Descontinuados de Nicho

AdeusA lista de perfumes descontinuados de nicho é bem menor que a da perfumaria comercial. O maior motivo é a sua curta história – a perfumaria de nicho está em plena adolescência, ainda se ajeitando e aparando as bordas. Cerca de 99% das casas de nicho apareceram somente neste milênio. Outro motivo são os lotes reduzidos – é muito mais difícil manter uma fragrância ativa quando toda precificação e logística foi baseada num volume considerável. Mas esses perfumes não estão imunes ao fantasma da descontinuação. Alguns simplesmente não vendem de acordo com a expectativa (por serem ruins ou artísticos demais), outros tiveram ingredientes restritos ou foram vítimas da falência de uma casa. As descontinuações por conta de regulamentações da IFRA (Associação Internacional de Fragrâncias) são mais reduzidas no mercado de nicho, porém novas normas aparecem a todo tempo. Em contrapartida, novos materiais sintéticos também não param de serem inventados. Para contornar o problema e ter acesso a esses perfumes, a melhor saída é recorrer à seção de fragrâncias do eBay, também conhecida como cemitério de perfumes. Existem sites nos Estados Unidos e Europa que vendem amostras, frações (decants), frascos usados ou lacrados. Quando a gente quer, a gente consegue.

(ordem cronológica por ano de lançamento)

SelectionVerte1. Sélection Verte (Creed, 1901). Supostamente usada por Sigmund Freud, Sélection Verte oferece uma proposta de terapia em formato perfume. Inúmeras notas herbáceas são combinadas a cítricos, pimenta e âmbar gris. A composição abre com uma efervescente nota de néroli, aos poucos ficando mais gelada e picante com um toque de menta e pimenta. Notas verdes diversas compõem o cerne arejado e energético da fragrância, que ganha uma base luxuosa e elegante de âmbar gris. Disponível sob encomenda.

AngeliqueEncens2. Angélique Encens (Creed, 1933). Angélique Encens faz parte da coleção exclusiva de Creed, feita para clientes VIP. Marlene Dietrich apreciava esta fragrância floral oriental e musky composta de notas de tuberosa, jasmim, rosa, angélica, incenso, âmbar, heliotrópio e baunilha. Aqui a delicadeza e cremosidade das flores é combinada com um acorde misterioso e esfumaçado de baunilha, heliotrópio, angélica e incenso. Angélique Encens é um perfume polvoroso e sofisticado. Disponível sob encomenda.

AmbreCanelle 3. Ambre Cannelle (Creed, 1949). O tipo de âmbar usado neste oriental floral é originário da Argentina – por sinal, dizem que era um dos perfumes favoritos de Eva Perón. A composição é enriquecida com bergamota, frutas vermelhas, rosa, jasmim, folha de canela e baunilha. Ambre Cannelle resulta num potente aroma limpo e soapy que contrasta com traços picantes e indólicos.

4AcierAluminium. Acier Aluminium (Creed, 1973). Classificado como um chipre frutado, Acier Aluminium foi inspirado na armadura de metal usada por cavaleiros medievais (“acier” significa aço em francês) para simbolizar a força masculina. O perfume tem uma atmosfera tropical graças a um acorde de polpa de fruta (especialmente banana). Em seguida, Acier Aluminium evolui para um dry-down balsâmico e picante de especiarias quentes, baunilha e âmbar gris.

Vanilia5. Vanilia (L’Artisan, 1978). Junto com Mûre et Musc, Vanilia foi um dos primeiros perfumes de L’Artisan. Colocando a nota de baunilha em direta proporção com a nota de ylang-ylang, Vanilia cria um original e potente aroma de banana caramelizada, que só é amenizado durante a evolução devido à base de sândalo, âmbar e incenso. Praticamente monolítica, a composição parte de um aspecto floral datado para finalizar com uma atmosfera oriental polvorosa. Recomendado para rainhas.

