Flankers Frescos

FrescosLançar flankers frescos dos perfumes mais vendidos é uma oportunidade de aumentar as vendas, oferecendo uma versão refrescante para o cliente usar nas férias ou em países tropicais como o nosso. A princípio, qualquer fragrância pode ter uma versão mais fresca – o desafio é conseguir manter a identidade. Quanto mais pesada (orientais), mais difícil de acertar. O sufixo mais adotado ultimamente é “eau fraîche”, embora para homens é também frequente o uso de “cologne”. Também são usados termos como “l’eau”, “fraîcheur”, “éclat”, “sheer”, “blossom”, “légère” e “glacée”. Qualquer um deles deve ter um topo mais energizante (cítricos, menta, ruibarbo, verbena, néroli, aldeídos, hedione) e uma base mais macia e seca (cedro, patchouli, vetiver, musk, cashmeran, ambroxan). Se essas duas partes estiverem bem construídas, o coração pode ser mantido como no original, embora o costume seja substituir flores densas e dominantes (rosa, jasmim, ylang-ylang, tuberosa, cravo, acácia, heliotrópio) por flores frescas e leves (flor de laranjeira, muguê, gardênia, lótus, magnólia, jacinto, frésia, gerânio, íris, violeta). Uma dica para homens é provar os flankers frescos femininos, pois a maioria é compartilhável e uma ótima forma de inovar.

(ordem cronológica por ano de lançamento)

KourosFraîcheur1. Kouros Fraîcheur (Yves Saint Laurent, 1993). O perigo dos flankers é supor que ele seja parecido com o original. Kouros Fraîcheur tem pouco a ver com o infame aroma de mel, couro e especiarias de seu progenitor. Este é um perfume fresco e etéreo, carregado de notas verdes e patchouli. O charme da composição está no acorde gengibre-abacaxi-néroli, que confere personalidade sem perder a graça e leveza. Uma base de âmbar e vetiver garante excelente performance. Infelizmente descontinuado e só encontrado no eBay.

PashaFraiche2. Pasha Fraîcheur Menthe (Cartier, 1999). Aqui o old school Pasha é recriado e revitalizado. A composição original de menta, lavanda, sândalo e alcarávia é mantida, porém com mais foco na menta e no patchouli. O diferencial de Pasha Fraîcheur Menthe em relação a outras fragrâncias à base de menta é o seu efeito natural, mostrando a qualidade de seus ingredientes. O patchouli, com seu aroma canforado, ajuda a realçar a proposta de frescor. Pasha Fraîcheur Menthe é recomendado para dias de calor em que não se possa sacrificar a elegância.

HigherEnergy3. Higher Energy (Dior, 2003). Enquanto o original Higher é um amadeirado aromático com foco em notas frutadas (pera, principalmente), sua variante investe em notas mais refrescantes como menta, toranja, melão e abacaxi. Um acorde de vetiver, cedro e incenso é acrescentado para produzir uma sensação esfumaçada e revigorante. Luminoso e um tanto aquático.

M7Fresh4. M7 Fresh (Yves Saint Laurent, 2004). Quando foi lançado, em 2002, o M7 tradicional foi considerado polêmico devido ao potente aroma de oud, pouco conhecido na época. A grife, então, lançou sua versão fresca dois anos depois, enfatizando o lado amadeirado em detrimento do oriental. M7 Fresh tinha um topo cítrico mais dominante, um centro de oud energizado com gengibre e laranja amarga, e uma base mais suave de vetiver e musk (sem âmbar). Basicamente um oud para iniciantes. M7 Fresh foi descontinuado e apenas encontrado em mercados eletrônicos.

EuphoriaBlossom5. Euphoria Blossom (Calvin Klein, 2006). Para suavizar a versão original do best-seller Euphoria de Calvin Klein, o perfumista Carlos Benaïm modificou as três fases da pirâmide olfativa. Na saída, a nota de romã ganhou uma nota cítrica e suculenta de kumquat. No coração, o acorde orquídea-lótus é agora acompanhado de uma delicada peônia. Finalmente, na base, a marcante nota de mogno dá lugar há um musk mais leve e macio. Euphoria Blossom é mais romântico e menos sensua

VersaceEauFraiche6. Versace Man Eau Fraîche (Versace, 2006). Um sucesso de vendas no mundo inteiro, este perfume ofuscou até mesmo sua versão original – o Versace Man. A nota enorme de tabaco e o clima sedutor do original deram lugar a frutas cítricas (incluindo a exótica carambola) e um clima descontraído no flanker, com quem tem pouco a ver. Foi concebido com inspiração no Mediterrâneo e suas árvores e frutas típicas.

LEauBleueFraiche7. L’Eau Bleue d’Issey Eau Fraîche (Issey Miyake, 2006). Enquanto o L’Eau Bleue d’Issey é uma combustão herbácea que agrada alguns e repele outros, o flanker fresco é mais leve e cítrico, deixando a vibe florestal de lado para focar num jardim com grama recém-cortada. A fragrância abre revigorante com menta, bergamota e alecrim, aos poucos fazendo emergir um rico e limpo acorde de patchouli e musk. L’Eau Bleue d’Issey Eau Fraîche desempenha melhor sob altas temperaturas.

ChanceFraiche8. Chance Eau Fraîche (Chanel, 2007). Chance Eau Fraîche é uma fragrância com cara de verão, bem refrescante e agradável. O perfume abre com a acidez e vivacidade do limão, amparado por um cedro estalando de seco. Depois da abertura quase masculina, Chance Eau Fraîche evolui para um coração floral delicado de jasmim temperado com pimenta rosa. Na secagem, o perfume mantém a aura suave e seca com madeiras nobres e almíscares. Chance Eau Fraîche é uma excelente opção para uso no dia a dia, principalmente devido ao seu ótimo desempenho.

