100 Melhores Fragrâncias Femininas

Depois de muita navegação e análise pelo site Fragrantica, consegui compilar uma lista das 100 melhores fragrâncias femininas da história (nesta lista a mais antiga é de 1889).

Para chegar ao TOP 100, eu utilizei os seguintes critérios:

  1. Mínimo de 850 votos no site global do Fragrantica
  2. Ranking definido pela nota média (escala 1-5) de todos os votos
  3. Fragrâncias exclusivas ou de nicho não foram consideradas
  4. Unissex ou compartilháveis são levados em conta
  5. Nenhuma colocação é influenciada pela minha opinião

Nenhuma fragrância nacional aparece no ranking apenas por não cumprirem com os critérios acima.

Apenas como curiosidade, o Fragrantica conta com mais de 50 mil fragrâncias cadastradas.

#100 Chance EDT (Chanel, 2003) 3.80, 5375 votos
#99 Lolita Lempicka (Lolita Lempicka, 1997) 3.80, 8127 votos
#98 Alien (Mugler, 2005) 3.81, 10524 votos
#97 Prada Amber (Prada, 2004) 3.83, 2252 votos
#96 Code for Women (Armani, 2006) 3.83, 6119 votos
#95 Burberry Brit (Burberry, 2003) 3.84, 4919 votos
#94 Shalimar EDP (Guerlain, 1925) 3.84, 7746 votos
#93 Dolce Vita (Dior, 1994) 3.85, 3760 votos
#92 Miss Dior Chérie (Dior, 2005) 3.85, 4877 votos

#91 Burberry Women (Burberry, 1995) 3.86, 3094 votos
#90 Envy (Gucci, 1997) 3.87, 1515 votos
#89 Eau Parfumée Au Thé Vert (Bvlgari, 1992) 3.89, 1212 votos
#88 Ysatis (Givenchy, 1984) 3.89, 1874 votos
#87 Samsara EDP (Guerlain, 1989) 3.89, 5250 votos
#86 Diorella (Dior, 1972) 3.91, 973 votos
#85 Fracas (Robert Piguet, 1948) 3.91, 2378 votos
#84 Mitsouko EDT (Guerlain, 1919) 3.91, 3090 votos
#83 Bandit (Robert Piguet, 1944) 3.92, 1066 votos

#82 Miss Dior (Dior, 1947) 3.92, 1535 votos
#81 Le Parfum (Elie Saab, 2011) 3.92, 4172 votos
#80 Tendre Poison (Dior, 1994) 3.92, 1509 votos
#79 Magie Noire (Lancôme, 1978) 3.93, 1774 votos
#78 Narciso Rodriguez For Her EDP (Narciso Rodriguez, 2006) 3.93, 3756 votos
#77 Gaultier 2 (Jean-Paul Gaultier, 2005) 3.93, 1625 votos
#76 Bvlgari Pour Femme (Bvlgari, 1994) 3.94, 2208 votos
#75 Addict (Dior, 2002) 3.94, 6681 votos
#74 Cinéma (Yves Saint Laurent, 2004) 3.95, 4492 votos

#73 Femme (Rochas, 1944) 3.95, 1433 votos
#72 Yvresse/Champagne (Yves Saint Laurent, 1993) 3.96, 1294 votos
#71 No 19 (Chanel, 1970) 3.96, 2414 votos
#70 Infusion d’Iris (Prada, 2007) 3.96, 4856 votos
#69 Shalimar Parfum Initial (Guerlain, 2011) 3.96, 3856 votos
#68 Hypnotic Poison (Dior, 1998) 3.96, 9870 votos
#67 L’Instant (Guerlain, 2003) 3.96, 3519 votos
#66 Sahara Noir (Tom Ford, 2013) 3.96, 1149 votos
#65 Le Baiser du Dragon (Cartier, 2003) 3.97, 2121 votos