KnizeTwo6. Knize Two (Knize, 1978). Knize Two é um chipre floral masculino, lançado no final de uma época em que o gênero ainda era apreciado pelos homens. Com uma saída verde retrô, marcada por aldeídos, cítricos, gálbano e petitgrain, o perfume desabrocha um acorde central de cravo, rosa, íris, violeta e jasmim. A base chipre incorpora também uma nota amendoada num medley com o gênero fougère. Knize Two é limpo, romântico e único – a antítese do eterno clássico Knize Ten.

LEauDuNavigateur7. L’Eau du Navigateur (L’Artisan, 1982). Uma das primeiras criações de Jean Laporte, L’Eau du Navigateur é um exótico amadeirado especiado. Abrindo com um topo de café, o perfume segue para um centro defumado e boozy de tabaco, incenso e rum, além de especiarias quentes. Na evolução, nuances florais surgem discretamente, logo abafadas por uma base de madeiras nobres e resinas, especialmente cedro, mirra e couro. L’Eau du Navigateur é sem dúvida uma fragrância única, nunca copiada.

MuscSamarkand8. Musc de Samarkand (Les Néréides, 1985). Assim como a maioria dos perfumes à base de musk, Musc de Samarkand é um perfume de pele (funciona como segunda pele). Aqui o aroma perde lugar para a textura, ou seja, a sensação física que a fragrância possibilita é mais relevante do que o cheiro que possamos sentir. Musc de Samarkand é minimalista, despretensioso e transparente, além de ser nada animálico. Pode ser uma ótima opção para aplicar sobre outros perfumes em layering.

EauDÉlide9. Eau d’Elide (Diptyque, 1986). Imagine uma laranja bem ácida e marrenta da Calábria combinada a uma lavanda natural e selvagem da Provence. Feitas uma para a outra, essas notas juntas compunham um dos aromas mais revigorantes já criados, embora não durasse muito na pele devido a uma leve base de almíscares sintéticos. Eua d’Elide é mais uma água termal feita para dias tórridos do que qualquer outra coisa.

EauFier10. Eau du Fier (Annick Goutal, 2000). Este perfume ganha de todos no quesito bizarrice. Eau du Fier é uma interpretação pirotécnica da nota fantasia de couro através do uso de bétula. Sem restrições, a composição vai a fundo no aspecto defumado, salgado e emborrachado da nota principal, resultando num forte odor de pele de frango queimada. Para trazer um pouco de graça, notas de laranja amarga, chá, menta, osmanthus e cravo são adicionadas. Eau du Fier é amado e odiado por muitos.

NicolaiPH11. Nicolaï pour Homme (Nicolaï, 2003). Suprassumo da elegância masculina, Nicolaï pour Homme é hoje um unicórnio na perfumaria. Com uma combinação dos gêneros chipre, oriental e aromático, Patricia de Nicolaï construiu um perfume complexo e multifacetado que abre verde e energizante (menta, gálbano e lavanda), evolui para um acorde floral fresco (rosa e gerânio), e conclui com uma base balsâmica e terrosa (âmbar, musgo de carvalho e tabaco). Feito para o macho alfa.

Padparadscha12. Padparadscha (Satellite, 2003). Padparadscha é a primeira fragrância da casa de joias Satellite. O nome impronunciável e o frasco com líquido vermelho-sangue são bons indicadores do conteúdo. Na saída, a composição é aromática e picante com notas de zimbro e pimenta. Em seguida, notas de jasmim e pimenta malagueta tomam conta do perfume com um irresistível aroma sensual. A combinação bombástica é atenuada por uma base de cedro, sândalo, âmbar e musk.

EauDeGloire13. Eau de Gloire (Parfum d’Empire, 2003). O perfumista Marc-Antoine Corticchiato resolveu lançar esta colônia como edição limitada, inspirada por Napoleão Bonaparte. A partir de um topo cítrico e anisado, Eau de Gloire segue um caminho entre o fougère aromático e o chipre amadeirado com aldeídos e notas de chá, néroli, lavanda, ervas finas, immortelle, incenso, tabaco, musgo de carvalho, labdanum e couro. Eau de Gloire remete aos anos 70 – não 1970, mas talvez 1870.