EauSauvageFraicheur9. Eau Sauvage Fraîcheur Cuir (Dior, 2007). Dior lançou este perfume como versão limitada de Eau Sauvage, quatro décadas depois do lançamento do original. Mantendo todas as notas, Eau Sauvage Fraîcheur Cuir agregar âmbar e couro à base para contrastar com a abertura fresca e efervescente de cítricos e hedione. Este flanker mostra um aspecto chipre amadeirado com vibe old school, mesclando o herbáceo pungente, o floral soapy e o couro defumado. Imperdível.

BritSheer10. Brit Sheer (Burberry, 2007). Brit de Burberry é conhecido como um floral frutado com notas amendoadas. Para a versão fresca, as amêndoas dão lugar a um acorde tropical de yuzu, lichia e abacaxi. Já no coração, a nota de açúcar troca de lugar com uma macia flor de pêssego. Na base, nada de notas pesadas como fava tonka, âmbar e baunilha – Brit Sheer leva apenas madeiras secas e musk. Mais fresco, alegre e casual que o original.

AddictShine11. Addict Shine (Dior, 2007). O característico aroma de flan com calda de caramelo do Addict tradicional é completamente ausente neste flanker. Em vez disso, Addict Shine abre com um delicioso e revigorante aroma de pink lemonade com notas de toranja e framboesa. Na evolução, o perfume exibe um luminoso coração de gardênia, seguido de uma base limpa e seca de cedro, escolhida para preservar o frescor da composição. Excelente alternativa para quem curte Light Blue e afins.

PiNeo12. Pi Neo (Givenchy, 2008). Inspirado no protagonista do filme “Matrix”, Pi Neo é um desses flankers que tem pouco ou nada a ver com o original. O perfume abre cítrico e refrescante com um acorde de bergamota e mandarina, anunciando um centro seco de murta e cedro. A base traz, além de patchouli, uma combinação de sintéticos recentes na época, tais como Cosmone, Toscanol e Safraleine – todos da Givaudan – responsáveis por um efeito de tabaco, couro e musk para conferir maior durabilidade do frescor.

CheapChicHippyFizz13. Cheap and Chic Hippy Fizz (2008). Nitidamente feito para meninas adolescentes alegres e espontâneas, Cheap and Chic Hippy Fizz traz um frescor frutado que remete a xampu. Abrindo com folhas verdes, limão siciliano, framboesa, osmanthus e magnólia, a composição apresenta um delicado buquê de rosa, violeta e flor de Lótus. No dry-down, um acorde seco e macio de musgo de carvalho, cedro e musk conclui a fragrância.

TheOneLEau14. The One l’Eau (Dolce & Gabbana, 2008). The One l’Eau é um dos EDTs mais fiéis ao original. Todas as notas são mantidas; apenas a ênfase para cítricos, flores e frutas é maior que para âmbar e baunilha. O acorde suculento e tropical de lichia, pêssego e ameixa parece mais vibrante e fresco, enquanto o buquê de jasmim e lírio-do-vale ganha brilho e presença. Durante o dry-down, The One l’Eau mostra que continua sendo um oriental floral (ou talvez floral oriental).

Versense15. Versense (Versace, 2009). Este moderno perfume de Versace consiste de um buquê floral decorado com notas mediterrâneas feito para mulheres dinâmicas e independentes. A criação abre com um acorde cítrico-frutado de bergamota e figo que confere brilho e frescor. O aroma da saída se funde com um coração levemente picante de cardamomo com notas de lírio aquático e jasmim. Para manter o tema do Mediterrâneo, madeira de oliveira e musk concluem esta fragrância bastante compartilhável.

InsolenceEauGlacée16. Insolence Eau Glacée (Guerlain, 2009). O famoso creme amendoado de violeta e framboesa de Guerlain ganha seu flanker sorbet. Insolence Eau Glacée tem uma saída fresca e luminosa de cítricos, maçã verde e cranberry, além de sintéticos que compõem uma atmosfera gelada. Em seguida, a composição evolui para notas delicadas e macias de violeta e íris, concluindo com sândalo e musk. Insolence Eau Glacée é uma fragrância versátil, feita para mulheres dinâmicas e elegantes.

JAdoreLEau17. J’Adore l’Eau (Dior, 2009). Se o J’Adore tradicional é o perfume da mulher poderosa e sedutora, esta versão é feita para a mulher ativa e low profile, que prioriza conforto e versatilidade. A ênfase aqui é o néroli e a magnólia, ou seja, flores com fortes nuances refrescantes e, ao mesmo tempo, sofisticadas. Um toque de ylang-ylang acrescenta feminilidade, enquanto limão siciliano e bergamota conferem uma aura efervescente. J’Adore l’Eau lembra um casamento realizado durante o dia.

EauClaireMerveilles18. Eau Claire des Merveilles (Hermès, 2010). Dentre todos os flankers da linha Eau des Merveilles, este é o mais floral e polvoroso. Notas florais frescas e luminosas são combinadas com aldeídos, baunilha, anis e âmbar para compor uma atmosfera ao mesmo tempo arejada e sofisticada. Eau Claire de Merveilles ainda assim é um perfume encorpado, mais apropriado para dias frios.

AuMasculinLEau19. Au Masculin l’Eau (Lolila Lempicka, 2010). O oriental vanilla masculino de Lolita Lempicka ganha sua versão mais casual. As notas de alcaçuz, rum, absinto, fava tonka, amêndoas e chocolate ao leite são deixadas de lado para privilegiar o aspecto refrescante e atalcado da fragrância. Au Masculin l’Eau parte de um topo vibrante de limão siciliano, verbena e pimenta rosa, para seguir com um delicado centro de jasmim e violeta. Na base, notas de vetiver e oliveira preservam a leveza da composição.