#64 Narciso Rodriguez for Her (Narciso Rodriguez, 2003) 3.97, 6464 votos
#63 Midnight Poison (Dior, 2007) 3.98, 4000 votos
#62 Cristalle EDT (Chanel, 1974) 3.99, 1884 votos
#61 Allure EDP (Chanel, 1999) 4.01, 3532 votos
#60 Hanae Mori (Hanae Mori, 1996) 4.01, 2214 votos
#59 Elixir de Merveilles (Hermès, 2006) 4.02, 2737 votos
#58 Boucheron (Boucheron, 1988) 4.02, 1384 votos
#57 Eau de Merveilles (Hermès, 2004) 4.02, 3547 votos
#56 Safari (Ralph Lauren, 1990) 4.04, 1266 votos

#55 Eau du Soir (Sisley, 1990) 4.05, 1318 votos
#54 Voyage (Hermès, 2010) 4.06, 1899 votos
#53 Habanita (Molinard, 1921) 4.06, 1314 votos
#52 Aqua Allegoria Herba Fresca (Guerlain, 1999) 4.08, 1270 votos
#51 Coco Mademoiselle (Chanel, 2001) 4.08, 10446 votos
#50 Bal à Versailles (Jean Desprez, 1962) 4.08, 1254 votos
#49 Stella (Stella McCartney, 2003) 4.09, 3374 votos
#48 Jicky (Guerlain, 1889) 4.09, 1563 votos
#47 John Galliano (John Galliano, 2008) 4.09, 1447 votos

#46 Emporio Armani Lei (Armani, 1998) 4.09, 2111 votos
#45 Un Jardin sur le Nil (Hermès, 2005) 4.09, 4590 votos (unissex)
#44 Un Jardin en Méditerranée (Hermès, 2003) 4.10, 2687 votos (unissex)
#43 Bottega Veneta (Bottega Veneta, 2011) 4.11, 2430 votos
#42 No 19 EDP (Chanel, 1971) 4.12, 2104 votos
#41 Narciso Poudrée (Narciso Rodriguez, 2016) 4.12, 1649 votos
#40 Nahéma (Guerlain, 1979) 4.12, 955 votos
#39 No 5 L’Eau (Chanel, 2016) 4.12, 1454 votos
#38 Must (Cartier, 1981) 4.13, 1288 votos

#37 Hypnotic Poison EDP (Dior, 2014) 4.12, 1110 votos
#36 Coco Mademoiselle EDT (Chanel, 2002) 4.13, 2031 votos
#35 L’Ambre des Merveilles (Hermès, 2012) 4.13, 1602 votos (unissex)
#34 Classique EDP (Jean-Paul Gaultier, 2008) 4.15, 1724 votos
#33 Byzance (Rochas, 1987) 4.15, 954 votos
#32 Diorissimo (Dior, 1956) 4.15, 1941 votos
#31 Coco EDP (Chanel, 1984) 4.15, 6247 votos
#30 Fidji (Guy Laroche, 1966) 4.15, 1311 votos
#29 Gucci Eau de Parfum (Gucci, 2002) 4.16, 1225 votos

#28 No 5 Eau Première (Chanel, 2007) 4.13, 2883 votos
#27 Private Collection Tuberose Gardenia (Estée Lauder, 2007) 4.13, 994 votos
#26 Terracota Le Parfum (Guerlain, 2014) 4.18 1501 votos (unissex)
#25 Nu (Yves Saint Laurent, 2001) 4.19, 988 votos
#24 L’Heure Bleue EDP (Guerlain, 1912) 4.19, 3215 votos
#23 Chamade (Guerlain, 1969) 4.19, 1017 votos
#22 Miss Dior Le Parfum (Dior, 2012) 4.20, 1456 votos
#21 Eau de Shalimar (Guerlain, 2008) 4.20, 1076 votos
#20 Viva la Juicy Gold Couture (Juicy Couture, 2014) 4.20, 1827 votos