EauNoire14. Eau Noire (Dior, 2004). Incrivelmente original, Eau Noire é classificado como fougère oriental apenas por falta de melhor opção. A fragrância abre com um adstringente e escuro (daí o nome) acorde de lavanda, sálvia, alcaçuz e café. O aroma é tão potente que chega a dar náuseas – picante, amargo e queimado. Na evolução, Eau Noire se ameniza e traz à tona um acorde macio e levemente doce de violeta, couro e baunilha. É esse choque de opostos que causa um efeito tão interessante.

CipressoToscana15. Cipresso di Toscana (Acqua di Parma, 2005). Para interpretar o famoso cipreste da Toscana, Bertrand Duchaufour recorreu a um buquê de ervas finas e especiarias. O lado aromático da nota principal é ressaltado com toranja, lavanda, sálvia, alecrim, manjericão e petitgrain, enquanto o lado amadeirado e terpênico é acentuado por agulhas de pinho, patchouli, cedro e vetiver. Notas de jasmim, lírio-do-vale e musgo de carvalho conferem uma aura levemente chipre.

EnlevementSerail16. Enlèvement au Sérail (MDCI, 2006). Novas restrições da IFRA forçaram esta obra-prima de MDCI a ser descontinuada. Como uma versão mais romântica e sensual do icônico chipre frutado Mitsouko, Enlèvement au Sérail gira em torno do acorde jasmim-pêssego com nuances de rosa, ylang-ylang e tuberosa. Uma base cremosa de sândalo, patchouli e baunilha sustenta a composição. O efeito carnal da fragrância é prova da alta qualidade dos ingredientes. Feito para as divas.

Scent17. Scent (Theo Fennell, 2006). Única fragrância do joalheiro britânico Theo Fennell, Scent é um exuberante chipre floral meio caminho entre o clássico e o moderno. O perfume surpreende com uma saída de rosa e açafrão, além de traços de jasmim e cardamomo. Um manto animálico de almíscar cobre a fragrância. Na evolução, um aspecto indólico de jasmim e flor de laranjeira surge na companhia de canela e alcarávia. Na secagem, Scent é sensualmente polvoroso e intoxicante.

Carnation18. Carnation (Mona di Orio, 2006). A única fragrância de Mona di Orio até hoje descontinuada é este oriental floral à base de cravo (a flor, não a especiaria). Abrindo como um chipre verde clássico, Carnation exala um adstringente acorde esfumaçado e mentolado de cravo e gerânio. Na evolução, um elegante buquê atalcado de violeta, íris, jasmim e ylang-ylang emerge e domina a composição, que termina com uma base adocicada e defumada de âmbar, estoraque e musk. Um perfume interessante, mas um pouco confuso.

BlackViolet19. Black Violet (Tom Ford, 2007). Black Violet é uma rendição gótica e romântica da nota atalcada de violeta. Depois de uma saída medicinal de frutas e musgo de carvalho, a fragrância se converte num aroma floral, incensado e doce, envolto de notas cítricas. Durante toda a evolução, Black Violet sustenta um fundo escuro e viscoso como tinta de caneta. Apesar disso, o perfume é suave e refinado como um chipre bem-comportado. Definitivamente não é a típica fragrância de violeta.

JaponNoir20. Japon Noir (Tom Ford, 2007). Japon Noir é um amadeirado único e decadente que sintetiza a parcela escura e defumada do odor da floresta. A combinação de bergamota, jasmim, especiarias, vetiver, patchouli, âmbar e couro resulta num cheiro denso e hipnotizante, terroso e incensado, simultaneamente meditativo e envolvente. Pungente e marcante, Japon Noir é mais apropriado para a noite ou temperaturas frias.

MyrrheArdente21. Myrrhe Ardente (Annick Goutal, 2007). Uma das melhores fragrâncias à base de mirra já concebidas, Myrrhe Ardente deixa saudades. Enquanto seu lado cremoso e levemente doce é reforçado com notas de fava tonka e benjoim, seu lado seco e defumado é ressaltado com notas de vetiver e gaiaco. Para sustentar a composição, nada melhor que uma base de cera de abelha, que é um meio termo entre os dois opostos. Myrrhe Ardente deixa um persistente rastro escuro e esfumaçado.