EclatArpege20. Éclat d’Arpège (Lanvin, 2010). Tudo é muito delicado nesta fragrância da casa Lanvin. A combinação das notas exóticas de chá, osmanthus, flor de pêssego, lilás e peônia trazem brilho e maciez, tornando este perfume quase um aromatizador de ambientes ou amaciante de roupas. Lamentalvemente, apesar de seu aroma incrível, sua base amadeirada (cedro) não consegue segurar o perfume, que desaparece após algumas horas. Éclat d’Arpège nada tem a ver com o Arpège original.

GuerlainHommeLEau21. Guerlain Homme l’Eau (Guerlain, 2010). Depois do sucesso da versão tradicional do Guerlain Homme, a tradicional casa francesa decidiu lançar um flanker pra lá de fresco. Com os mesmos elementos do anterior, ou seja, limão, bergamota, menta e rum, a versão L’Eau dispensou as notas amadeiradas de vetiver e cedro para ceder lugar a um supremo frescor. A nota de gerânio – que, ao contrário da crença popular, não dá um aspecto floral e sim mentolado à fragrância – é a cereja no topo do sundae. Descontinuado, mas ainda se encontra em algumas lojas.

DeclCologne

22. Déclaration Cologne (Cartier, 2010). A perfumista Mathilde Laurent seguiu os passos de Jean-Claude Ellena e manteve a essência do famoso Déclaration original. Grande parte das especiarias foram removidas, diminuindo a nota de cardamomo e ampliando a nota de gengibre para trazer frescor. Déclaration Cologne recebeu também uma maior injeção de cítricos para se tornar uma fragrância leve para passeios e atividades de lazer. São necessárias muitas borrifadas.

ÉclatDArpège23. Éclat d’Arpège (Lanvin, 2010).  Tudo é muito delicado nesta fragrância da casa Lanvin. A combinação das notas exóticas de chá, osmanthus, flor de pêssego, lilás e peônia trazem brilho e maciez, tornando este perfume quase um aromatizador de ambientes ou amaciante de roupas. Lamentalvemente, apesar de seu aroma incrível, sua base amadeirada (cedro) não consegue segurar o perfume, que desaparece após algumas horas. Éclat d’Arpège nada tem a ver com o Arpège original.

OhLola24. Oh Lola (Marc Jacobs, 2011). Oh Lola é uma versão mais suave e refrescante do original Lola de Marc Jacobs, lançado dois anos antes. Eliminando a nota de pimenta rosa e trocando o acorde rosa-gerânio por peônia-magnólia, o perfume ganha um ar mais delicado. Uma combinação de pera, morango e framboesa no topo da composição produz uma aura alegre e lúdica.

LEssence25. Balenciaga l’Essence (Balenciaga, 2011). A estrela da vez é a violeta, tanto em forma de flor (metálica e atalcada) como folha (verde e aquosa). L’Essence é um floral aquático que abre com limão e mandarina, mas logo se tornando mais verde e ozônico. O aspecto fresco e translúcido é preservado com a nota central de violeta, enquanto uma base amadeirada de cedro, vetiver, patchouli, sândalo e musk mantém a composição seca e macia. L’Essence veste bem homens e mulheres.

OpiumVapeurs26. Opium Vapeurs de Parfum (Yves Saint Laurent, 2011). A grife Yves Saint Laurent continua apostando no mega-hit Opium, desta vez com ênfase em cítricos e flores frescas. A ideia de Opium Vapeurs de Parfum é fazer uma interpretação tropical, inspirada no Mediterrâneo. A potente saída de mandarina, cardamomo e pimenta rosa abraça um acorde central de flor de laranjeira e jasmim. Apenas na base há referência ao Opium tradicional com notas de noz moscada patchouli, incenso, benjoim, âmbar e baunilha. Enquanto Opium é praticamente “inusável”, este flanker é mais fácil de agradar.

FloraFraiche27. Flora by Gucci Eau Fraîche (Gucci, 2011). Flora by Gucci é construído em torno da nota de rosa, reunindo cítricos para acentuar seu lado fresco, osmanthus para reforçar a suculência, pimenta rosa para aumentar a textura e peônia para dar mais corpo à composição. Tudo isso acontece sobre uma base limpa e macia de patchouli e sândalo. O flanker adiciona notas aquáticas e cítricas mais ácidos como limão siciliano e kumquat. Feito para mulheres práticas e dinâmicas.

AzzaroLEau28. Azzaro pour Homme l’Eau (Azzaro, 2011). Mexer com um dos maiores ícones da perfumaria não é fácil. A versão fresca de Azzaro pour Homme mantém-se no gênero fougère aromático, porém sem as notas originais de anis, menta e couro, além de um buquê de ervas finas. O foco aqui é no topo de cítricos ácidos (yuzu, limão siciliano e toranja), no centro floral gelado de lavanda e gerânio, e na base seca e macia de vetiver, patchouli, sândalo e musk. A elegância do tradicional é mantida, mas, no aspecto geral, Azzaro pour Homme l’Eau é mais fresco e jovial.

CHLeau29. CH l’Eau (Carolina Herrera, 2011). O CH tradicional é um oriental floral cheio de frutas e chocolate. Já o flanker é fresco e delicado, abrindo com um aroma cintilante de cítricos, maçã, frésia e flor de limoeiro. No centro, um buquê de rosa, lírio-do-vale, violeta e jasmim é escolhido cuidadosamente para manter a aura limpa e refrescante. Durante o dry-down, CH l’Eau parte para uma base quente e confortável de heliotrópio, canela e sândalo. O aspecto cítrico domina, porém se equilibra bem com os leves acordes florais e frutados.