#19 Black Cashmere (Donna Karan, 2002) 4.22, 960 votos
#18 Shalimar EDT (Guerlain, 1925) 4.22, 849 votos
#17 Sensì (Armani, 2002) 4.24, 1249 votos
#16 Samsara EDT (Guerlain, 1989) 4.24, 911 votos
#15 Private Collection (Estée Lauder, 1973) 4.26, 943 votos
#14 Addict EDP (Dior, 2012) 4.26, 1079 votos
#13 Mugler Cologne (Mugler, 2001) 4.28, 3273 votos (unissex)
#12 Noir pour Femme (Tom Ford, 2015) 4.29, 1752 votos
#11 Coco Mademoiselle Intense (Chanel, 2018) 4.30, 1025 votos 

TOP 10

#1 Bois des Îles (Chanel, 1926) 4.45, 1168 votos**
#2 Vol de Nuit (Guerlain, 1933) 4.44, 1227 votos
#3 Sycomore (Chanel, 1930) 4.40, 1432 votos**
#4 Organza Indécence (Givenchy, 1999) 4.35, 1323 votos
#5 Ombré Leather (Tom Ford, 2018) 4.34, 1180 votos (unissex)
#6 Coco Mademoiselle Parfum (Chanel, 2012) 4.31, 1304 votos
#7 Alien Essence Absolue (Mugler, 2012) 4.30, 2900 votos
#8 Après l’Ondée (Guerlain, 1906) 4.30, 1416 votos
#9 Voyage Parfum (Hermès, 2012) 4.30, 1265 votos (unissex)
#10 Le Parfum EDP Intense (Elie Saab, 2013) 4.30, 1035 votos

* aparece mais de uma vez no Fragrantica apenas com frascos diferentes (os dados foram consolidados)
** versões originais, antes de serem integrados na coleção Chanel Les Exclusifs

MENÇÕES HONROSAS

#1 Gloria (Cacharel, 2002) 4.42, 749 votos
#2 Shalimar EDC (Guerlain, 1925) 4.40, 586 votos
#3 Infusion d’Iris EDP Absolue (Prada, 2007) 4.39, 720 votos
#4 Cuir de Russie (Chanel, 1924) 4.38, 711 votos**
#5 J’Adore l’Or (Dior, 2002) 4.36, 835 votos

100 Melhores Fragrâncias Masculinas

Depois de muita navegação e análise pelo site Fragrantica, consegui compilar uma lista das 100 melhores fragrâncias masculinas da história (nesta lista a mais antiga é de 1955).

Para chegar ao TOP 100, eu utilizei os seguintes critérios:

  1. Mínimo de 1000 votos no site global do Fragrantica
  2. Ranking definido pela nota média (escala 1-5) de todos os votos
  3. Fragrâncias exclusivas ou de nicho não foram consideradas
  4. Unissex ou compartilháveis são levados em conta
  5. Nenhuma colocação é influenciada pela minha opinião

Nenhuma fragrância nacional aparece no ranking apenas por não cumprirem com os critérios acima.

Apenas como curiosidade, o Fragrantica conta com mais de 50 mil fragrâncias cadastradas.

#100 Body Kouros (YSL, 2000) 4.06, 1830 votos
#99 Gentleman (Givenchy, 1974) 4.06, 1316 votos
#98 Voyage (Hermès, 2010) 4.06, 1886 votos
#97 Aqua Allegoria Herba Fresca (Guerlain, 1999) 4.07, 1709 votos
#96 Bleu (Chanel, 2010) 4.08, 7734 votos
#95 Code (Armani, 2004) 4.09, 4958 votos
#94 Habit Rouge EDT (Guerlain, 2003) 4.09, 2097 votos
#93 Infusion d’Homme (Prada, 2008) 4.09, 1765 votos
#92 Un Jardin Sur Le Nil (Hermès, 2005) 4.09, 4559 votos

#91 Un Jardin Un Méditerranée (Hermés, 2003) 4.10, 2671 votos
#90 Rochas Man (Rochas, 1999) 4.12, 2673 votos
#89 Versace Man Eau Fraîche (Versace, 2006) 4.12, 5175 votos
#88 Vétiver (Guerlain, 2000) 4.12, 2689 votos
#87 Happy (Clinique, 2003) 4.12, 1750 votos
#86 L’Ambre des Merveilles (Hermès, 2012) 4.13, 1579 votos
#85 Spicebomb (Viktor & Rolf, 2012) 4.13, 5455 votos
#84 Yatagan (Caron, 1978) 4.14, 1240 votos
#83 Zino (Davidoff, 1986) 4.14, 1643 votos

