisley, 1990). Especializada em fragrâncias mais sérias e maduras, Sisley criou Eau du Soir em 1990, porém somente a ofereceu ao público a partir de 1999. Por quase uma década o perfume foi exclusivo da esposa do fundador da casa, a condessa Isabelle d’Ornano. A fragrância foi criada em torno da flor de origem espanhola seringa, que como qualquer flor branca exala um forte odor para atrair insetos polinizadores à noite – daí o nome do perfume. Completam a composição toranja, pimenta, zimbro, musgo de carvalho, patchouli e almíscar.

Spellbound31. Spellbound (Estée Lauder, 1991). Enquanto a perfumaria mundial transitava para o puritanismo, Estée Lauder continuou apostando em “bombas” para o público feminino. Composto por Sophia Grojsman, Spellbound é um complexo oriental floral com nuances frutadas e especiadas. A partir de um topo de limão siciliano, damasco e rosa, o perfume segue com um buquê de flores brancas e cravo (dominante) temperado com cardamomo. Na secagem, Spellbound desenvolve um aroma balsâmico de vetiver, sândalo, âmbar, benjoim, opoponax, fava tonka, baunilha, civet e musk. Opulento, doce e picante.

$_1232. Feminité du Bois (Shiseido, 1992). Feminité du Bois foi uma grande revolução na perfumaria quando lançado em 1992. Como o próprio nome diz (“feminilidade da madeira” em francês), os perfumistas Pierre Bourdon e Christopher Sheldrake finalmente trouxeram o aspecto amadeirado (especialmente de cedro) para uma fragrância feminina. A versão vintage conta com um poderoso acorde amadeirado-frutado com nuances polvorosas resultante da mistura de laranja, pera, ameixa, violeta, ylang-ylang, sândalo, cedro, mel, especiarias e almíscar. O novo Feminité du Bois, infelizmente, é uma versão desbotada e praticamente irreconhecível se comparada ao original.

TuscanyDonna33. Tuscany per Donna (Estée Lauder, 1992). Fazendo par com Tuscany per Uomo, hoje conhecido apenas por Tuscany e posicionado dentro da marca Aramis (de propriedade do grupo Estée Lauder), esta fragrância, hoje retirada de mercado, foi um floral oriental pra lá de sensual. Com uma saída fresca (cítricos e gálbano) e lactônica (pêssego e ameixa), Tuscany per Donna caminhava para um buquê heterogêneo de peônia, rosa, cravo, jasmim, ylang-ylang, muguê, violeta e madressilva, com todas as flores em harmonia. A composição encerrava com um dry-down balsâmico e polvoroso com notas de sândalo, âmbar, baunilha, estoraque e musk. Descontinuado.

Sunflowers34. Sunflowers (Elizabeth Arden, 1993). Apesar de ter sido um sucesso de vendas nos anos 90, Sunflowers não resistiu ao tempo e hoje é frequentemente criticado por ter cheiro de xampu ou até mesmo detergente. Com um topo ozônico e frutado, a composição evolui para um centro floral de rosa, jasmim, íris e osmanthus. Por fim, Sunflowers faz emergir uma base de musgo de carvalho, cedro, sândalo, âmbar e musk. É uma fragrância com ótimo preço, mas somente indicada para quem curte os retrôs.

Basala35. Basala (Shiseido, 1993). No ano seguinte ao lançamento do icônico Feminité du Bois, a marca japonesa emplacava mais um hit com este fougère oriental feito para as mulheres. Definido por sua complexidade, Basala tinha um topo frutado (coco, pêssego, cítricos) e herbáceo (lavanda, néroli, ervas finas), um centro floral picante (cravo, rosa, jasmim, canela, cominho), e uma base terrosa e esfumaçada de musgo de carvalho, vetiver, patchouli, âmbar, couro e musk. Descontinuado.

FireIce36. Fire & Ice (Revlon, 1994). Este sucesso de Revlon é um oriental floral com notas marcantes de incenso e âmbar. Com uma saída refrescante de tangerina, osmanthus e flor de laranjeira, Fire & Ice segue com um coração macio e polvoroso de orquídea, narciso, tuberosa e magnólia. Durante a evolução, o perfume esquenta com notas balsâmicas e amadeiradas, além de uma cobertura de musk. Fire & Ice consegue atingir uma bela harmonia entre sua faceta mais delicada e sua essência defumada.

Poeme

37. Poême (Lancôme, 1995). Este é um perfume que divide opiniões por ser incrivelmente doce e denso. Poême é um buquê floral, porém com uma saliente nota de acácia – o motivo da controvérsia. A fragrância abre com tons cítricos e florais brancos e vai mudando aos poucos para um frutado quente e suculento. A secagem fica por conta das notas de couro, âmbar, baunilha, cedro e almíscar. Não compre sem provar – pode ser um poema dramático demais.