EauDeMusc30. Essence Eau de Musc (Narciso Rodriguez, 2011). Para quem acha sufocante a versão original de Essence de Narciso Rodriguez, vale a pena provar este flanker. Inicialmente, o perfume mostra um acorde de aldeídos, íris e musk, que interagem em perfeita harmonia. Pouco depois, a nota de rosa emerge, trazendo mais beleza à composição. Na base, uma discreta nota de benjoim confere um tom levemente adocicado e quente. Indicado para quem curte Infusion d’Iris de Prada.

HabitRougeLEau31. Habit Rouge l’Eau (Guerlain, 2011). O pai dos orientais masculinos ganha seu flanker fresco. O acorde cremoso de limão e baunilha com fundo de rosa e jasmim é, de certa forma, preservado em Habit Rouge l’Eau, só que de forma minimalista. O perfume abre com laranja amarga e notas verdes refrescantes, revelando em seguida um coração de jasmim e patchouli. Na base, baunilha, avelãs e musk finalizam a estrutura oriental. Brilhante interpretação fresca de Habit Rouge.

DaisyEauSoFresh32. Daisy Eau So Fresh (Marc Jacobs, 2011). Desde que foi lançado em 2007, Daisy tem sido a alegria das moças com seu aroma delicado e refrescante. Para a versão fresca, o perfume recebeu maior carga de notas verdes e cítricas, além da adição de morango, maçã e lichia no centro da composição, para criar um efeito de sorbet (e não apenas uma diluição do original). A base de madeiras secas e baunilha é substituída por cedro e ameixa, mantendo o musk. Daisy Eau So Fresh é menos talco e mais suco.

LaNuitFrozenCologne33. La Nuit de l’Homme Frozen Cologne (Yves Saint Laurent, 2012). Uma das mais populares fragrâncias de balada do mundo também está disponível na versão fresca. La Nuit de l’Homme Frozen Cologne incorpora a magia do original com seus acordes aromáticos e picantes, porém trocando a lavanda pelo gerânio (mais mentolado) e alcarávia por pimenta preta (mais pungente). O topo de cítricos é reforçado, contrastando com a base que agora recebe fava tonka. Desta forma, La Nuit de l’Homme Frozen Cologne parte para o gênero fougère oriental com sua dualidade quente-frio muito sensual.

MonJasminNoirLEau34. Mon Jasmin Noir l’Eau Exquise (Bvlgari, 2012). Cidra, torrone, jasmim e musk – assim pode ser resumido Mon Jasmin Noir. O flanker tem uma saída mais fresca e ácida com toranja, além de um delicado fundo amendoado. Mais adiante, um acorde chá-jasmim emerge, propiciando uma aura calma e relaxante. A base fica por conta de notas de cedro e musk, preservando-se macia e seca. Mon Jasmin Noir l’Eau Exquise consegue cumprir com a sua missão de manter a assinatura de jasmim amendoado, ao mesmo tempo refrescante e com classe.

7Natural35. Loewe 7 Natural (Loewe, 2012). Loewe 7 Natural mantém a regra de sete notas do original, porém as modificando. Com mais foco no cítrico e vibrante, este flanker tem uma saída ácida e revigorante de yuzu e laranja amarga, anunciando um acorde central de incenso, pimenta rosa e preta. Uma base sólida e natural é composta de notas secas e macias de cedro, vetiver e musk. Loewe 7 Natural oferece uma atmosfera de floresta fresca e arejada com leves tons esfumaçados.

LoveEauFlorale36. Love Eau Florale (Chloé, 2012). Tem gente que acha o Love tradicional atalcado demais, ou muito “senhora”. Para eles existe a versão Love Eau Florale, puxando mais para o lado fresco e musky, sem perder a potência. Conservando a aura feminina e romântica do original, esta fragrância abre com chá mate, evolui para ervilha-de-cheiro e finaliza com notas polvorosas e amadeiradas, além de musk. Love Eau Florale é praticamente um luxuoso sabonete com hidratante.

EaudemoiselleFraiche37. Eaudemoiselle Eau Fraîche (Givenchy, 2012). A deliciosa fórmula original de tangerina, manjericão, rosa e ylang-ylang ganha aqui um frescor maior com notas ultrafrescas de limão siciliano, petitgrain e ruibarbo. Preservando a rosa como centro, a composição adota notas de flor de laranjeira e violeta para produzir ainda mais leveza. Uma boa dose de musk confere grande maciez. Refrescante e confortável, Eaudemoiselle Eau Fraîche infelizmente não tem o mesmo lasting que o tradicional.

ChloeLEau38. L’Eau de Chloé (Chloé, 2012). A rosa carnuda e suculenta do famoso e amado Chloé agora ganha clima arejado com uma potente e luminosa saída de aldeídos, bergamota, toranja, cidra e pêssego. Para tornar a rosa cintilante e fresca, são agregadas ao seu redor notas de magnólia, frésia, jasmim, lírio-do-vale, peônia e violeta. No lugar de uma base oriental, L’Eau de Chloé ganha uma base chipre seca e crispy. Como insinua a cor do líquido, este é um perfume verde que exala aroma de rosas recém-cortadas.

MDEauFraiche39. Miss Dior Eau Fraîche (Dior, 2012). Enquanto Miss Dior (novo) é um chipre floral moderno à base de rosa, jasmim e patchouli, o flanker fresco se torna essencialmente verde. Miss Dior Eau Fraîche abre cítrico e amargo com notas de bergamota, limão, toranja e gálbano, antes de adentrar um coração brilhante e suave de jasmim e gardênia. A base terrosa e firme de patchouli segura o frescor do perfume por muitas horas. Feito para mulheres que curtem chipres verdes e nada doces.

