Flankers Diversos

flankersFlankers são derivações de fragrâncias já existentes. É chamado de flanker evolução quando se mantém na mesma família olfativa do tradicional (por exemplo A*Men Pure Malt) ou flanker revolução quando tem pouco a ver com o tradicional (por exemplo Platinum Egoïste). A família Poison de Dior é um ótimo exemplo de flankers do tipo revolução, pois só têm mesmo em comum flores brancas. A ideia de se criar e lançar um flanker surgiu pela oportunidade de explorar um sucesso comercial, um best-seller olfativo. Se um perfume é bem aceito e vende muito, naturalmente quem o comprou estará inclinado a confiar em sua derivação. A desvantagem do flanker é que ele não foi criado diretamente a partir da ideia inicial e toda vez que se acrescenta ou subtrai uma ou mais notas de um perfume toda a composição muda, podendo em alguns casos alterar a pirâmide olfativa e prejudicar seu desempenho. Os recordistas de flankers são CK One e Very Irrésistible, cada um com um total de 30. Os americanos e brasileiros têm uma queda por flankers e tendem a considerar a versão tradicional sem graça. Isso não acontece apenas com perfumes, mas com todos os produtos: chocolates, xampus, roupas, material de limpeza, etc. Basta colocar na embalagem “light”, “maxi”, “integral”, “super”, “extra” e “dupla ação” e o original será ignorado. Já os europeus e asiáticos tendem a torcer o nariz para derivações e confiam mais no clássico e tradicional. 

(ordem cronológica por ano de lançamento)

Drakkar1. Drakkar Noir (Guy Laroche, 1982). Este é um daqueles casos em que o flanker é lembrado como se fosse o original. A versão de Drakkar Noir atualmente vendida foi “domesticada” para adaptar ao gosto contemporâneo, mas inicialmente este foi um perfume arrebatador, instantaneamente reconhecível. Sua abertura cítrica e herbácea revela de cara o tom intenso da composição, que evolui para o acorde fougère clássico de lavanda, cumarina e musgo de carvalho. Hoje em dia é uma fragrância para poucos homens, já que a tendência é de perfumes mais doces ou macios.

FleurDeFleurs2. Fleur de Fleurs (Nina Ricci, 1982). Oito anos depois do lançamento Eau de Fleurs, Nina Ricci apresenta este floral aldeídico de traços verdes e polvorosos. O perfume abre com uma nuvem atalcada de aldeídos, íris, lilás e violeta, iluminada por notas cítricas e herbáceas. Em seguida, Fleur de Fleurs passa a exalar notas florais mais densas e luminosas como jasmim, ylang-ylang e lírio-do-vale. A base fica por conta de uma sofisticada combinação de sândalo, civet e musk.

ChloéNarcisse3. Chloé Narcisse (Chloé, 1992). Dezessete anos depois do lançamento da bomba de tuberosa, Chloé introduz um flanker que explora a dualidade doce e amarga da flor de narciso. De um lado, a composição traz um acorde doce e cremoso de pêssego, abacaxi, jasmim, sândalo e baunilha; de outro, notas de calêndula, narciso, rosa, cravo, bálsamo tolu e especiarias compõem uma aura carnal e misteriosa. Só para quem gosta de florais impossíveis.

ÉgoïstePlatinum4. Égoïste Platinum (Chanel, 1993). Nunca entendi porque a Chanel manteve o nome do seu clássico para criar este perfume. Há praticamente nada em comum entre as duas fragrâncias. Enquanto o Égoïste tradicional é um oriental amadeirado picante, bastante marcante, a versão Platinum é o contrário: aromática, fresca e até um pouco floral. Esta fragrância reúne o melhor do mundo aromático (lavanda, gerânio, alecrim, néroli, sálvia e petitgrain) com notas ambaradas (gálbano, âmbar) e amadeiradas (vetiver, cedro, sândalo). Perfeito para o escritório.

CKBe5. CK Be (Calvin Klein, 1996). Assim como CK One, este perfume leva toneladas de almíscar para criar uma aura aveludada e sensual. Minimalista, CK Be aposta na lavanda (uma nota tipicamente masculina) e a contorna com jasmim e pêssego para trazer feminilidade. A saída é verde e cítrica, com um toque de menta e aspecto de grama cortada. A fragrância logo revela seu coração floral-frutado e depois caminha para uma secagem quente e macia de benjoim, sândalo, baunilha e musk. Muito copiado, CK Be infelizmente tornou-se batido.

HP6. Hypnotic Poison (Dior, 1998). Ameixa, rosa, coco, baunilha, flores brancas, cumarina, heliotropina, alcarávia… Hypnotic Poison consegue reunir todas essas notas para criar um efeito aveludado, quente e radiante que faz jus ao nome. Apesar de ser um flanker do icônico Poison, os dois partilham apenas das flores brancas – Hypnotic Poison segue um estilo mais gourmand e não é tão extravagante quanto o tradicional. A versão EDP é mais seca e menos doce, mais defumada e menos cremosa, transmitindo mais maturidade.

ExtravaganceAmarige7. Extravagance d’Amarige (Givenchy, 1998). Sete anos depois do lançamento de um dos mais infames perfumes da história, Givenchy lança seu flanker limpo e polido. Extravagance d’Amarige não faz jus ao nome e entrega um aroma mais refrescante, luminoso e verde. Na saída, notas de mandarina, pimenta rosa, morango, calêndula e folha de violeta conferem um frescor agridoce, enquanto o coração exibe um leve buquê de flor de laranjeira, jasmim, íris e glicínia. A base cremosa de sândalo e âmbar acentua a faceta doce e macia da fragrância.

Innocent8. Angel Innocent (Thierry Mugler, 1998). Um pouco esquecido, talvez por ser confundido com a versão EDT de Angel (frascos parecidos), este flanker é mais leve e macio, mantendo apenas parcialmente o DNA do original. Angel Innocent reduz drasticamente a quantidade de óleo de patchouli e, em seu lugar, injeta mais heliotrópio e musk para deixar a composição com aspecto sedoso. O chocolate que antes era amargo agora é ao leite, enquanto o acorde floral dá lugar às frutas vermelhas.

BabyDoll9. Paris Baby Doll (Yves Saint Laurent, 1999). Baby Doll é a versão frutada do clássico Paris de Yves Saint Laurent. Assim como em Paris, a nota mais evidente aqui é a rosa, que desta vez disputa seu espaço com uma marcante salada de frutas (abacaxi, toranja, groselha e maçã verde). A fragrância abre com uma leve e delicada frésia e vai esquentando com notas de heliotrópio, baunilha e sândalo, fazendo-se elegante e aveludada. Baby Doll não é um perfume para garotas nem para senhoras – é um floral gourmand para jovens modernas.

BodyKouros10. Body Kouros (Yves Saint Laurent, 2000). Esta é uma fragrância que ficou esquecida, provavelmente por ter tido seu nome associado ao ícone da perfumaria Kouros. Na verdade, Body Kouros tem DNA próprio e poderia ter se destacado independentemente. Enquanto Kouros é um perfume ultramasculino, animálico e intenso, a versão Body tem vibe oriental e concentra-se basicamente numa tríade de notas: benjoim, incenso e eucalipto. Você consegue imaginar um aroma canforado e caramelizado ao mesmo tempo? É isso.