Pleasures38. Pleasures (Estée Lauder, 1995). Na época em que mulheres demandavam um perfume que as fizessem se sentir limpas, Estée Lauder aproveitou a deixa e produziu o melhor aroma de sabonete da história, sem deixá-lo funcional. Um verdadeiro buquê floral (rosa, gerânio, peônia, violeta, lilás, tuberosa, jasmim, muguê e frésia) é envolto por notas verdes, frutadas e aldeídicas. Os almíscares e madeiras nobres na base asseguram o desempenho por muitas horas. As mais jovens podem achá-lo com cara de mamãe, mas Pleasures é sensacional.

5thAvenue39. 5th Avenue (Elizabeth Arden, 1996). A inspiração desta vez é a avenida mais luxuosa e cara do mundo. 5th Avenue é um rico floral com nuances polvorosas, frutadas e verdes. Com uma saída de bergamota, mandarina, tília, magnólia e lilás, o perfume apresenta um aroma inicial floral fresco. Na evolução, 5th Avenue exibe todo seu potencial feminino e elegante com um buquê central de rosa, cravo, tuberosa, jasmim e ylang-ylang, além de pêssego e noz moscada. Uma base macia e cremosa de orris, âmbar, baunilha, sândalo e musk completa este exuberante floral atalcado.

PleasuresForMen40. Pleasures for Men (Estée Lauder, 1997). Bem antes de Fierce de Abercrombie e Legend de Montblanc, Estée Lauder já havia apresentado esta agradável fragrância masculina que mistura acordes aquáticos, frutados, especiados e fougères. No entanto, como se trata de uma marca mais conhecida entre o público feminino, Pleasures for Men acabou esquecido. O perfume é centrado num acorde de lavanda, rosa e gerânio temperado com gengibre, pimenta preta e coentro, abrindo com um efervescente aroma frutado e finalizando com um confortável fundo amadeirado.

Vocalise41. Vocalise (Shiseido, 1997). Vocalise é o melhor da delicadeza japonesa e da sensualidade francesa. Na forma de um transparente floral frutado, o perfume tem uma saída ácida e suculenta de yuzu, néroli, folhas verdes, cassis, pêssego e groselha. Minutos depois, a composição apresenta um buquê suave e atalcado de orquídea, rosa, jasmim e muguê ligeiramente temperado com pimenta preta. Vocalise conclui com um fundo herbáceo e amendoado de cipreste, heliotrópio, baunilha e musk. Pura elegância despretensiosa.

Happy42. Happy (Clinique, 1998). Nomes de perfumes não são escolhidos aleatoriamente e Happy não é exceção. Depois de colocar na pele, ele realmente dá uma levantada no astral e funciona bem como antidepressivo. Além das notas cítricas clássicas, esta fragrância tem um coração floral exótico com notas de lírio-do-vale, frésia, magnólia e acácia. Embora nas primeiras horas a sensação seja de refrescância, Happy caminha para uma secagem quente à base de âmbar e musk que lembra risada com abraço.

Happy43. Happy for Men (Clinique, 1999). Clinique apresenta a versão masculina de seu clássico moderno cítrico-aromático. Apesar de sua ficha técnica apresentar laranja, limão, lima, notas verdes e oceânicas, além de um buquê de flores diversas, para mim o resultado final é um delicioso creme de papaia. Apesar disso, não é uma fragrância doce e sim puramente refrescante e divertida. Melhor que o original feminino.

GreanTea44. Green Tea (Elizabeth Arden, 1999). A pergunta mais frequente é: Green Tea é tão bom quanto Eau Parfumée au Thé Vert? O aroma sim, porém o segundo tem maior silagem e fixação. De qualquer forma, esta fragrância foi feita praticamente para ser uma água termal, ou seja, para aplicar quando sentir necessidade de uma energização durante o dia. É também um dos perfumes mais inofensivos do mercado, perfeito para pessoas com pouca tolerância. E, naturalmente, funciona como aromatizador de ambientes e roupas.

Intuition45. Intuition (Estée Lauder, 2000). Intuition é um floral que busca equilibrar acordes cítricos e orientais. Girando em torno de um acorde rosa-gardênia, o perfume ganha um efervescente topo de bergamota, mandarina, limão, toranja e folhas verdes. Para sustentar a composição, o perfumista Alberto Morillas optou por um fundo de madeiras nobres e âmbar. Intuition é um perfume versátil e elegante que pode ser usado tanto para o escritório quanto para a balada.

Miracle46. Miracle (Lancôme, 2000)Feito para mulheres mais jovens e inocentes, este perfume explora o ângulo suculento e brilhante da rosa por meio das notas de lichia, magnólia e frésia. Sua saída frutada logo abre caminho para um coração de flores temperadas com gengibre e pimenta, enquanto a base é composta por âmbar e almíscar. Miracle é um perfume feminino, delicado e inofensivo sem muita silagem – é uma boa opção para usar com jeans e camiseta e adicionar magia ao dia a dia.