BelleDOpiumEclat40. Belle d’Opium Éclat (Yves Saint Laurent, 2012). Belle d’Opium já é um flanker do icônico Opium, oferecendo uma composição mais luminosa e feminina com flores brancas e frutas diversas. Belle d’Opium Éclat toma um passo a mais e adiciona um brilho adicional com notas de néroli, anis e alcaçuz. Desta forma, o contraste entre o efervescente-cintilante e o pungente-defumado é ampliado, otimizando o equilíbrio entre elegância e sensualidade.

BottegaEauLegère41. Bottega Veneta Eau Légère (Bottega Veneta, 2013). O chipre moderno da grife italiana é suavizado através deste flanker. Com a ambição de trazer a claridade e frescor da água, o perfumista Michel Almairac acrescentou uma nota de gardênia no centro e musk na base, além de remover o couro e o patchouli. O resultado é uma fragrância mais translúcida e crispy, com o centro floral branco e a base de musgo de carvalho mais perceptíveis.

NinaLEau42. Nina l’Eau (Nina Ricci, 2013). Para a versão fresca de Nina, a casa adotou o estilo floral aquático. No geral, a estrutura de notas manteve-se a mesma, porém peônia, cedro e chocolate deram lugar a néroli, gardênia e cereja. Nina l’Eau tem um topo de cítricos, maçã e néroli, um centro de cereja, gardênia e notas aquáticas, e uma base de musk. Vibrante e inofensivo, este flanker é mais casual e divertido, feito para usar no dia a dia sem grandes pretensões.

CandyLEau43. Candy l’Eau (Prada, 2013). A bomba polvorosa de caramelo recebe uma reinterpretação mais leve. Em vez de abrir diretamente com aroma toffee, Candy l’Eau primeiro exala um acorde cítrico, seguido de ervilha-de-cheiro. Aí sim a base de benjoim, caramelo e musk permanece a mesma. Esta versão parece mais arredondada e menos funcional que o Candy tradicional. As notas cítricas duram várias horas, mas é bom sempre lembrar que continua sendo um perfume gourmand.

LolitaEauJolie44. Lolita Lempicka l’Eau Jolie (Lolita Lempicka, 2013). Este bem-sucedido floral frutado gourmand deixa de lado sua parte doce para se tornar fresco. Minimalista, Lolita Lempicka l’Eau Jolie tem uma potente saída de cítricos, pera e cassis, logo evoluindo para um suave acorde de flor de pêssego e néroli. A base é a mais discreta possível, ficando por conta de cedro e musk. Apesar de ser muito diferente do original, a fragrância é uma boa opção para quem curte frutados frescos.

PureEnergy45. A*Men Pure Energy (Thierry Mugler, 2013). Antes chamado de Pure Shot, teve seu nome modificado depois da tragédia envolvendo Oscar Pistorius – seu garoto-propaganda. Lançado em seguida do Pure Malt (2009) e Pure Havane (2011), Pure Energy é uma fragrância fresca, aromática, especiada e amadeirada. Na saída podemos sentir um aroma gelado de menta e zimbro, seguido de notas de pimenta branca e cardamomo (alusão a uma injeção de adrenalina). Na secagem, ficam evidentes as notas de patchouli e sequoia.

DahliaNoirLEau46. Dahlia Noir L’Eau (Givenchy, 2013). O exuberante chipre floral Dahlia Noir agora tem sua versão fraîche. O acorde bombástico de íris, acácia e rosa do original é aqui substituído por um centro de rosa, recortada de cítricos, néroli, patchouli e musk. O minimalismo e simplicidade de Dahlia Noir l’Eau pode decepcionar os fãs do Dahlia Noir tradicional, pois eles nada têm em comum. Por outro lado, o flanker pode agradar também homens por seu caráter aromático, quase de colônia.InfusionLEau

47. Infusion d’Iris L’Eau (Prada, 2013). Que tal pegar o aroma de cheiro de banho de Infusion d’Iris e torná-lo gelado e refrescante? Prada oferece Infusion d’Iris L’Eau com notas de menta, néroli, lírio-do-vale, flor de laranjeira e rosa. A base vegetal-oriental de benjoim, incenso, gálbano, vetiver e lentisco agora é substituída por musk e baunilha para manter a fragrância mais seca e macia. O resultado é um floral verde à base íris com aspecto soapy e ao mesmo tempo fresco.

AdGEauFraiche48. Acqua di Gioia Eau Fraîche (Armani, 2013). Este floral fresco fica ainda mais vibrante com suas notas aquáticas e verdes mais pronunciadas. A composição abre com menta, limão, toranja e mandarina, evoluindo em seguida para um coração de chá, jasmim aquático e ylang-ylang, com este último propiciando um toque tropical. Para concluir, Acqua di Gioia Eau Fraîche agrega notas de açúcar queimado, cedro e musk. É a perfeita fragrância de verão.

NarcisoLEau49. Narciso Rodriguez L’Eau for Her (Narciso Rodriguez, 2013). Preservando o DNA de rosa, âmbar, patchouli e musk, o flanker L’Eau introduz notas mais leves como lírio-do-vale, jasmim, cíclame e peônia. Esse buquê floral confere uma atmosfera mais fresca e viva, principalmente por conta do lírio-do-vale. O acorde doce e cremoso de pêssego e sândalo desaparece. Desta forma, o flanker torna-se menos quente e envolvente, mais jovial e despretensioso.

CartierZesteSoleil50. Eau de Cartier Zeste de Soleil (Cartier, 2013). A casa de joias apresenta uma versão suculenta de sua colônia clássica. Embora a cor do líquido insinue uma composição à base de laranja, ela é bem mais complexa. Na saída, a fragrância esbanja frescor com um acorde de toranja, yuzu, maracujá e abacaxi sobre um fundo verde de menta e folha de violeta. O aroma ao mesmo tempo doce e ácido borbulha na pele. Eau de Cartier Zeste de Soleil é refrescante e inofensivo, para uso casual e sem grandes expectativas.