InitialBoucheron11. Initial Boucheron (Boucheron, 2000). Jacques Cavallier abusou de sua ousadia para trazer a nota de mel aos perfumes florais e femininos. Tal nota que antes era usada apenas nos masculinos afrodisíacos e selavagens como Kouros, Animale Animale e Lapidus pour Homme agora passava a ser trabalhada de forma delicada. Initial Boucheron oferece uma saída adstringente de mel, cassis e pimenta, aos poucos levantando seu coração floral de jasmim e rosa. A base de patchouli, amêndoas, mel e almíscar sintético fecha a criação com um aspecto macio e gentil. Como o nome diz, trata-se de uma fragrância para donzelas.

DéclarationEssence12. Déclaration Essence (Cartier, 2001). Gêmeo “domesticado” do Déclaration tradicional, este flanker pretere o lado especiado para trabalhar notas que remetam a limpeza. Assim, as notas de vetiver e chá são preservadas, porém realçadas com flor de laranjeira, gerânio, lavanda e limão. Com um aspecto levemente soapy, Déclaration Essence faz jus ao seu nome e propicia uma sensação casual e revigorante, bem diferente do sério e sofisticado Déclaration original.

 Rush213. Rush 2 (Gucci, 2001). Bem diferente do original Rush, uma verdadeira bomba, este flanker é um macio floral verde permeado de almíscares sintéticos. Rush 2 é um buquê de rosa e flores brancas delicadas (gardênia, muguê, narciso, frésia). Notas verdes de folha de palmeira, cassis e musgo de carvalho deixam a fragrância com uma aura fresca e crispy. Rush 2 é um floral moderno e jovial para o dia a dia.

EnvyMe14. Envy Me (Gucci, 2004). O clássico Envy é modernizado com a adição de um acorde de pimenta rosa, manga, lichia, peônia e rosa. Enquanto a versão tradicional puxa mais para o lado floral verde, Envy Me abraça a suculência das frutas tropicais (lichia, manga, abacaxi, damasco), tornando-se mais jovial e alegre. Ainda que o flanker adicione uma nota de tabaco na base, sua aura é predominantemente doce e refrescante.

PurePoison15. Pure Poison (Dior, 2004)Flanker de Poison, o adjetivo pure aqui não significa puro no sentido de concentrado e sim no sentido de limpo. Bem menos sufocante que o tradicional, Pure Poison é trabalhado em cima do acorde jasmim-flor de laranjeira, com uma laranja doce e suculenta no topo e madeiras nobres e âmbar na base. O resultado é limpo, leve e cremoso com aspecto romântico, elegante e confortável. Se Poison for o perfume da rainha má, Pure Poison é o da princesa.

ILoveLove16. Cheap and Chic I Love Love (Moschino, 2004). Uma das poucas opções verdadeiramente cítricas para mulheres, esta criação de Moschino é deliciosamente leve e radiante. Cheap and Chic I Love Love abre com notas de groselha, toranja, limão e laranja – esta última o diferencia do Light Blue, com o qual é frequentemente comparado. O coração é multifacetado, com notas de rosa, muguê, canela e açúcar. A madeira escolhida para manter sua leveza e frescor é o cedro. É um perfume gostoso para usar e não para “causar”.

CavalliOro17. Roberto Cavalli Oro (Roberto Cavalli, 2004). Dois anos depois da introdução de sua fragrância assinatura – um floral almiscarado – Roberto Cavalli retorna com este oriental especiado de traços powdery. Composto por Maurice Roucel, Roberto Cavalli Oro abre potente e apimentado com um acorde de bergamota, maçã, coentro e pimenta preta. Aos poucos, a criação vai revelando um coração fresco e luminoso de madressilva e magnólia, temperado com damasco, canela e patchouli. Na secagem, o perfume assume um caráter mais polvoroso devido ao acorde de sândalo, âmbar, baunilha e musk. Madeiras, frutas, especiarias, flores e resinas em perfeita harmonia.

GivenchyPHBlue 18. Givenchy pour Homme Blue Label (Givenchy, 2004). A maison aproveita o sucesso de Givenchy pour Homme (frasco bordô) para lançar uma variante mais esportiva e dinâmica, sem perder o apelo elegante e refinado. Para tanto, a composição dá mais força ao topo efervescente de toranja, cuja pungência é realçada por um acorde especiado de artemísia, pimenta preta e cardamomo. Givenchy pour Homme Blue Label é uma fragrância luminosa e chique.

Addict219. Addict 2 (Dior, 2005). O cheiro de pudim de leite tão característico do Addict original é substituído por um acorde floral frutado de nuances aquáticas. Feito para mulheres mais jovens e delicadas, Addict 2 abre intensamente fresco com notas de cítricos, melancia, romã e abacaxi. Em seguida, a composição desabrocha um buquê aquoso de magnólia, lírio aquático, frésia e flor de lótus. A aura translúcida do perfume é mantida por um fundo de sândalo e musk.

PradaTendre20. Prada Tendre (Prada, 2006). Para compor a versão macia de Prada Amber, o perfumista Carlos Benaïm atenuou sua base balsâmica e agregou notas cítricas e herbáceas. Com uma saída mais fresca, Prada Tendre exala notas de bergamota, mandarina, limão siciliano e néroli. Minutos depois da aplicação, a composição apresenta um acorde central de cardamomo, vetiver, chá e jasmim. A base âmbar é mantida, porém menos doce, sem mel e baunilha.

BrightCrystal21. Bright Crystal (Versace, 2006). No extremo oposto de Crystal Noir, este flanker segue o caminho da luminosidade através de notas como yuzu (fruta cítrica asiática bem ácida e amarga), romã, peônia, magnólia, flor de Lótus e muito musk. Bright Crystal é um floral frutado fresco e delicado com nuances aquáticas. Não é particularmente um perfume original e marcante, mas é um best-seller da Versace que concorre acirradamente com as fragrâncias da Victoria’s Secret. Feito para menina-moças.

BaldessariniAmbre22. Baldessarini Ambré (Baldessarini, 2007). Marca de propriedade da alemã Hugo Boss, Baldessari entrou na perfumaria em 2002 com sua fragrância assinatura à base de menta, cravo-da-índia, tabaco, patchouli e âmbar. Cinco anos depois, a grife lança Baldessarini Ambré, mantendo o estilo oriental amadeirado. O perfume é uma interessante composição com notas de maçã, violeta, couro e carvalho, além, é claro, da base âmbar. Baldessarini Ambré resulta num aroma polvoroso e sofisticado, levemente doce, bem apropriado para homens modernos.

5EauPremiere23. N°5 Eau Première (Chanel, 2007). Com menos ênfase nas flores brancas e mais nas frutas cítricas, N°5 Eau Première mantém o DNA do N°5 original. As moças que sempre abominaram o perfume mais famoso do mundo por ter “cheiro de vovó” agora podem provar esta versão revisitada. A versão retrô é menos “ardida”, pois não se revela indólica (traço fecal das flores brancas) ou animálica (civet). Em contrapartida, N°5 Eau Première não tem a mesma profundidade e complexidade do N°5 tradicional. É uma fragrância feminina, levemente atalcada, perfeita para qualquer ocasião.