MiracleHomme47. Miracle Homme (Lancôme, 2001). Para compor esta fragrância masculina, o perfumista Francis Kurkdjian escolheu notas fortes e viris. Na saída, um adstringente acorde de musgo de carvalho e pimenta malagueta causa uma explosão inicial, porém logo atenuado com notas de café, pau-rosa e cedro. Na secagem, madeiras escuras como bordo (maple), gaiaco, vetiver e mogno. O resultado é um perfume seco, defumado e masculino, remetendo a madeira cara.

Attraction48. Attraction (Lancôme, 2003). Attraction foi um floral branco de nuances amadeiradas e polvorosas. Abrindo com um aroma agradavelmente fresco e adocicado, o perfume era centrado num potente acorde de tuberosa, ylang-ylang, jasmim, gardênia e flor de laranjeira com toques atalcados de rosa e íris. A doçura vinha de uma base composta por patchouli, âmbar, baunilha e musk. Attraction era uma fragrância madura, mais indicada para uso noturno. Descontinuado.

BeyondParadise49. Beyond Paradise (Estée Lauder, 2003). Infelizmente desconhecido e difícil de encontrar no Brasil, Beyond Paradise é um sonho tropical em formato de perfume. A fragrância abre com o frescor e brilho de uma floresta depois da chuva. Para tanto, o perfume foi composto com notas tão exóticas quanto madressilva e jabuticaba, além de inúmeras moléculas sintéticas para criar e prolongar sua aura luminosa. A base é feita de madeiras nobres, incluindo a exótica ameixeira. Beyond Paradise é uma opção perfeita para dias de calor, especialmente durante as férias.

BeyondParadiseMen50. Beyond Paradise For Men (Estée Lauder, 2004). O gigante dos cosméticos Estée Lauder sempre contou com uma belíssima linha de perfumes que, embora focada no público feminino, produziu uma obra-prima masculina: o Beyond Paradise For Men. As notas são exóticas: madeira de ameixeira, madressilva, hibisco e jacinto, entre flores brancas e frutas cítricas. Este é um floral verde, mas não o verde aromático do bosque e sim o verde herbáceo de uma salada de rúcula. Talvez esta seja a fragrância que você buscou a vida toda. Merece ser provada.

SilverRain51. Silver Rain (La Prairie, 2004). Desde seu lançamento, esta fragrância já foi reformulada três vezes, tornando-a irreconhecível. De frutado gourmand, Silver Rain passou para chocolate gourmand e, finalmente, para um oriental floral. A versão atual abre com um acorde herbáceo e adstringente de bergamota, verbena, chá, menta, cassis, anis e coentro, com um fundo canforado de patchouli. Apesar do rico buquê listado no site de La Prairie, o aroma floral é muito sutil e completamente dominado pela base de patchouli, sândalo, oud, fava tonka e baunilha. Silver Rain deixa um rastro musky.

52. OriginalMuskOriginal Musk (Kiehl’s, 2004). Desde que a tradicional marca de cosméticos americana Kiehl’s abriu lojas no Brasil, seu perfume mais famoso ficou acessível aos brasileiros. Original Musk é sexo em formato spray. De um lado você sente a feminilidade das notas florais (rosa, flor de laranjeira, lírio-do-vale e ylang-ylang) e do outro a masculinidade da base ambarada (patchouli e fava tonka). O néroli promove frescor, enquanto a injeção de almíscar dá à fragrância um aspecto de sensualidade carnal. Compartilhável.

ParAmour53. Par Amour (Clarins, 2005). Esta fragrância inovadora de Clarins abraçava precocemente a ideia do acorde de pimenta rosa e cassis, hoje já bastante explorado. Contudo, por ter sido pioneira, acabou sofrendo um certo grau de rejeição e foi retirada de mercado. Classificada como um oriental floral, Par Amour hoje seria chamado de chipre moderno. A composição tinha uma saída frutada e escura, evoluindo para um centro de rosa e cardamomo – outro acorde incomum. Finalmente, Par Amour concluía com uma base de sândalo, labdanum, âmbar e benjoim. Descontinuado.

Hypnose54. Hypnôse (Lancôme, 2005). Com uma fórmula simples, este perfume se baseia no exótico acorde de flor de maracujá e baunilha. Hypnôse é doce sem enjoar e picante sem ser adstringente. Trata-se de uma fragrância macia e levemente atalcada com um jasmim rodeado de bergamota, vetiver, flor de maracujá e baunilha. Hypnôse tem ampla reputação de ser um perfume sedutor que arranca elogios por onde passa. Por outro lado, é mais apropriado para um dia de inverno ou para uso noturno, pois pode se tornar sufocante com o calor.

AmbrePassion55. Ambre Passion (Laura Mercier, 2005). Com uma composição oriental balsâmica, Ambre Passion é uma interpretação exótica e sensual do âmbar. Nos primeiros minutos, a fragrância revela um odor gelado e canforado de gerânio e patchouli, logo amenizado pelo corpo denso e cremoso de cedro, sândalo, fava tonka, labdanum e baunilha. Ambre Passion mostra um âmbar mais natural e realístico, sem torná-lo vulgarmente doce. As facetas polvorosa e esfumaçada são ressaltadas graças ao equilíbrio entre resinas e madeiras nobres.