LaVieEstBelleLEau51. La Vie Est Belle Eau Légère (Lancôme, 2013). Sem desviar muito do tradicional, o trio de perfumistas Dominique Ropion, Anne Flipo e Olivier Polge optou apenas por uma versão mais suave de La Vie Est Belle que fosse apropriada para dias quentes. As maiores diferenças estão na saída (notas verdes) e no dry-down (sem patchouli, mais musk). Enquanto o tradicional é mais viscoso e com aspecto de pirulito, o flanker é mais cremoso e macio, com maior foco no chocolate.

LaPanthereLegere52. La Panthère Légère (Cartier, 2014). Um dos maiores sucessos comerciais dos últimos anos, La Panthère conquistou o mundo com seu aroma chipre floral frutado moderno e equilibrado. Ao passo que o original é mais “vermelho”, com rosa e morango, o flanker Légère é mais “branco”, com aldeídos, íris, jasmim, gardênia e tiaré. Assim, a composição se torna mais luminosa, discreta e ponderada. La Panthère Légère é uma ótima alternativa para o escritório.

TerreFraiche53. Terre d’Hermès Eau Très Fraîche (Hermès, 2014). Para quem rejeita a intensa nota de laranja madura do Terre original, vale a pena provar esta versão mais light. Terre d’Hermès Eau Très Fraîche tem uma saída cítrica mais intensa e uma base com menos Iso E Super (sintético que emula cedro musky). Notas aquáticas e de gerânio são adicionadas ao coração para intensificar a sensação de frescor. Enquanto Terre é o perfume perfeito para o dia a dia no escritório, este flanker cai como uma luva para os finais de semana de verão.

SpicebombEauFraiche54. Spicebomb Eau Fraîche (Viktor & Rolf, 2014). Um dos maiores sucessos comerciais da década, Spicebomb ganha um flanker fresco. Alguns podem questionar a necessidade de criar uma variável eau fraîche de um perfume admirado justamente por seu aroma bombástico, mas talvez alguns usuários gostassem de ter uma versão apropriada para o escritório. Spicebomb Eau Fraîche mantém o acorde de lavanda, pimenta rosa, canela e tabaco, porém substitui o couro por uma boa dose de toranja. O conceito acaba se perdendo, ficando confuso e banal.

DHEau55. Dior Homme Eau for Men (Dior, 2014). Fácil de ser confundido com Dior Homme Cologne, este flanker é basicamente uma versão fresca do Dior Homme tradicional. Ou seja, a composição mantém as notas de bergamota, ervas finas, lavanda, íris, cedro e âmbar, apenas substituindo o acorde couro-patchouli por uma maior dose de cítricos. Já Dior Homme Cologne segue um caminho mais cítrico e musky, passando uma sensação de camiseta branca recém-lavada e passada. Dior Homme Eau for Men foi feito especialmente para americanos, que acham o original forte demais para o dia a dia.

DHCologne56. Dior Homme Cologne (Dior, 2014). Atendendo a pedidos de fãs incondicionais, a Dior lançou a versão colônia do aclamado Dior Homme. Dior Homme Cologne é simplesmente uma colônia deliciosa com uma nota marcante de toranja. Para mim, ele lembra muito o aroma da Novalgina efervescente, que a torna muito mais fácil de ser ingerida. Tem um desempenho espetacular na pele e resiste a muitas flexões. Dispense o Dior Homme Sport – Dior Homme Cologne refresca mais.

DeclEau57. Déclaration L’Eau (Cartier, 2014). Acompanhando a versão tradicional de Declaration e de seus flankers Cologne e Essence, L’Eau lança a dúvida sobre seu real valor agregado. No entanto, o perfume consegue se diferenciar e destacar dos demais, sendo incrivelmente fresco e moderno, com pitadas provocantes de especiarias. O coração de cardamomo do original é preservado e realçado com notas de toranja e pimenta rosa.

ManifestoÉclat58. Manifesto Éclat (Yves Saint Laurent, 2014). O oriental floral de Yves Saint Laurent fica mais arejado e brilhante nesta versão. Na saída, o perfume exala um acorde vibrante de bergamota, chá, néroli e cassis. Durante a evolução, um buquê fresco e luminoso emerge com notas de rosa, frésia, jasmim e flor de laranjeira. A base de sândalo, fava tonka e baunilha ganha uma dose acolhedora de cashmeran. Manifesto Éclat consegue ser ao mesmo tempo refrescante e sofisticado.

LightBluePanarea59. Light Blue Escape to Panarea (Dolce & Gabbana, 2014). Esta não é exatamente uma versão mais fresca, mas sim uma outra versão do fresco Light Blue feminino. Enquanto o original se concentra em notas leves e refrescantes de limão siciliano, maçã verde, bambu, jasmim e musk, Light Blue Escape to Panarea busca uma atmosfera mediterrânea com notas de bergamota, pera, flor de laranjeira, amêndoas e musk. Desta forma, pode-se dizer que o flanker é mais doce e encorpado, mas também mais macio e polvoroso.

CodeIce60. Code Ice (Armani, 2014). Sem o anis, tabaco, couro e fava tonka do original, Code Ice é uma fragrância totalmente nova que apenas pega carona na fama de um dos maiores best-sellers da casa. Espere por uma composição cítrica (toranja) e fortemente mentolada, rica em dihidromircenol (molécula herbácea e aquática extensamente usada na perfumaria funcional), com traços soapy de lavanda e gerânio. Recomendado apenas para quem curte cheiro de loção pós-barba.