AngeDémonTendre24. Ange ou Démon Tendre (Givenchy, 2007). O oriental floral “bipolar” de Givenchy ganha um flanker mais suave no estilo chipre. Desta vez, o contraste entre o cítrico-picante e o quente-doce dá lugar à harmonia entre flores frescas e madeiras sofisticadas. Com um topo de mandarina e flor de laranjeira, Ange ou Démon Tendre desabrocha um centro elegante e macio de peônia, muguê e heliotrópio. A base fica a cargo de patchouli e pau-rosa. De sensual e atrevido, o perfume se torna romântico e melancólico.

MyInsolence25. My Insolence (Guerlain, 2007). My Insolence é a versão mais suave e luminosa do clássico moderno de Guerlain. Feito para o público feminino mais jovem, o flanker une notas de limão siciliano, framboesa, amêndoas, jasmim, patchouli, fava tonka e baunilha. O resultado é uma composição rosa e atalcada, lúdica e sensual na medida certa. My Insolence é o perfume de princesa contemporânea, fácil de agradar.

ChromeLegend26. Chrome Legend (Azzaro, 2007). Fresco, verde e frutado. Chrome Legend diferencia-se do original pelo seu acorde dominante de laranja amarga, maçã verde e chá. Com uma estrutura mais simples que a versão tradicional, o flanker dispensa as notas florais e especiadas mas mantém o fundo crispy e seco de musgo de carvalho, vetiver, cedro, fava tonka, âmbar e musk. Chrome Legend é uma fragrância para as férias de verão.

FuelForLifeUnlimited27. Diesel Fuel for Life Unlimited (Diesel, 2008). Enquanto o Diesel Fuel for Life tradicional é um chipre moderno com notas de mandarina, jasmim, pimenta rosa e patchouli, este flanker é mais quente e sexy. O perfume tem uma saída adstringente de toranja, limão siciliano, alcaçuz e pêssego. Mais à frente, um acorde reluzente e picante de jasmim e canela toma conta da composição. Notas de madeiras secas e musk finalizam o aroma com um aspecto de maciez e sofisticação.

AmourHoli28. Amour Indian Holi (Kenzo, 2008). Amour de Kenzo deixa de lado sua aura francesa e melancólica de pâtisserie para trazer a vibração do oriente com notas mais coloridas. Com uma saída de flor de cerejeira, cranberry, incenso e arroz, Amour Indian Holi revela um buquê de jasmim-manga, rosa e peônia com tons frutados. Notas de sândalo, baunilha e musk compõem uma base cremosa. Amour Indian Holi passa menos sensação de bolo e mais de sabonete.

PureCoffee29. A*Men Pure Coffee (Thierry Mugler, 2008). Embora tenha sido eventualmente descontinuado, este flanker da série A*Men teve anos depois seu relançamento anunciado pela casa Thierry Mugler. A base de patchouli foi mantida só que mais amadeirada com a adição de notas de vetiver e cedro. A nota de café é bem vívida e lembra uma sobremesa mocha. Apesar de sua extensa longevidade, considero Pure Coffee uma fragrância bem rente à pele. Mais propício para situações românticas e íntimas, ou quando você quiser dormir gostoso e desacompanhado.

AllureBlanche30. Allure Édition Blanche (Chanel, 2008). Este perfume é quase um gourmand, mas é apropriado para o escritório mesmo num dia quente de verão. Tudo isso graças ao aroma de torta de limão, que mesmo doce ainda refresca. Allure Édition Blanche é uma fragrância multifacetada, que vai se revelando aos poucos durante o dia. Ao aplicá-lo, podemos sentir as notas de limão siciliano e pimenta vermelha (mais doce que picante). Depois de meia hora aparecem as notas de baunilha, vetiver, gengibre e musk e, horas depois, cedro e sândalo.

BLVII31. BLV II (Bvlgari, 2009). Enquanto o BLV original se trata de um elegante talco com nota marcante de gengibre, BLV II foca na interação de um interessante corpo de íris, violeta, anis e alcaçuz apoiado e uma base oriental de fava tonka, benjoim, labdanum, âmbar e musk. Assim, BLV II resulta num perfume polvoroso e adocicado porém elegante, com um quê de romantismo e nostalgia.

CristalleEauVerte32. Cristalle Eau Verte (Chanel, 2009). A casa Chanel tem reeditado seus clássicos através de flankers, sempre buscando atender ao público moderno e atual. No caso de Cristalle, a composição vegetal e seca agora se torna cítrica e efervescente com notas de néroli, limão siciliano, magnólia, jasmim e íris. Simples e eficiente, Cristalle Eau Verte é uma colônia sofisticada para o dia a dia.

AngeOuDémonLeSecret33. Ange ou Démon Le Secret (Givenchy, 2009). Muito mais comedido que sua versão tradicional, Ange ou Démon Le Secret é um floral fresco delicado e feminino. O perfume abre com um aroma de chá e limão, de nuances frutadas. A coração floral branco logo emerge com uma exuberante peônia para preservar o caráter limpo e crocante da fragrância, além de jasmim e lírio aquático. A base fica por conta de almíscar e madeiras nobres. Ange ou Démon Le Secret é um perfume discreto porém energizante – uma ótima opção para o trabalho.

PradaAmbree34. Prada L’Eau Ambrée (Prada, 2009). Ao contrário do que algumas pessoas pensam, esta versão é mais leve e rente à pele que o tradicional Prada Amber. Tímida no início, a fragrância parece não ter notas de saída e logo revela notas polvorosas de resinas e baunilha. A rosa e o patchouli estão lá, mas com a função coadjuvante de conferir personalidade à composição. Se você gosta de perfumes ambarados e tem dificuldade de encontrar uma alternativa para usar no escritório, Prada L’Eau Ambrée é uma opção elegante e nada invasiva.

HeWoodRM35. He Wood Rocky Mountain (DSquared2, 2009). Acho He Wood uma fragrância com muita madeira e pouca personalidade, portanto sugiro esta versão levemente floral. Inspirada nas montanhas rochosas canadenses, sua composição mostra um lado rochoso com notas de âmbar, incenso e almíscar e um lado floresta com notas de íris, cedro e vetiver. Não é um perfume para quem gosta de efeito mais marcante e sim para quem gosta de estar bem consigo mesmo depois de um dia estressante de trabalho.

JadoreLor36. J’Adore l’Or (Dior, 2010). Este perfume é definido pela Dior como um néctar dourado intenso e quente como ouro. Vendido apenas na versão parfum, J’Adore l’Or contém absolutos (extratos naturais) de jasmim e rosa que proporcionam um contato mais macio e delicado da fragrância com a pele. Essas duas flores são oriundas de uma plantação exclusiva da Dior em Grasse (“Domaine de Manon”) e suas pétalas são colhidas pela mesma família há três gerações. Esta fragrância é mais densa e potente que a tradicional, graças a uma base oriental de âmbar, labdanum, baunilha e fava tonka.