VanilleGourmande56. Vanille Gourmande (Laura Mercier, 2005). Vanille Gourmand é o mais famoso da série de nove perfumes gourmands de Laura Mercier. De um lado, a composição oferece um aspecto seco e polvoroso com notas de lírio-do-vale, orquídea, heliotrópio e musk; por outro, notas de sândalo, âmbar, e baunilha propiciam doçura e cremosidade. Os ingredientes são perfeitamente harmonizados para ressaltar as diversas qualidades da baunilha, sem torná-la enjoativa.

AlmondCoconut57. Almond Coconut (Laura Mercier, 2005). Outra fragrância bastante conhecida da série dos gourmands de Laura Mercier é Almond Coconut. Aqui o efeito pretendido é um clima tropical, utilizando notas florais e lactônicas. Com uma saída de zimbro, ylang-ylang e amêndoas, a composição se aprofunda na nota central de coco, que é acompanhada de um encorpado jasmim. No dry-down, a base de fava tonka, heliotrópio, pau-rosa, baunilha e musk finaliza o perfume com maciez e cremosidade.

HappyToBe58. Happy to Be (Clinique, 2005). Para este flanker do floral frutado Happy, o perfumista Olivier Cresp introduziu notas aquáticas, além de um toque atalcado e gourmand. Depois de uma saída aquosa e frutada, Happy to Be evolui para um delicado buquê de rosa, hibisco e lilás. No dry-down, a fragrância mostra um lado mais cremoso e adocicado de sândalo e cacau, contrastando com a translucidez inicial da composição.

MiracleForever59. Miracle Forever (Lancôme, 2006). Uma cooperação entre os dois gênios Dominique Ropion e Oliver Polge, Miracle Forever acrescentava uma acorde semigourmand de amêndoas e baunilha à fórmula romântica do original. Abrindo com um topo de cassis e anis, a composição desabrochava aos poucos um buquê atalcado de mimosa, heliotrópio e flor de amendoeira. Para trazer sensualidade, Miracle Forever contava com um fundo balsâmico de patchouli, incenso, âmbar e musk. Descontinuado.

SoirDeLune60. Soir de Lune (Sisley, 2006). Soir de Lune é um chipre moderno com um coração floral de íris, rosa, acácia, jasmim e muguê. O perfume abre suculento com notas cítricas (limão, laranja, mandarina e bergamota) e especiadas (pimenta, coentro e noz-moscada) e fecha com uma base cremosa e densa de sândalo, patchouli, almíscar e mel. A eficiência de Soir de Lune está na perfeita harmonia entre as notas frescas e secas e as notas doces e marcantes, compondo uma aura floral amadeirada chique e sensual.

Bath61. Bath (Bobbi Brown, 2006). Bobbi Brown transporta o mais puro e cristalino aroma de sabonete para um frasco de perfume. Bath é uma composição focada em flor de laranjeira, ervas finas e flores aquáticas. Com um topo cítrico, a fragrância desenvolve um aspecto soapy e levemente salgado, passando uma verdadeira sensação de banho tomado. O dry-down é cremoso e amadeirado com notas de sândalo, patchouli e musk.

MidnightRain62. Midnight Rain (La Prairie, 2006). Na forma de um floral frutado, Midnight Rain é doce, musky e bastante compartilhável. Na saída, a fragrância exibe um inusitado acorde de mandarina, goiaba, morango e romã. Em seguida, a composição vai tomando corpo e graça com um acorde central de lírio-do-vale, hissopo, orquídea e flor de ameixeira. A base fica por conta de uma combinação terrosa e aveludada de patchouli, vetiver, cashmeran e musk. Midnight Rain transpira o ar da natureza depois da chuva, como insinua o nome.

Zen63. Zen (Shiseido, 2007). Esta fragrância já foi reformulada duas vezes, tendo frascos diferentes – aqui estamos falando do frasco em forma de cubo dourado. Zen começa alegre e divertido, com uma onda de notas frutadas (abacaxi, maçã e frutas cítricas) e um toque de musk. Alguns minutos depois o perfume fica mais doce e viscoso devido a um patchouli aromático em meio a notas florais (rosa, muguê, jacinto, gardênia, violeta, frésia e flor de lótus). Como todo perfume terapêutico, Zen infelizmente dura poucas horas na pele, mas elas valem a pena.

CuirDeLancome64. Cuir de Lancôme (Lancôme, 2007). Para mulheres que gostam de um couro mais macio, esta alternativa cai como uma luva. A primeira impressão é de uma fragrância docinha e suave devido às notas de mandarina e açafrão. Com um coração floral (íris, jasmim e ylang-ylang) e uma base densa (bétula, patchouli, estoraque e musgo de carvalho), o perfume deixa um rastro seco e escuro resultante do acorde fantasia de couro ligeiramente polvoroso e especiado. Cuir de Lancôme foi feito para ser apreciado como um espetáculo que se desenrola em três atos perfeitamente harmonizados.