LPRNEau61. La Petite Robe Noire Eau Fraîche (Guerlain, 2015). De oriental vanilla, La Petite Robe Noire Eau Fraîche passa a ser um chipre floral. O perfume abre mais cítrico com bergamota, limão, mandarina e néroli, desenvolvendo um aroma frutado apenas durante a evolução, além de notas de rosa e jasmim. A base de patchouli, fava tonka, baunilha, amêndoas e musk ganha uma nota de pistache – ótima forma de adoçar sem perder frescor. É um flanker verde que mantém a densidade.

RalphFresh62. Ralph Fresh (Ralph Lauren, 2015). O delicado e refrescante floral frutado lançado em 2000 ganha uma interpretação menos verde e mais aquosa. Com uma saída de mandarina, limão siciliano e melancia, Ralph Fresh preserva o mesmo coração luminoso e feminino de frésia, gardênia, lírio-do-vale e rosa do original. Para manter-se transparente, a fragrância conta com uma base mínima de cedro e musk.

LHommeIdéalCologne63. L’Homme Idéal Cologne (Guerlain, 2015). L’Homme Idéal é basicamente uma fragrância de cítricos, amêndoas, couro e vetiver. O flanker colônia deixa de lado o couro sofisticado para se tornar mais energizante com cítricos e pimenta rosa. Na evolução, L’Homme Idéal Cologne exibe um acorde fresco e luminoso de néroli e amêndoas, concluindo com uma base de vetiver e musk. A fragrância se difere muito do original (mais fava tonka), com maior foco na combinação de néroli e vetiver, que remete a vodca.

ShalimarCologne64. Shalimar Cologne (Guerlain, 2015). A versão colônia de Shalimar abre intensamente cítrica com bergamota, limão tahiti e siciliano e toranja. De fundo, já se pode sentir a guerlinade misturada à base de baunilha, com leves traços animálicos. No coração, frésia, rosa e jasmim produzem um efeito floral leve, enquanto a base fica a cargo de baunilha, orris e musk. Shalimar Cologne inicialmente é uma colônia clássica, mas aos poucos evolui para uma variante mais limpa e moderna do grande clássico de Guerlain.

1MillionCologne65. 1 Million Cologne (Paco Rabanne, 2015). Para compor o flanker cologne de seu maior best-seller, Paco Rabanne mantém a receita original de cítricos, menta, rosa, canela, âmbar, patchouli e couro. 1 Million Cologne, por outro lado, tem maior quantidade de ingredientes voláteis, conferindo uma atmosfera cintilante e adocicada de bubble gum. Somente na secagem as notas mais picantes e cremosas aparecem, fazendo com que a colônia seja uma excelente alternativa para o dia a dia. Fãs de 1 Million não ficarão desapontados.

UltraZest66. A*Men Ultra Zest (Thierry Mugler, 2015). A franquia A*Men ganha mais um flanker, sempre mantendo seu característico DNA de patchouli e baunilha. Considerando que flankers prévios sejam muito gourmands ou mentolados demais, A*Men Ultra Zest fica no meio termo com dois acordes principais: um gelado e aromático de laranja-de-sangue, menta e gengibre, e outro quente e picante de canela, pimenta e café. O contraste cria um aroma explosivo que, durante o dry-down, torna-se mais doce e estável com patchouli, baunilha e fava tonka.

ResortCollection67. Le Parfum Resort Collection (Elie Saab, 2015). O designer libanês Elie Saab lança mais um flanker fresco de sua fragrância assinatura Le Parfum. A composição é assinada pelo perfumista Francis Kurkdjian, que mantém sua marca registrada de flor de laranjeira. Le Parfum Resort Collection tem uma saída suculenta de mandarina, figo e flor de laranjeira, em seguida revelando um acorde floral tropical de jasmim-manga, jasmim e folha de laranja. Uma base metade seca e metade cremosa fica por conta de cedro e âmbar. A fragrância imprime uma vibrante aura frutada e aquática, sofisticada como o original.

NoaLEau68. Noa L’Eau (Cacharel, 2015). O delicado e cristalino floral verde de Cacharel é reinterpretado com menos notas amadeiradas e mais notas refrescantes. Na saída, um acorde herbáceo e crispy de maçã verde e cassis prepara a composição para um buquê de rosa e peônia. Depois de algumas horas, Noa L’Eau mostra um dry-down macio e sedoso de musk como a versão tradicional, porém troca o efeito esfumaçado de incenso por uma nota adocicada de benjoim. Discreto e feminino como o original, apenas mais dinâmico e menos sério.

LEauIsseyFraiche69. L’Eau d’Issey pour Homme Fraîche (Issey Miyake, 2015). Para compor uma variação mais refrescante que o L’Eau d’Issey pour Homme tradicional, a marca apostou em notas de especiarias frias e ervas finas. Depois de uma abertura de cítricos, zimbro, cardamomo e menta, a fragrância segue uma evolução quente-fria com um acorde de lavanda, pimenta rosa, cominho e rosa. Na secagem, vetiver, patchouli e musk cumprem com o papel de manter o perfume seco e fresco.

ÉclatDArpègePourHomme70. Éclat d’Arpège pour Homme (Lanvin, 2015). Treze anos depois do lançamento da versão feminina, a casa Lanvin resolve lançar Éclat d’Arpège pour Homme. Mantendo o estilo fresco e aromático, o perfume abraça a modernidade com notas de cítricos, folha de violeta, zimbro, jasmim, cedro, sândalo e musk, além de um toque aquático. O resultado é uma fragrância clássica e elegante que combina com o dia a dia do escritório.