ChanceTendre37. Chance Eau Tendre (Chanel, 2010). Para tirar um pouco do aspecto sério e entroncado do Chance tradicional, este flanker troca o patchouli e a baunilha por notas mais suaves. Chance Eau Tendre abre com toranja e marmelo, seguindo com um coração floral verde de jacinto, íris e jasmim. Leve e confortável, a composição conclui com notas de cedro, âmbar e musk. Chance Eau Tendre é uma ótima opção para quem gosta dos florais mais discretos e inofensivos.

ShalimarVanille38. Shalimar Ode à la Vanille (Guerlain, 2010). Enquanto o ícone Shalimar desenrola sua estrutura dramática e rococó em múltiplas camadas, este flanker é muito mais limpo e homogêneo. A composição abre com cítricos e anis, seguidos de um coração polvoroso, como no original. No dry-down, contudo, a profundidade do couro, incenso e civet é substituída por uma poderosa nota de baunilha (obtida de diferentes partes do mundo), mais ao gosto contemporâneo.

EauCartierOrange39. Eau de Cartier Essence d’Orange (Cartier, 2010). O clássico moderno de Cartier recebe agora foco na nota de laranja, com um aspecto mais quente e solar que a versão tradicional. Eau de Cartier Essence d’Orange, no entanto, continua sendo uma colônia, ainda distante de um perfume mais encorpado como Terre d’Hermès. A base de patchouli e cedro assegura um bom lasting na pele. Perfeito para pessoas sensíveis e que preferem uma fragrância mais suave, sem cair no clichê do comum.

TheOneGentleman 40. The One Gentleman (Dolce & Gabbana, 2010). Pode-se dizer que o The One original está mais para um especiado quente e sensual e seu flanker mais para um especiado gelado e elegante. Para produzir contraste, The One Gentleman enriquece sua estrutura básica aromática de cardamomo, lavanda e patchouli com notas de pimenta preta e baunilha. Ao contrário da versão tradicional, The One Gentleman cai bem para o dia a dia no escritório.

LeParadis 41. Le Paradis de Nina (Nina Ricci, 2010). Mantendo o tema de maçã do original, Le Paradis de Nina oferece agora um buquê de gardênia enriquecido com cítricos e amêndoas. A composição consegue equilibrar suas facetas refrescante e gourmand, contando com um fundo seco e elegante de patchouli, sândalo, baunilha e musk. Le Paradis de Nina é um delicioso marzipã de laranja feito para meninas-moças.

GoldenDelicious42. Golden Delicious (Donna Karan, 2010). O aroma de xampu de maçã verde mais famoso do mercado ganha corpo com a adição de notas de ameixa, rosa e madeira teca. Um acorde de lírio-do-vale, flor de laranjeira e orquídea traz exuberância com maior foco floral (a nota de maçã verde é quase indetectável). Golden Delicious é um flanker que acaba sendo mais complexo e interessante que o original.

CKOneShock43. CK One Shock for Him (Calvin Klein, 2011). De CK One, só o nome. CK One Shock for Him é um oriental fougère com nota marcante de tabaco, bem masculino, feito para baladas. Com uma saída fresca e aromática de tangerina, maçã, pepino e lavanda, a fragrância esquenta com um acorde especiado de manjericão, pimenta preta e cardamomo. Na base, notas de tabaco, patchouli, âmbar e musk conferem um acabamento elegante e sedutor. Chocante é o seu preço baixo para tanta qualidade.

GoûtAngel44. Angel Goût de Parfum (Thierry Mugler, 2011). Para a versão gourmand do gourmand-mor, uma dose extra de cacau foi adicionada. Logo na aplicação já é possível detectar a diferença: Angel Goût de Parfum não exala o patchouli bruto da versão tradicional. Este flanker é mais macio e feminino, explorando o lado do chocolate como nunca antes. Nuances de frutas e rum conferem um efeito intoxicante. Fãs de Angel talvez se decepcionem, pois Angel Goût de Parfum chama menos atenção.

GoûtWomanity45. Womanity Goût de Parfum (Thierry Mugler, 2011). Acertadamente, a nota gourmand escolhida para Womanity Goût de Parfum foi o chutney – um molho indiano agridoce composto de frutas, especiarias, açúcar, mel e vinagre. Assim, o flanker mantém a proposta original de estabelecer um paralelo entre o doce (figo, opoponax e immortelle) e o salgado (vetiver, caviar e notas marinhas). O resultado é um perfume menos doce e mais umami, favorecendo o aspecto de comida.

MissDiorCouture46. Miss Dior Couture (Dior, 2011). O termo “couture” é normalmente usado em perfumes como sinônimo de chique. Ou seja, uma versão mais discreta e austera para ser usada num evento fino. Para produzir tal efeito, Miss Dior Couture investe na interação harmoniosa entre o patchouli e as notas de mandarina e rosa. A ênfase no amadeirado e cítrico é o que diferencia o flanker do original e que confere a aura mais madura e sofisticada. Ideal para mulheres low profile.

PureHavanne47. A*Men Pure Havane (Thierry Mugler, 2011). Juntamente com Pure Malt, este é um queridinho da linha de flankers do icônico A*Men de Thierry Mugler. O perfumista que o compôs foi encarregado de criar a versão gourmand de um charuto cubano de primeira qualidade. Imagine tabaco revestido de mel, baunilha e cereja espalhado pela pele. É extremamente envolvente e sensual. A combinação de notas de tabaco, mel, patchouli e âmbar é densa, atalcada, terrosa e doce, mas não defumada. Vai bem tanto em encontros românticos quanto em baladas.

TasteOfFragrance48. A*Men Taste of Fragrance (Thierry Mugler, 2011). Também conhecido por A*Men Goût du Parfum, este perfume busca um aspecto mais umami, acrescentando uma nota de chili no centro de sua composição. Além da tradicional base de patchouli, café, baunilha e musk, A*Men Taste of Fragrance incorpora acordes opostos: um gelado de menta e lavanda e outro quente de coentro e pimenta malagueta. Apesar de ser inovador e competente, este flanker de A*Men pode assustar quem não está acostumado a fragrâncias que se aproximam do cheiro de comida.

19Poudre49. N°19 Poudré (Chanel, 2011). Para atingir o público de mulheres mais jovens e contemporâneas, a Chanel decidiu lançar um flanker poudré (polvoroso ou atalcado) de seu icônico N°19, colocando o perfumista Jacques Polge como responsável. Aqui a nota vegetal e seca de gálbano é atenuada, enquanto a nota de íris é mais saliente. Devido à invenção de novos musks sintéticos nas últimas duas décadas, N°19 Poudré tem um aspecto mais macio e limpo que a versão tradicional.

AlienTaste50. Alien Goût de Parfum (Thierry Mugler, 2011). Dois anos depois de lançar a linha Liqueur de Parfum, Thierry Mugler decide dar uma interpretação gourmand a cada um de seus best-sellers. Para Alien, a nota escolhida foi caramelo e sua base de madeiras nobres foi reforçada com o sintético cashmeran (macio como o tecido de caxemira). O resultado é uma bomba doce de jasmim gostosa de querer morder a pele.