HypnoseHomme65. Hypnôse Homme (Lancôme, 2007). A composição Hypnôse Homme foi baseada no contraste entre as notas aromáticas e orientais. Primeiro sentimos os aromas revitalizantes de menta, cardamomo e frutas cítricas, seguidos por notas de lavanda e amêndoas, enquanto sua base oriental é formada por notas de patchouli, âmbar e almíscar. Isso compõe uma personalidade refinada e sensual. Tudo levado em conta, Hypnôse Homme parece ter sido concebido com um objetivo bem específico: enlouquecer as mulheres.

PCTubGard66. Private Collection Tuberose Gardenia (Estée Lauder, 2007). Em homenagem à sua avó, Aerin Lauder decidiu lançar uma série de derivações de Private Collection, um sucesso dos anos 70. A melhor delas é Tuberose Gardenia, cujas notas principais foram escolhidas por serem as favoritas de Estée Lauder. O acorde tuberosa-gardênia é enriquecido com flor de laranjeira, jasmim e lírio-do-vale, tornando-o essencialmente um perfume de flores brancas. Uma pitada de cravo e bourbon garantem um toque de sensualidade a esta elegante e feminina fragrância.

HypnôseLegère67. Hypnôse Eau Légère (Lancôme, 2007). Dois anos depois do lançamento do Hypnôse original, Thierry Wasser e Annick Ménardo se juntaram novamente para compor sua versão light. Enquanto a versão tradicional abre imediatamente com uma nota de maracujá, Hypnôse Eau Légère primeiro exala um acorde refrescante de limão siciliano e goiaba. O centro de jasmim e gardênia dá lugar à folha de maracujá, ao passo que a base cremosa e limpa de vetiver e baunilha é mantida. Hypnôse Eau Légère tem uma atmosfera bem mais suave e ácida, ideal para uso casual diurno.

AmberYlangYlang68. Private Collection Amber Ylang Ylang (Estée Lauder, 2008). Depois do estupendo flanker Tuberose Gardenia, Estée Lauder decide introduzir uma versão oriental. Para criar um efeito opulento e intoxicante, a composição é construída em torno de notas quentes e de grande silagem. Assim, Private Collection Amber Ylang Ylang abre com um ar tropical de bergamota, gerânio e ylang-ylang, antes de evoluir para um coração de rosa, canela e incenso. A base âmbar finaliza com total sensualidade.

Sensuous69. Sensuous (Estée Lauder, 2008). Esta fragrância abusa da força erótica do mel para criar uma aura envolvente. Adotando o gênero oriental amadeirado, Sensuous abre com um luminoso acorde de mandarina, jasmim, magnólia, ylang-ylang e lírio-do-vale. Aos poucos a composição vai desenvolvendo um acorde oriental encorpado e picante de mel, sândalo, pimenta e âmbar. Apesar de ser desconhecido no Brasil, Sensuous fez enorme sucesso nos Estados Unidos, onde é considerado um imã de elogios.

Magnifique70. Magnifique (Lancôme, 2008). Retirado de mercado, este perfume composto por Olivier Cresp e Jacques Cavallier era bem polarizante e controverso. Ao trabalhar o tema de rosa com notas especiadas de cominho e açafrão, os perfumistas propunham uma floral picante ousado e inovador. Para amenizar a composição, Magnifique incorporava também notas de papyrus, vetiver e sândalo. Um perfume exótico com cheiro de batom apimentado. Descontinuado.

ForestRain71. Forest Rain (Kiehl’s, 2008). Quatro anos depois do sucesso de Original Musk, a tradicional casa de cosméticos americana resolveu engarrafar o aroma da floresta úmida por meio desta fragrância amadeirada aromática. Vibrante e naturalístico, Forest Rain reproduz o cheiro de troncos encharcados, flores murchas, terra molhada e musgo com uma combinação soapy, canforada e terrosa de cítricos, lírio-do-vale, vetiver e musk. Hoje descontinuado, Forest Rain pode ser encontrado no eBay por 300 dólares ou mais.

LifeThreadsGold72. Life Threads Gold (La Prairie, 2009). A luxuosa marca suíça La Prairie lançou em 2009 uma coleção chamada Life Threads, contendo as fragrâncias Silver, Gold e Platinum. A melhor delas é a do meio, um oriental floral de vibe frutada. O perfume explora a sinergia entre frutas suculentas (tangerina e ameixa), especiarias quentes (cravo-da-índia, pimenta e canela), flores densas (rosa e ylang-ylang) e notas escuras (patchouli, mirra, incenso e baunilha). Bom, mas talvez um pouco caro demais para o que oferece.

PleasuresSandalwood73. Pleasures Sandalwood Amber (Estée Lauder, 2009). Se o Pleasures tradicional é um verdadeiro sabonete em formato perfume, este flanker parte para o caminho oriental amadeirado. Com uma saída de laranja e limão siciliano, Pleasures Sandalwood Amber apresenta em seguida um acorde atalcado, que lembra o original. Na evolução, contudo, a fragrância esquenta com notas de pimenta preta, sândalo, couro e âmbar. O aspecto amadeirado prevalece, criando uma aura leve e sofisticada.