AcquaEssenzialeColonia71. Acqua Essenziale Colonia (Salvatore Ferragamo, 2015). Enquanto o original Acqua Essenziale é predominantemente um fougère mentolado, este flanker busca realçar o frescor de outra forma, ainda que mantenha seu aspecto aquático. O perfumista Alberto Morillas decide contrapor um acorde aromático (cítricos, lavanda, ervas finas) e um acorde oriental (fava tonka, âmbar gris) para criar um contraste ainda maior entre frio e quente. Acqua Essenziale Colonia ganha também uma nota discretamente soapy de flor de laranjeira.

Capri 72. Capri (Vince Camuto, 2015). Para compor uma versão mais fresca, transparente e aquosa do original, a marca italiana apostou na nota de violeta e seu conhecido aspecto ozônico. Capri ganha um potente topo de cítricos típicos do Mediterrâneo para conferir energia, além de nuances macias de flor de cerejeira e musk. Refrescante e levemente atalcado, este é um perfume para quem aprecia florais discretos e inofensivos.

KourosSilver73. Kouros Silver (Yves Saint Laurent, 2015). Com praticamente nada em comum com o original, este flanker apenas pega carona no nome Kouros. Feito para o verão, o perfume é uma construção minimalista que reúne notas de maçã verde, sálvia, madeiras nobres e âmbar, além de diversos sintéticos responsáveis por criar uma atmosfera gelada. O resultado é uma fragrância razoavelmente cara com cheiro de desodorante.

FahrenheitCologne74. Fahrenheit Cologne (Dior, 2016). Enquanto o original ficou conhecido por seu marcante e polêmico acorde de folha de violeta e couro, Fahrenheit Cologne busca manter a identidade do clássico de Dior ao mesmo tempo em que traz facetas mais luminosas à fragrância. Essa tarefa fica por conta de uma adição de notas cítricas (bergamota, limão, mandarina) no topo, ampliando os extremos do perfume.

LegendSpirit75. Legend Spirit (Montblanc, 2016). Legend, o original, é um clássico moderno que há muitos anos caiu no gosto dos brasileiros por seu caráter ao mesmo tempo refrescante e sensual, com notas marcantes de abacaxi e maçã. Agora, Montblanc lança a variante Legend Spirit, feita para conquistar os homens mais ativos e esportivos, contrastando acordes cítricos e picantes sobre uma base macia de musks.

DaisyBlush76. Daisy Eau So Fresh Blush (Marc Jacobs, 2016). O quarto flanker de um outro flanker – Daisy Eau So Fresh – move o foco do verde, frutado e powdery para o fresco, cítrico e floral, mantendo sua poderosa saída de toranja. As frutas vermelhas dão lugar a um acorde luminoso e aquoso de pera, maçã verde, lírio aquático, madressilva e frésia. Com isso, a nota de rosa fica mais evidente, tornado a composição mais madura e sofisticada.

ArtisanBlu77. Artisan Blu (John Varvatos, 2016). O designer americano de origem grega é conhecido por literalmente vestir os frascos de seus perfumes. No caso de Artisan Blu, ele usou um interessante tricô azul marinho. Quanto à fragrância, trata-se de um cítrico especiado com topo de laranja amarga, manjericão, sálvia e lavanda, coração de flor de laranjeira, gerânio e íris, e base de pistache, cedro, agulhas de pinho e patchouli. Artisan Blu foi feito para ser ao mesmo tempo confortável e elegante.

classiquebettyboop78. Classique Betty Boop Eau Fraîche (Jean-Paul Gaultier, 2016). Segundo o site da marca, este é um perfume de buquê de flores brancas bom o suficiente para comer. “Classique Betty Boop Eau Fraîche abre com sorbet de limão, gengibre e suco de cana de açúcar. Seu coração floral inclui tiaré, jasmim e flor de laranjeira. A base revela notas quentes de baunilha, labdanum e musk. Betty Boop é mostrada como uma dançarina de cabaré – exuberante, voluptuosa e uma femme fatale sexy de livre espírito”.

lemalepopeye79. Le Mâle Popeye Eau Fraîche (Jean-Paul Gaultier, 2016). Segundo o site da marca, “Le Mâle Popeye Eau Fraîche é uma fragrância extremamente masculina, excitante e sexy ilustrando o poder de um marinheiro. Notas ao mesmo tempo limpas e frescas com uma base feita de baunilha doce foi anunciada como os ingredientes perfeitos para um homem charmoso e forte. O frescor do néroli, menta e aldeídos no topo conduzem a um coração de sálvia. A base termina com aromas doces e quentes de baunilha, fava tonka e sândalo. Popeye é mostrado com a clássica camiseta listrada de Gaultier.

bvlgarimanblackcologne80. Bvlgari Man Black Cologne (Bvlgari, 2016). É um tanto estranha a proposta de uma versão fresca de uma fragrância feita para ser intensa, mas Bvlgari o fez. Composta por Alberto Morillas, o perfume é descrito como “água incandescente”. Bvlgari Man Black Cologne abre com uma mistura de notas verdes e cítricas com rum, aos poucos evoluindo para um coração de flor de laranjeira e tuberosa. A base oriental do original é mantida com um acorde de sândalo, âmbar e musk, porém sem a adição de fava tonka e benjoim.

n5leau81. N°5 L’Eau (Chanel, 2016). Sem dúvida nenhuma, este foi o lançamento mais falado de 2016, afinal é um flanker do perfume mais famoso do mundo. Enquanto a versão Eau Première (excelente por sinal) é uma proposta mais refrescante do clássico, L’Eau está mais para uma versão suave e musky feita para as donzelas modernas. Continua sendo um perfume rico em aldeídos e flores brancas, porém mais luminoso e macio, acima de tudo mais contemporâneo. Chanel acertou em cheio. Vale a pena provar.

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