LHommeLibre51. L’Homme Libre (Yves Saint Laurent, 2011). Tomando como base a estrutura de cítricos, manjericão, folha de violeta e especiarias do original, L’Homme Libre introduz notas de anis e patchouli, deixando o flanker menos macio e mais crispy. Predominantemente amadeirado spicy, L’Homme Libre consegue manter seu lado refrescante por um bom tempo, embora a nota de anis possa incomodar algumas pessoas.

BangBang    52. Bang Bang (Marc Jacobs, 2011). Um ano depois de Bang, um amadeirado especiado e incensado, o designer lança uma variante mais fresca e versátil. Bang Bang gira em torno de um acorde verde e adstringente de limão siciliano, cardamomo e agrião. A composição é arredondada com sintéticos amadeirados e cashmeran. Um exemplo de flanker mais bem acabado que o original.

UnAirDeFirst 53. Un Air de First (Van Cleef & Arpels, 2011). Para celebrar 35 anos do ícone de Van Cleef & Arpels, First, a joalheria decide revisitá-lo, lançando uma versão modernizada. Un Air de First abre com um topo pungente de aldeídos, mandarina, gálbano e cassis. Na evolução, o perfume desabrocha um buquê de rosa, jasmim e muguê adocicado por uma nota de pêssego – talvez o maior diferencial em relação ao original. O dry-down fica por conta de vetiver, âmbar, baunilha e musk. Excelente reedição de um clássico.

YellowDiamond54. Yellow Diamond (Versace, 2011). Depois de Crystal Noir e Bright Crystal, Versace decide dar um upgrade e, dessa vez, oferecer um “diamante”. A cor amarela ilustra bem a combinação de notas de cítricos, pera, mimosa e âmbar gris. Potencialmente um floral doce, Yellow Diamond é harmonizado com limão siciliano, néroli, lírio aquático e almíscares sintéticos. O resultado é uma elegante fragrância para o dia a dia.

FlowerTag55. Flower Tag (Kenzo, 2012). Kenzo não resiste à tendência gourmand e resolve acrescentar uma nota de chocolate ao leite ao seu maior best-seller. Para contrapor a doçura, Flower Tag incorpora um topo ácido e vegetal de toranja, cassis e ruibarbo. Em comparação ao original, o perfume ganha um aspecto mais frutado e menos powdery, mais leve e menos encorpado. Flower Tag é uma rosa agridoce.

PinkBouquet56. Pink Bouquet (Moschino, 2012). Este flanker de Glamour mira nas mulheres mais jovens, adotando o gênero floral frutado com uma boa dose de açúcar. A partir de um topo fresco e suculento de bergamota, pêssego, abacaxi e framboesa, Pink Bouquet traz à tona um centro atalcado de peônia, violeta e jasmim. A atmosfera tropical do perfume é mantido graças a um fundo de musgo de carvalho e musk.

OmniaCoral57. Omnia Coral (Bvlgari, 2012). Para representar olfativamente a cor vermelha como de um coral (justificando assim o lançamento de mais um flanker), o perfumista Alberto Morillas reúne notas de goji berry, romã e hibisco. A inusitada combinação é também acompanhada de bergamota, lírio aquático, cedro e musk. O resultado é um aroma frutado seco e aquoso que certamente divide o público, mas que de qualquer forma é inovador.

JaïpurBracelet58. Jaïpur Bracelet (Boucheron, 2012). Enquanto o tradicional Jaïpur é um potente floral frutado, esta versão foi feita para moças mais delicadas, seguindo o gênero floral verde. Com uma abertura refrescante de laranja amarga, petitgrain, verbena, manjericão e folha de violeta, Jaïpur Bracelet adentra um centro floral crispy de jacinto, muguê e cravo. Na evolução, a base de cipreste, orris e cashmeran emerge para conferir a maciez que uma jovem mulher romântica possa procurar.

LAmbreMerveilles59. L’Ambre des Merveilles (Hermès, 2012). Oito anos depois de Eau des Merveilles, a maison Hermès reforça a carga de âmbar e baunilha para oferecer um flanker mais quente e aconchegante. L’Ambre des Merveilles praticamente se desenvolve em uma única fase, sem as notas de laranja, violeta e pimenta rosa do original. A composição é um blend de patchouli, labdanum, baunilha e âmbar que explora a contraposição entre o doce e salgado, cremoso e terroso.

JoopHommeWild60. Joop Homme Wild (Joop, 2012). Apesar do nome, tenho que admitir que este flanker é bem mais fácil de agradar que o Joop Homme tradicional. Mantendo-se no gênero fougère oriental, Joop Homme Wild tem um topo de pimenta rosa, centro de rum e base de tabaco, além de notas amadeiradas. O efeito xaroposo e funcional do original agora se transforma num inofensivo chiclete boozy com personalidade teen. O acorde doce de tabaco funciona bem para conferir um estilo baladeiro.

SweetDeliciousCreamyMeringue61. Sweet Delicious Creamy Meringue (Donna Karan, 2012). O tema de maçã já era. A ideia agora é criar um aroma cítrico e açucarado de merengue. Com um topo fresco de limão siciliano e uma base gourmand de creme, Sweet Delicious Creamy Meringue enriquece sua composição com notas de frésia, jasmim-manga e flor de maracujá (curiosamente todas flores com cheiro de fruta). Para fãs de perfumes à la pâtisserie.

MBClub 62. Mercedes-Benz Club (Mercedes-Benz, 2013). A marca Mercedes-Benz mantém a assinatura amadeirada especiada, trazendo desta vez um topo herbáceo de zimbro e ruibarbo (amargo), além de um fundo polvoroso e ma rinho de fava tonka e âmbar gris (salino). Mercedes-Benz Club, no entanto, é uma fragrância feita para a balada e, como tal, abusa de especiarias, tornando-se genérica e batida.

JoyForever63. Joy Forever (Patou, 2013). Esta foi uma tentativa de modernizar um clássico, o que em si é uma manobra arriscada – fãs do original acharão uma cópia mal-feita e a nova geração pensará ser um perfume datado. Nem uma coisa, nem outra. Joy Forever é um agradável floral centrado num buquê de rosa, jasmim, flor de laranjeira e íris. A composição recebe um topo de cítricos e gálbano e uma base de sândalo e âmbar. Certamente mais leve e usável que a versão tradicional.

BossJour64. Boss Jour pour Femme (Hugo Boss, 2013). Amantes de florais refrescantes apreciarão este flanker diurno de Hugo Boss. Um cintilante buquê de flores brancas (gardênia, muguê, frésia, madressilva) é embebido em limão tahiti e toranja para criar uma aura dinâmica e irradiante. No dry-down, Boss Jour pour Femme conta com um acorde base de bétula e âmbar que transmite sofisticação, além de uma certa masculinidade.

JimmyChooExotic65. Jimmy Choo Exotic (Jimmy Choo, 2013). O chipre moderno de Jimmy Choo ganha uma interpretação mais frutada e lúdica com o acréscimo de notas de toranja, cassis, framboesa e maracujá. O tema de orquídea passa para o plano de fundo, embora a base de patchouli permaneça marcante. Jimmy Choo Exotic é um talco adocicado com cara de férias e mirado no público adolescente feminino.