IrisGanache22. Iris Ganache (Guerlain, 2007). Original e polarizante, Iris Ganache une a delicadeza e polvoridade da íris à cremosidade e doçura do creme de chocolate (“ganache”). Apesar das diversas notas listadas por Guerlain, a composição consiste basicamente de um acorde farelento de chocolate branco, íris e musk. O resultado é um aroma delicioso e intoxicante, certamente enjoativo para muitos. Iris Ganache chega no limite de ser um gourmand, e talvez essa seja sua melhor qualidade.

Green23. Green (Byredo, 2008). Este delicioso floral fresco gira em torno de um buquê de madressilva, rosa, jasmim e violeta. O acorde soapy e delicado é ressaltado com notas de sálvia e petitgrain na cabeça e reforçado com notas de amêndoas e musk na base. Desta forma, a aura verde da composição é formada em parte por um acorde herbáceo e em parte por um acorde polvoroso. Com tudo bem-balanceado, Green é uma verdadeira bomba aromática feita para mulheres e homens dinâmicos.

Success24. Success Is a Job (Bond No. 9, 2009). Talvez a mais complexa fragrância já lançada por Bond No. 9, Success Is a Job invoca um estilo old school, seguindo o gênero chipre floral com alta carga de baunilha. Com uma saída aldeídica e picante (cardamomo, noz moscada, coentro e pimenta malagueta), a composição logo revela um coração atalcado de rosa, íris, jasmim, tuberosa e ameixa. A base oriental de benjoim, baunilha e patchouli produz uma vibe doce e amanteigada.

Vikt25. Vikt (Slumberhouse, 2009). Com notas principais de anis, louro, estoraque, tabaco, incenso e oud, Vikt é um oriental balsâmico com aspecto medicinal e canforado. O perfume abre imediatamente escuro e defumado com nuances metálicas. A nota de oud é inteiramente alinhada com o resto da composição, sem que se sobressaia. No dry-down, Vikt se torna mais quente e macio, especialmente devido à adição de ambroxan. Futurístico e sombrio como o estilo da casa.

BoisMarocain26. Bois Marocain (Tom Ford, 2009). Concebido com base no tema de incenso, Bois Marocain é um amadeirado especiado extremamente seco e potente. Com um topo de bergamota, ervas finas, pimenta rosa e preta, a composição em seguida passa a exalar um acorde esfumaçado de cedro, olíbano, cipreste e vetiver. O dry-down é conduzido por uma combinação escura e balsâmica de patchouli, oud e estoraque. Quente, canforado e sofisticado.

Amaranthine27. Amaranthine (Penhaligon’s, 2009). Uma das fragrâncias mais potentes já criadas pela casa inglesa, Amaranthine é um floral oriental com traços verdes e doces. Com um topo adstringente de folha de palma, coentro, cardamomo, frésia e chá, o perfume desabrocha um buquê narcótico com notas de rosa, cravo, jasmim, ylang-ylang e flor de laranjeira temperado com cravo-da-índia. Na evolução, Amaranthine ganha um aspecto quente e cremoso com uma base de sândalo, fava tonka, baunilha, leite e musk.

GourmandCoquin28. Élixir Charnel Le Boise Torride (Guerlain, 2010). Élixir Charnel Le Boise Torride é uma homenagem ao patchouli na forma de um chipre moderno com notas gourmands. Alegre e jovial, o perfume abre com um acorde de frutas vermelhas açucaradas, amenizado por notas cítricas. O centro da composição consiste de um buquê cintilante de flores brancas (principalmente flor de laranjeira), acompanhado de uma nota sintética de marshmallow. A base seca e canforada de patchouli e musk propicia uma atmosfera limpa e aconchegante.

AmbreOrient29. Ambre Orient (Armani Privé, 2010). Este perfume fez parte da coleção “Mille et une Nuits” antes de ser precocemente descontinuado. Ambre Orient é um oriental especiado e balsâmico com nítido foco no acorde âmbar. Com uma saída picante de tomilho, canela e pimenta rosa, a composição segue um caminho denso e amadeirado de sândalo e patchouli. Notas de baunilha, labdanum e benjoim compõem uma base âmbar para completar este opulento e exótico oriental.