JasmineWhiteMoss74. Private Collection Jasmine White Moss (Estée Lauder, 2009). Mais em linha com o Private Collection tradicional, este flanker foca no seu lado chipre verde. Na saída, Private Collection Jasmine White Moss tem um aroma ácido e vegetal de bergamota, gálbano e cassis. Mais adiante, um acorde central de jasmim, flor de laranjeira, ylang-ylang, íris e violeta confere uma aura floral fresca e feminina. Notas de vetiver, patchouli e musgo de carvalho compõem a base chipre. Muito chique e apropriado para altas temperaturas; infelizmente o estilo está em desuso.

Neroli75. Neroli (Laura Mercier, 2008). Este é um divertido e elegante floral fresco de Laura Mercier. A nota de néroli é aqui explorada sob seus ângulos cítrico (bergamota, laranja amarga e limão) e floral (jasmim, peônia e frésia). Sem prejudicar o caráter transparente e crispy da composição, notas de mel, sândalo, baunilha, âmbar e musk compõem uma base delicada e eficiente. Assim, a secagem equilibra o doce e o cintilante, o sofisticado e o sensual. Neroli é versátil e inofensivo.

ZenForMen76. Zen for Men (Shiseido, 2009). A simplicidade começa com o frasco. Desenhado com tampa em metal, vidro translúcido e líquido azul para ilustrar a energia vital, Zen For Men sai um pouco do clichê aromático sintético para acrescentar um lado frutado (pera), especiado (noz moscada) e cítrico. Uma nota de violeta dá um aspecto metálico e atalcado. A base da fragrância é formada por notas delicadas de patchouli, couro e musk. Brasileiros vão apreciar este perfume atalcado com um quê de tropical.

Beach77. Beach (Bobbi Brown, 2009). Como a marca americana de cosméticos não vende no Brasil, é quase impossível comprar este perfume por aqui. Para compor a atmosfera de praia, Beach reúne um acorde sintético que imita a brisa oceânica e outro que remete a protetor solar. O coração é formado pela nota de tuberosa que revela uma base de areia e conchas do mar. Por evocar praia e férias, Beach é uma fragrância terapêutica que promove tranquilidade e bem-estar, perfeita para um dia quente de verão.

TrésorInLove78. Trésor in Love (Lancôme, 2010). Trésor in Love é uma interpretação jovial do original de Sophia Grojsman. A fragrância abre com um acorde fresco e adocicado de bergamota, pera, nectarina, pêssego e pimenta rosa, aos poucos desabrochando um delicado buquê de jasmim, violeta e rosa taif. Para preservar o aspecto leve e atalcado da composição, Trésor in Love incorpora uma base transparente e volumosa de almíscares sintéticos.

SensuousNoir79. Sensuous Noir (Estée Lauder, 2010). Enquanto o Sensuous tradicional é um delicado oriental floral à base de flores brancas, Sensuous Noir oferece um clima mais intenso e inebriante. A composição abre de imediato com um aroma de rosa, jasmim e pimenta, logo evoluindo para um coração defumado e canforado de patchouli, gaiaco e agulhas de pinho. Uma base de mel, âmbar, benjoim e baunilha propicia um dry-down quente, doce e sensual.

PleasuresBloom80. Pleasures Bloom (Estée Lauder, 2010). O delicado cheiro de sabonete agora se apresenta mais carnal e doce. Pleasures Bloom abre com um acorde de toranja, framboesa, lichia e violeta, antes de desabrochar um buquê de jasmim, lírio-do-vale, rosa e peônia. A base ganha corpo e doçura com cedro, patchouli e baunilha. Ao contrário do Pleasures original, mais leve e atalcado, Pleasures Bloom passa uma sensação mais madura e cremosa, além de menos funcional.

GreenTeaLavender81. Green Tea Lavender (Elizabeth Arden, 2010). Totalmente compartilhável como o original Green Tea, este flanker mantém a estrutura principal e adiciona uma discreta lavanda – portanto não espere nada muito marcado. As notas de chá verde, cítricos, especiarias, menta, gardênia, camomila e musk continuam na composição, preservando o aroma da versão tradicional. Como é um perfume em conta, vale a pena ter ambos.

TresorMidnightRose82. Trésor Midnight Rose (Lancôme, 2011). Com um apelo erótico irresistível, a versão retrô do clássico Trésor consiste de uma mistura exótica e quente de frutas e flores. A fragrância começa com rosa e framboesa, rapidamente evoluindo para um coração vibrante de peônia, jasmim, cassis e pimenta rosa. Horas depois uma base bem balanceada de baunilha, cedro e almíscar atenua o aroma predominantemente doce e frutado sem modificá-lo muito. A polêmica deste perfume está em seu aspecto bastante sintético e funcional de detergente, mas o fato é que Trésor Midnight Rose tem uma legião de fãs no mundo inteiro.