BritRhythm66. Brit Rhythm (Burberry, 2013). O trio de renomados perfumistas Dominique Ropion, Anne Flipo e Olivier Polge se reuniu para a criação de um flanker “baladeiro” do Brit masculino. Com um topo herbáceo (verbena, cardamomo, zimbro, manjericão), um centro amadeirado (patchouli, couro) e um fundo balsâmico (fava tonka, incenso, estoraque), Brit Rhythm é o que a nova geração considera um bom perfume – vulgo sintético, doce e picante.

CHSublime67. CH Sublime (Carolina Herrera, 2013). CH Sublime é uma nova interpretação do original CH, lançado em 2007. Feito para exalar uma personalidade forte e mais tradicional, o perfume deixa de lado o acorde gourmand de frutas e bombom para focar na maciez e elegância do dueto orquídea-couro. CH Sublime abre com bergamota e flor de maracujá, evolui para um acorde de rosa e orquídea, finalizando com uma sofisticada base chipre de couro e musgo de carvalho. Leve, macio e correto.

BodyTender68. Body Tender (Burberry, 2013). Com seu acorde pêssego-rosa atenuado, este flanker introduz uma nota de maçã verde no topo, além de chá e jasmim no centro. A base diminui a dose de âmbar e baunilha para valorizar a combinação de cashmeran e musk. Assim, a faceta suculenta do perfume cede lugar ao brilho e frescor dos cítricos e à maciez e conforto dos sintéticos. Body Tender é uma opção recomendada apenas para quem é muito sensível a fragrâncias, pois muitos o considerarão aguado.

AddictEauDélice69. Addict Eau Délice (Dior, 2013). Eau Fraîche, Eau Shine, Eau Sensuelle… Flankers caça-níqueis estão por toda a parte. Desta vez, a “invenção” de Dior é a adição de frutas vermelhas. De oriental floral, Addict Eau Délice passa para floral frutado com uma combinação de laranja, cereja, cranberry, jasmim, ylang-ylang e rosa. A base doce e polvorosa de amêndoas, baunilha e musk continua a mesma. Addict Eau Délice perde o aroma único do original, mas ainda assim é uma fragrância agradável.

EaudemoiselleAmbreVelours70. Eaudemoiselle Ambre Velours (Givenchy, 2013). O best-seller floral cítrico de Givenchy ganha roupagem oriental com este flanker. Irreconhecível, Eaudemoiselle Ambre Velours abre com ameixa e pimenta rosa, passa por um acorde chipre moderno de rosa, e conclui com uma base balsâmica de opoponax, benjoim, labdanum, tolu e fava tonka. O resultado é um delicado oriental floral de aspecto doce e esfumaçado, com um pé no mundo árabe e outro no sintético.

NarcisoAmberMusc71. Narciso Rodriguez for Her Amber Musc (Narciso Rodriguez, 2013). O poder do trio âmbar-patchouli-almíscar é reforçado neste flanker com notas de oud, baunilha, incenso e couro. Ausente do acorde rosa-pêssego, o perfume abre com um potente aroma balsâmico e semianimálico, com uma discreta flor de laranjeira, aos poucos trazendo maior complexidade com a nota de oud. No dry-down, a composição escurece e se torna um pouco masculina. Narciso Rodriguez for Her Amber Musc foi feito especialmente para usuários no Oriente Médio e difícil de encontrar.

AmorAmorFlash72. Amor Amor in a Flash (Cacharel, 2013). Enquanto o original é cítrico (laranja) e frutado (cassis), Amor Amor in Flash é mais focado no acorde canela-caramelo. Com uma saída de mandarina, damasco e maçã, a composição logo revela um delicado centro de jasmim. Mas quem chama mesmo a atenção é a base gourmand composta de canela, baunilha e caramelo. A mistura de notas é bem equilibrada, resultando num saboroso aroma de torta de maçã.

TrésorLumineuse73. Trésor Lumineuse (Lancôme, 2013). Trésor Lumineuse de nada lembra a obra-prima atalcada e suculenta de Sophia Grojsman. Inicialmente, o novo flanker segue o mesmo caminho de La Vie Est Belle, também de Lancôme, reunindo notas como violeta, rosa, sândalo, baunilha, chocolate ao leite e musk. Na evolução, contudo, o perfume ameniza seu aspecto doce graças às notas florais (daí o seu nome). Trésor Lumineuse é um bombom de rosa muito suave e agradável.

Amore74. Amore (Vince Camuto, 2014). O designer italiano apresentou este flanker com o slogan “seja a mulher que você quer ser com esta fragrância doce e excitante”. Trata-se de um floral frutado que abre com uma atmosfera tropical de tangerina, cassis e maracujá. Na evolução, Amore adentra um buquê aquoso e atalcado de flor de Lótus, muguê, frésia e orquídea. O fundo da composição consiste de uma combinação acolhedora de sândalo, âmbar, cashmeran e musk.

Sweet75. Sweet (Lolita Lempicka, 2014). Trocando a cor do conhecido frasco de violeta para vermelho, Sweet simboliza o fruto proibido. O perfume combina notas de cereja açucarada, íris atalcada e cacau gourmand para produzir um aspecto de batom doce que remete a um beijo sensual. Um manto do sintético cashmeran arredonda e envolve toda a fragrância. Para curtir este perfume é necessário gostar muito de cereja!

EauDArômes76. Armani Eau d’Arômes (Armani, 2014). Como uma reinterpretação mais amadeirada do clássico Armani pour Homme, este flanker é uma composição simples e minimalista, ainda que agradável e refinada. A saída fresca de bergamota, mandarina e gengibre se encontra com um coração especiado de cardamomo, sálvia e pimenta. A base fica por conta de um acorde seco e terroso de vetiver e patchouli, com nuances de couro. Armani Eau d’Arômes é discreto e masculino, bom para todas as ocasiões.

VelvetOrchid77. Velvet Orchid (Tom Ford, 2014). Lançado oito anos depois de Black Orchid, este perfume impressiona com uma intensa saída floral, melíflua e boozy. As notas de jacinto e magnólia aparecem para amenizar, seguidas logo depois por orquídea, rosa e jasmim. Velvet Orchid distancia-se a partir daí do aspecto terroso, mentolado e defumado de Black Orchid. Na secagem, surgem notas encorpadas de baunilha, labdanum, mirra e sândalo, que empurram o aspecto floral para o segundo plano. Enquanto Black Orchid é bastante compartilhável devido à base de patchouli, Velvet Orchid é ultrafeminino.

LaPetiteRobeCouture78. La Petite Robe Noire Couture (Guerlain, 2014). Já não é mais um vestidinho preto básico. A versão couture investe na sofisticação da dupla rosa-patchouli, deixando de lado o acorde de bala do original. Com um topo de bergamota e framboesa, La Petite Robe Noire Couture desabrocha no centro uma linda rosa, antes de concluir com uma base chipre de patchouli, musgo de carvalho, vetiver e fava tonka. Resultado: um perfume mais sólido e austero feito para o tapete vermelho.

BentleyAbsolute79. Bentley for Men Absolute (Bentley, 2014). Um ano depois do lançamento de Bentley For Men, a luxuosa marca de carros oferece uma versão mais intensa e masculina, repleta de ingredientes robustos e picantes. Bentley For Men Absolute integra o mistério do oud à opulência do olíbano (o incenso árabe), além de exalar madeiras nobres (sândalo e cedro) e especiarias (pimenta rosa e gengibre). Inebriante e cheio de classe. Oud mafioso.