Mitzah30. Mitzah (Dior, 2010). Feito em homenagem à musa de Dior, Mitzah Bricard, este oriental especiado abarca notas de rosa, especiarias, labdanum, mel, patchouli, incenso e baunilha. Um aspecto mais leve, floral e feminino é mais presente nos primeiros instantes, enquanto a composição se aquece para se tornar picante, encorpada e doce durante a evolução. Mitzah deixa um rastro de incenso e especiarias (principalmente coentro e canela). Perfeitamente compartilhável.

Vetiver31. Vétiver (Dior, 2010). Linear e minimalista, Vétiver é uma interpretação masculina e sensual do rizoma. Na saída, o perfume é cítrico e brilhante, antes de se tornar “sujo” e defumado durante a evolução. Apesar da construção simples, a fragrância consegue explorar com sucesso a nota de vetiver em bastante profundidade, recorrendo a cítricos, noz moscada e café. Essa combinação promove um efeito mais quente e amendoado, bem propício para baixas temperaturas.

Nuda32. Nuda (Nasomatto, 2010). Construído em torno da nota de jasmim, Nuda parece ter sido formulado como os antigos perfumes focados no aspecto natural e orgânico da flor em oposição ao aspecto atalcado e doce dos perfumes contemporâneos. Como sugere o nome, Nuda é uma fragrância nua que mostra um jasmim selvagem e realístico, isto é, como ele é encontrado na natureza. Seu caráter indólico e carnal é ressaltado por uma consistente base de âmbar, civet e musk.

AndyWarhol33. Andy Warhol (Bond No. 9, 2011). Claramente uma homenagem ao ícone da pop art, o perfume é apresentado num frasco com a foto de Andy Warhol aos 35 anos de idade, usando um casaco, camisa branca, gravata e óculos de sol. A composição abre com uma incrível nota de ameixa cercada de notas de cítricas e herbáceas. Na evolução, um acorde de rosa e jasmim desabrocha sobre uma base balsâmica e cremosa de oud, patchouli, sândalo, olíbano e baunilha. De aromático frutado, Andy Warhol passa a ser um oriental amadeirado chique.

MyrrheDélires34. Myrrhe & Délires (Guerlain, 2012). Para compor um oriental incensado e romântico, o perfumista Thierry Wasser buscou uma interpretação da nota de mirra com tons metálicos e florais. De imediato, Myrrhe & Délires exala um aroma polvoroso de rosa, jasmim, violeta e baunilha, com um fundo cítrico. Notas de alcaçuz e folha de violeta acrescentam um aspecto aromático e brilhante, enquanto a base de mirra, olíbano, patchouli e fava tonka traz conforto. Myrrhe & Délires é um incenso transparente e equilibrado.

London35. London (Tom Ford, 2013). Descontinuado pouco tempo depois de ter sido lançado, London é um amadeirado especiado à base de oud. O perfume tem uma saída picante de açafrão, cominho, cardamomo, pimenta e coentro, com um toque de café torrado. No coração, um acorde luminoso de jasmim e gerânio compete com um acorde defumado de labdanum e incenso. O ápice da composição fica por conta de uma base luxuosa de oud, couro e musk com tons animálicos.

Ostara36. Ostara (Penhaligon’s, 2015). A tradicional casa inglesa desta vez oferece um energizante floral verde. Ostara abre com um complexo acorde aromático de cítricos, frutas vermelhas, lavanda, menta, cassis, zimbro, folha de violeta e aldeídos. Tudo isso para receber um buquê de narciso, jacinto, cíclame, ylang-ylang e glicínia, acompanhado de cera de abelha. Com uma atmosfera otimista e colorida montada, Ostara tem um dry-down quente e cremoso de âmbar, sândalo, cedro e musk. Denso e ao mesmo tempo fresco.

Veja também: Descontinuados de Massa e Descontinuados Nacionais

3 pensamentos sobre “Descontinuados de Nicho

  1. Alguns perfumes marcaram minha infância e adolescência e gostaria de saber se tem algum que se assemelhe a eles. São eles: L’Origan da Coty e Mystere de Rochas. Estou sempre à procura de perfumes que pelo menos me lembrem eles. Obrigada!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s