Ikar

83. Eau d’Ikar (Sisley, 2011). Esta é a primeira e única fragrância feita pela Sisley exclusivamente para homens. A composição é feita ao redor da nota de mastica ou lentisco, uma resina obtida de uma árvore típica do Mediterrâneo com odor balsâmico e pinhoso. Eau d’Ikar é uma criação multifacetada e original que agrega íris, mastica e semente de cenoura a um acorde cítrico-especiado. O resultado é uma fragrância seca e polvorosa com vetiver e âmbar na base.

BobbisParty84. Bobbi’s Party (Bobbi Brown, 2011). Mantendo sua assinatura de fragrâncias limpas e translúcidas, Bobbi Brown desta vez propõe uma combinação de notas de folha de violeta, rosa e sândalo, tendo pouco a ver com o nome do perfume. Bobbi’s Party é um delicado floral rosáceo de atmosfera pura e natural, com traços de ervas finas e incenso. Na secagem, o perfume se torna cremoso como um sabonete, mantendo sempre o tom verde e refrescante.

Turquatic85. Turquatic (MAC, 2011). A famosa marca de cosméticos conta com apenas uma fragrância conhecida: Turquatic. Trata-se de um floral aquático com notas de toranja, flor de lótus, íris e cedro. Simples e minimalista, a composição passa uma sensação aquosa sem parecer sintética, valorizando seus ingredientes florais. Certamente, Turquatic pode ser incluído na relação de perfumes limpos e transparentes com clima de férias, indicado para atividades dinâmicas do lazer ou dia a dia.

SensuousNude86. Sensuous Nude (Estée Lauder, 2011). Depois do sucesso comercial de Sensuous, Estée Lauder lança um flanker mais intimista, com notas mais cremosas e macias. Mantendo a construção básica de mandarina, jasmim, mel, sândalo, pimenta preta e âmbar, Sensuous Nude recebe agora notas sedosas de pimenta rosa, coco, heliotrópio e musk. Esses ingredientes criam uma textura mais volumosa, cumprindo com a missão de produzir uma fragrância de pele.

BronzeGoddess87. Bronze Goddess (Estée Lauder, 2011). Feito para funcionar como uma fragrância de praia, Bronze Goddess é um floral frutado de traços lactônicos e gourmands. Depois de uma abertura cítrica, a composição aos poucos revela um centro de flores brancas cremosas e adocicadas devido às notas de coco e caramelo. Para concluir, Bronze Goddess lança mão de uma base de vetiver, sândalo e âmbar. Cheiro de protetor solar luxuoso, sem ser funcional.

LaVieEstBelle88. La Vie Est Belle (Lancôme, 2012). A Lancôme declarou que este perfume levou três anos e 5000 amostras para ser concluído. Em vez de aparecerem na base como de costume, patchouli, fava tonka e baunilha estão aqui no centro da composição e recebem a molécula sintética etil maltol para montar o acorde de praline. Para amenizar a fragrância, notas frescas de íris, flores brancas e frutas foram acrescentadas. La Vie Est Belle é um perfume ultradoce, licoroso, amendoado e levemente floral capaz de causar inveja às “inimigas”.

ZenSecretBloom89. Zen Secret Bloom (Shiseido, 2012). Se o Zen tradicional é um floral frutado bem macio e discreto, este flanker é uma interpretação mais sensual e andrógina. Com uma estrutura chipre, Zen Secret Bloom tem uma saída adstringente de cítricos e pimenta rosa. Mais à frente, um buquê de frésia, gardênia, jasmim e rosa confere beleza e feminilidade. Na evolução, o perfume esquenta e produz um intoxicante aroma cremoso e incensado, com um agradável fundo terroso de patchouli.

Untold90. Untold (Elizabeth Arden, 2013). Este chipre frutado de Elizabeth Arden faz uso de notas modernas de folha de cassis, pera, pimenta rosa, gardênia, patchouli e âmbar. A combinação abre limpa e adocicada, aos poucos revelando seu buquê central feminino e cintilante. A base de patchouli, âmbar e musk dá corpo e reforço necessários para manter o perfume ativo na pele por muitas horas.

ModernMuse91. Modern Muse (Estée Lauder, 2013). Feito para mulheres independentes e confiantes, Modern Muse foi baseado na dualidade feminilidade-força, com um acorde à base de jasmim e outro de madeiras nobres. O feminino jasmim é enriquecido com notas de tuberosa, madressilva, lírio-do-vale e mandarina, enquanto a robusta base fica por conta de patchouli, âmbar e muito almíscar. Quem já eliminou o jasmim de sua vida precisa provar Modern Muse, que trabalha a nota de forma leve e surpreendente.

BeyondRose92. Beyond Rose (Clinique, 2014). A nova fragrância à base de rosa de Clinique é enriquecida com âmbar e pimenta para fazer uma interpretação sensual da rainha das flores. Notas de topo de osmanthus, mate e frésia conferem um leve frescor, enquanto uma base de labdanum, estoraque e baunilha traz um aspecto terroso e natural. No dry-down, a atmosfera de rosa balsâmica permanece ativa e ganha nuances de oud, tornando-se ainda mais elegante.