ElieSaabCouture80. Le Parfum L’Eau Couture (Elie Saab, 2014). Este perfume foi inspirado na flor de laranjeira, particularmente no momento em que floresce e exala um leve aroma amendoado. Este momento é capturado e trabalhado pela primeira vez em uma fragrância. A flor de laranjeira, que em si já é uma nota multifacetada com tons florais, cítricos e melífluos, agora é colocada lado a lado com amêndoas verdes e frescas. Um leve toque de baunilha levanta toda a composição e propicia uma atmosfera primaveril e inspiradora.

IndianGarnet81. Omnia Indian Garnet (Bvlgari, 2014). Com a promessa de uma atmosfera mística e exótica, o perfumista Alberto Morillas preparou um oriental floral inspirado na cultura indiana. A partir de um topo quente de laranja e açafrão, Omnia Indian Garnet desenvolve um acorde floral frutado de osmanthus e jasmim, concluindo com uma base âmbar de fundo amadeirado. Nada surpreendente, mas funciona como um perfume feminino, limpo e sofisticado.

DaisyDream82. Daisy Dream (Marc Jacobs, 2014). Para criar um efeito azul e etéreo, este flanker de Daisy é regado a sintéticos aquosos e tropicais. Daisy Dream parte de um acorde cítrico e frutado (pera e amora), seguindo para um centro macio e delicado de coco, lichia, violeta, jasmim e glicínia. Depois de horas exalando um aroma adocicado e polvoroso, o perfume finaliza com uma base aveludada de musk bem rente à pele.

LiquidCashmere83. Liquid Cashmere (Donna Karan, 2014). Este flanker do sucesso comercial Cashmere Mist mantém o lado macio e aveludado da versão tradicional, porém desta vez dando um toque mais floral por meio de notas de jasmim, muguê, osmanthus e ylang-ylang. Enquanto Cashmere Mist está mais para um textura compartilhável, Liquid Cashmere já é mais feminino e romântico, menos powdery e mais soapy. Feito para moças sensíveis e delicadas.

LoveStoryEDP84. Love Story (Chloé, 2014). Em vez da habitual rosa da grife, o foco deste perfume é uma nota de flor de laranjeira que interage com tons adocicados de ameixa. Com uma saída cítrica e luminosa, Love Story caminha para um centro delicado como sugere o nome da fragrância. Com nada de muito impactante, esta é uma fragrância inofensiva para mulheres sensíveis.

OmniaParaiba85. Omnia Paraíba (Bvlgari, 2015). Com inspiração na turmalina paraíba, pedra preciosa nativa do Brasil, a casa Bvlgari apresenta uma fragrância floral frutada de aura exótica. Omnia Paraíba abre com um acorde boozy tropical de curaçao, limão tahiti, pera e maracujá. Aos poucos, a composição mostra um coração delicado de gardênia e flor de maracujá. A base de vetiver e cacau produz um interessante contraste entre o fresco e translúcido do mar e o quente e florestal da terra.

ValentinaPink86. Valentina Pink (Valentino, 2015). A nuance de chiclete de tutti-frutti do Valentina tradicional agora se torna o aspecto principal da composição. Juvenil e divertido, Valentina Pink toma como base a rosa, recortando-a com frutas vermelhas, peônia, âmbar, chocolate ao leite e cashmeran. O efeito bubble gum domina sobre as notas florais, exalando um rastro doce, sedoso e atalcado. Valentina Pink é o perfume que toda Barbie gostaria de ter.

PlaceVendômeWhite87. Place Vendôme White (Boucheron, 2015). Como sugere o nome, este flanker é uma versão mais clara e leve do original. Place Vendôme White se concentra no acorde jasmim-peônia, deixando de lado as notas de mel e chocolate ao leite para incrementar o topo com cítricos e frutas frescas. Sem a nota de benjoim, a base de cedro, sândalo e baunilha é discreta e macia. Place Vendôme White cai bem para o trabalho, já que a versão tradicional é um perfume mais noturno e sexy.

EternityNow88. Eternity Now for Men (Calvin Klein, 2015). Vinte e cinco anos depois de seu lançamento, Eternity for Men ganha uma versão tropical e cremosa pouco a ver com o tradicional. O perfume forma uma atmosfera semigourmand com um acorde lactônico e picante de coco, gengibre e carambola. Mais à frente, notas de cedro, patchouli, fava tonka e baunilha propiciam um efeito seco e elegante. Cheiro de bolo de frutas secas e chocolate.

LesDélicesDeNina89. Les Délices de Nina (Nina Ricci, 2015). Quase uma década depois do clássico moderno Nina, lançado em 2006, a grife francesa resolve lançar esta versão com um aspecto ainda mais gourmand. Mantendo a linha floral frutada, Les Délices de Nina conta com um topo de limão siciliano e mandarina – o que ajuda a suavizar o lado açucarado da fragrância. Na evolução, o acorde gourmand de morango, framboesa, maçã, jasmim e caramelo se torna mais evidente, antes de levar à uma secagem cremosa e confortável de chocolate ao leite, baunilha e musk.

DaisyDreamForever90. Daisy Dream Forever (Marc Jacobs, 2015). Este é um flanker de outro flanker. A ideia por trás de Daisy Dream Forever é trabalhar o tema da flor de violeta e suas faceta verde, metálica e aquosa com notas frutadas, assim como fez Daisy Dream, só que com foco no efeito cremoso e lactônico do coco. Essa nota ganha o papel principal na composição, assistida por um acorde frutado suculento (pera, amora e lichia) e outro floral atalcado (jasmim, violeta e glicínia). Mais doce e mais intenso.

BaldessariniUltimate91. Baldessarini Ultimate (Baldessarini, 2015). O oriental amadeirado com notas marcantes de laranja e menta ganha uma versão mais séria e elegante. Criado pelo perfumista alemão Geza Schoen, Baldessarini Ultimate é inicialmente floral fresco com notas cintilantes de mandarina, bergamota, pimenta rosa, magnólia, jasmim e frésia. Durante a evolução, o perfume assume um caráter mais denso e escuro devido à base assinatura de patchouli, tabaco e âmbar. Notas de couro e incenso dão um toque extra de sofisticação.

NarcisoPoudrée92. Narciso Poudrée (Narciso Rodriguez, 2015). Com o sucesso de Narciso, uma fragrância limpa e correta que remete a sabonete e hidratante de luxo, a grife resolve lançar uma versão polvorosa. Narciso Poudrée mantém o foco no musk, porém injeta cumarina e outros sintéticos para transmitir uma sensação aveludada. Notas de rosa e jasmim acrescentam delicadeza e feminilidade ao perfume.

 Solare93. Solare (Vince Camuto, 2015). Segundo a grife, Solare foi concebido para homens que estejam em busca de um oriental amadeirado com personalidade, refrescado por uma mandarina doce e suculenta. Assim, equilibrando o quente e o gelado, o perfume apresenta como coração um acorde de cardamomo e pimentão, além de um fundo sedoso de cashmeran. O resultado é uma laranja açucarada em formato perfume.

HollywoodRoyal94. Hollywood Royal (Juicy Couture, 2015). Uma versão modernizada do original floral frutado com notas marcantes de tuberosa e caramelo, Hollywood Royal é mais leve e jovial. A composição abre com um aroma suave de toranja, pera e maçã, antes de revelar seu coração de flores brancas com nuances de marshmallow. Na secagem, uma base de baunilha e cashmeran propicia maciez e cremosidade.

GentlemenOnlyCasualChic95. Gentlemen Only Casual Chic (Givenchy, 2015). Um flanker de outro flanker, Gentlemen Only Casual Chic foi pensado para ser uma fragrância casual e relaxante. Em comparação com a versão Gentlemen Only, este perfume introduz um acorde gelado de menta, cardamomo, gengibre, zimbro, lavanda e gerânio, deixando de lado o dueto defumado de vetiver e incenso. Uma dose de ambroxan transmite uma sensação macia e levemente salina.

ValentinaPoudré96. Valentina Poudré (Valentino, 2016). Enquanto a versão tradicional Valentina consiste de um chipre moderno com nota marcante de morango, o flanker atalcado segue um estilo mais oriental floral. Para tanto, o perfumista Aurélien Guichard injetou uma boa dose de rosa, íris e violeta, conferindo à composição um efeito de maquiagem luxuosa. A base fica por conta de um acorde adocicado de sândalo e baunilha. Recomendado para mulheres (e homens) que curtem um talco doce.

TenderRomance97. Tender Romance (Ralph Lauren, 2016). Enquanto o original Romance é um delicado floral musky com foco nas notas de gengibre, rosa, patchouli e musky, feito para mulheres sensíveis e delicadas, Tender Romance aposta num buquê de lírio, magnólia e jasmim. Na saída, Tender Romance mostra um acorde energizante de bergamota, pera e gengibre. No dry-down, um acorde confortável de benjoim, cashmeran e musk finaliza e arredonda a composição. Adocicado na medida certa, Tender Romance é gentil e agradável como seu próprio nome sugere.

LHommeUltime98. L’Homme Ultime (Yves Saint Laurent, 2016). O clássico moderno de Yves Saint Laurent ganha nova roupagem com esta versão mais intensa, oferecida na concentração eau de parfum. Mantendo o estilo floral amadeirado musky do original, L’Homme Ultime contém uma nota de rosa mais sensual e andrógina, assim como seus acordes amadeirados e especiados são também mais pronunciados. O gengibre desta vez divide a atenção com um gerânio levemente mentolado.

CandyKiss99. Candy Kiss (Prada, 2016). Definitivamente a marca italiana estabeleceu Candy como um de seus pilares, lançando um flanker após o outro. No caso, Candy Kiss, como sugere o nome, é uma versão mais delicada, que foge do conceito original de um gourmand caramelizado monolítico. A interação bem construída entre as notas de flor de laranjeira, baunilha e almíscar sintético traz mais nuances e garante uma harmonia que cumpre com a missão da fragrância. Para meninas românticas e idealistas.

JAdoreLumière100. J’Adore Lumière (Dior, 2016). Oferecido na concentração eau de toilette, J’Adore Lumière é uma reedição de J’Adore EDP, só que com um maior contraste entre flores inebriantes e notas luminosas como laranja-de-sangue, néroli e magnólia. Com um delicado coração de rosa e uma base de sândalo e baunilha propiciando conforto, a fragrância atinge o seu objetivo de refrescar e ainda assim manter sua elegância e feminilidade.

leaupure101. L’Eau d’Issey Pure (Issey Miyake, 2016). Considerado um segundo capítulo na história de L’Eau d’Issey, esta fragrância é uma nova interpretação, removendo cítricos e transformando-a numa água pura de cachoeira. Notas florais estão presentes, tais como flor de laranjeira, lírio-do-vale, jasmim e rosa, que são sustentadas por um fundo macio de cashmeran e âmbar gris.

iconelite102. Icon Elite (Dunhill, 2016). Segundo o site da marca, “Icon Elite fornece o selo masculino em uma nova forma, representando o espírito e a tradição da marca Dunhill, celebrando o homem elegante e seu estilo atemporal.” O perfume abre com uma explosão adstringente de cardamomo, anunciando um centro de vetiver. A conclusão fica por conta de um fundo de sândalo e ébano.

bonboncouture103. Bonbon Couture (Viktor & Rolf, 2016). Anunciado como uma versão mais intensa, luxuosa e forte que a original, com notas mais proeminentes de caramelo, Bonbon Couture abre com um acorde de mandarina, néroli e pêssego. Mais à frente, a composição revela notas de flor de laranjeira e jasmim, propiciando beleza e feminilidade. No dry-down, um fundo de patchouli, sândalo, tabaco branco, baunilha e caramelo emerge, formando uma atmosfera totalmente gourmand.

divinedecadence104. Divine Decadence (Marc Jacobs, 2016). Considerado uma versão mais light do original Decadence, lançado um ano atrás, este flanker é mais luminoso, mantendo o mesmo nível de sensualidade. Divine Decadence tem uma saída de bergamota, flor de laranjeira e champanhe, anunciando um coração delicado e feminino de gardênia, hortênsia e madressilva. Tudo isso é amarrado por uma base de âmbar, baunilha e açafrão.

darkrebelrider105. Dark Rebel Rider (John Varvatos, 2016). Dark Rebel Rider se assemelha à versão tradicional, porém traz uma maior ênfase no couro e também uma nota de chocolate, ao mesmo tempo em que suspende as notas de rum e tabaco. A composição abre com laranja amarga, aldeídos, açafrão, manjerona e hissopo. Na evolução, Dark Rebel Rider mostra um centro de osmanthus, rosa, íris, violeta e resinas. Para concluir, o perfume fecha com um acorde base de patchouli, cedro, chocolate, baunilha e couro.

dahiadivinnectar106. Dahlia Divin Le Néctar (Givenchy, 2016). Segundo o site da marca, este perfume “representa a versão luxuoso e alta costura da fragrância, um símbolo de ouro e feminilidade, anunciada como o elixir da potência divina”. A fragrância gira em torno da nota de mimosa com seu aspecto doce, melífluo, polvoroso e inebriante. Para enriquecê-la, a composição acrescenta no coração jasmim e rosa, enquanto é suportada por um fundo de vetiver, sândalo, fava tonka, baunilha e musk.

aromaticsblackcherry107. Aromatics Elixir Black Cherry (Clinique, 2016). Parece que a Clinique está mesmo levando a sério seus flankers do clássico de 1971, Aromatics Elixir. Este já é o terceiro (estão lançando um por ano) e, desta vez, o foco é na cereja negra. Aromatics Elixir Black Cherry abre com bergamota, cereja negra, pimenta e cardamomo. Em seguida, a fragrância passa a exalar um centro floral verde de gálbano, jasmim e rosa. Tudo isso é sustentado por uma base oriental de labdanum, âmbar e cashmeran.

Veja também outros flankers:

Intensos

Sensuais

Elixires

Florais

Madeiras/Couro

Oud

Frescos

Aquáticos

Sport

Summer

Ed. Limitada

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