HappyBloom93. Happy in Bloom (Clinique, 2014). Enquanto a versão tradicional de Happy é um perfume divertido e casual, dominado por notas cítricas variadas, Happy in Bloom escolhe focar em notas florais frescas. Abrindo com um acorde verde refrescante, a composição logo revela um coração floral frutado de ameixa, frésia, lírio-do-vale e acácia. A base fica a cargo de um macio ambroxan. Happy in Bloom é uma boa pedida para garotas que apreciam Tommy Girl e L’Eau d’Issey.

AromaticsWhite94. Aromatics in White (Clinique, 2014). Quase meio século depois do lançamento de seu ícone Aromatics Elixir, Clinique decide modernizar o chipre aldeídico, picante e musgoso. Aromatics in White exibe uma composição moderna, abrindo com pimenta, folha de violeta e labdanum. Durante a evolução, o coração chipre de rosa, flor de laranjeira e patchouli produz um aspecto floral maduro com tons de lichia e sal. Logo adiante, uma base de âmbar, benjoim, couro, baunilha e musk produz um aroma mais contemporâneo. Aromatics in White é “branco” no sentido de limpo, porém ainda assim bastante potente.

GreenTeaBamboo95. Green Tea Bamboo (Elizabeth Arden, 2014). Flanker do original lançado em 1999, Green Tea Bamboo é focado em ervas e notas ozônicas. Concebido para capturar a aura dos tradicionais jardins de bambu, Green Tea Bamboo abre cítrico e refrescante com cítricos, gálbano, bambu e tamarindo. Na evolução, notas verdes de folha de violeta, chá verde e pepino conferem uma atmosfera relaxante. Uma base leve de orris, mate, lentisco e musk conserva a leveza fragrância.

Nivea96. Nivea (Nivea, 2015). A popular marca alemã decide reintroduzir sua fragrância assinatura lançada originalmente em 2011. Ao mesmo tempo em que procura transmitir o aroma e textura de seu famoso creme, Nivea incorpora notas aromáticas e florais para evitar que a fragrância se torne funcional. O topo é feito de cítricos e lavanda, o centro de rosa, frésia, ylang-ylang e muguê, e a base de orris e sândalo. Seria redundante dizer que Nivea tem um aspecto limpo, macio e inofensivo.

EverBloom97. Ever Bloom (Shiseido, 2015). Seguindo o seu DNA delicado e brilhante, a japonesa Shiseido apostou neste floral delicado, o primeiro lançamento da marca em sete anos. Ever Bloom reúne um topo de bergamota e lótus, um centro de flores delicadas como muguê, gardênia, flor de laranjeira, rosa e violeta, e uma base de madeira hinoki e musk. O resultado é uma fragrância soapy e delicada, eficiente embora nada inovadora. Uma boa pedida para quem curte florais buquê de aura luminosa.

SoirDOrient98. Soir d’Orient (Sisley, 2015). A casa Sisley toma como base sua Eau du Soir e a carrega de notas orientais. Na saída, bergamota, açafrão e gálbano assustam com seu aspecto intensamente amargo. Em seguida, Soir d’Orient revela uma nota de rosa melíflua, recortada de gerânio e pimenta preta, que criam um efeito gelado-quente em torno da flor. O perfume evolui para um dry-down terroso e esfumaçado de sândalo, patchouli e incenso. Missão cumprida para a opção mais sofisticada e opulenta de Sisley.

LaNuitTrésor99. La Nuit Trésor (Lancôme, 2015). Levando a sério o significado de “gourmand”, Lancôme combina acordes tropicais com acordes de guloseimas. Depois de uma efêmera saída de bergamota e pera, a fragrância é invadida com um aroma de morango, lichia, maracujá, rosa e orquídea. A base gourmand é intensa e dominante com notas de chocolate, café, caramelo, alcaçuz, baunilha e amêndoas, além de incenso e patchouli marcantes. Só para quem realmente gosta do gênero.

AromaticsInBlack100. Aromatics in Black (Clinique, 2015). Depois de Aromatics in White, Clinique resolve introduzir uma versão mais doce e esfumaçada de seu maior best-seller. Com um topo suculento de cereja e ameixa, a composição evolui para um acorde central de jasmim, rosa e gálbano, balanceando bem o frutado e o floral. Na secagem, o característico musgo de carvalho ganha a companhia de notas de mirra, labdanum e cashmeran. Aromatics in Black é um moderno e exótico oriental balsâmico.

Veja também: Lifestyle Catálogo

4 pensamentos sobre “Marcas de Cosméticos

  1. Olá Daniel,adorei seus postes sobre perfumes.
    Sou uma viciada em perfumes desde adolescente,pra mim o cheiro de cada fragrância remete a uma história vivida.
    Senti falta aqui do Carolina Herrera o primeiro de 1988,ele é muito bom,apesar de que perfume é gosto,parabéns por abordar e pesquisar sobre,esses vidrinhos cheirosos!

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