#82 Xeryus Rouge (Givenchy, 1995) 4.14, 1385 votos
#81 Égoïste (Chanel, 1990) 4.14, 2980 votos
#80 Déclaration d’Un Soir (Cartier, 2012) 4.14, 1474 votos
#79 Égoïste Platinum (Chanel, 1993) 4.15, 3972 votos
#78 White (Lalique, 2008) 4.16, 1366 votos
#77 Fierce (Abercrombie & Fitch, 2002) 4.16, 1678 votos
#76 Versace Man (Versace, 2003) 4.16, 1150 votos
#75 Dune Pour Homme (Dior, 1997) 4.17, 1025 votos
#74 Eau Sauvage (Dior, 1966) 4.17, 2586 votos

#73 Dior Homme Eau For Men (Dior, 2014) 4.17, 1446 votos
#72 Midnight in Paris (Van Cleef & Arpels, 2010) 4.18, 3587 votos
#71 Ultra Mâle (Jean-Paul Gaultier, 2015) 4.18, 2347 votos
#70 1 Million Privé (Paco Rabanne, 2016) 4.18, 1140 votos
#69 Dior Homme Sport (Dior, 2008) 4.18, 1882 votos
#68 Antaeus (Chanel, 1981) 4.19, 2337 votos
#67 L’Homme Idéal Cologne (Guerlain, 2015) 4.20, 1288 votos
#66 He Wood Rocky Mountain (DSquared2, 2009) 4.20, 1436 votos
#65 Luna Rossa Carbon (Prada, 2017) 4.20, 1036 votos

#64 Jaïpur Homme (Boucheron, 1998) 4.20, 1720 votos
#63 Guerlain Homme (Guerlain, 2008) 4.20, 1572 votos
#62 Valentino Uomo (Valentino, 2014) 4.22, 2482 votos
#61 London for Men (Burberry, 2006) 4.22, 5104 votos
#60 L’Instant de Guerlain pour Homme (Guerlain, 2004) 4.22, 2573 votos
#59 La Nuit de l’Homme Le Parfum (Yves Saint Laurent, 2010) 4.23, 1247 votos
#58 M7 Oud Absolu (Yves Saint Laurent, 2011) 4.23, 1419 votos
#57 Fahrenheit Le Parfum (Dior, 2014) 4.23, 1179 votos
#56 Terre (Hermès, 2006) 4.23, 8036 votos

#55 John Varvatos (John Varvatos, 2004) 4.22, 1462 votos
#54 Fahrenheit Absolute (Dior, 2009) 4.23, 1308 votos
#53 CH Men Privé (Carolina Herrera, 2015) 4.23, 2127 votos
#52 Bvlgari Man in Black (Bvlgari, 2014) 4.24, 2383 votos
#51 Attitude (Armani, 2007) 4.25, 1003 votos
#50 Opium pour Homme (Yves Saint Laurent, 1995) 4.25, 2129 votos
#49 Allure Homme Sport (Chanel, 2004) 4.25, 5411 votos
#48 Versace pour Homme (Versace, 2008) 4.25, 5447 votos
#47 Avant Garde (Lanvin, 2011) 4.26, 1300 votos

#46 A*Men Ultra Zest (Mugler, 2015) 4.26, 1369 votos
#45 Allure Homme (Chanel, 1999) 4.27, 3434 votos
#44 The One for Men (Dolce & Gabbana, 2008) 4.27, 6417 votos
#43 Terre Eau Très Fraîche (Hermès, 2014) 4.27, 1454 votos
#42 Acqua di Gio Profumo (Armani, 2015) 4.27, 3301 votos
#41 Pour Monsieur (Chanel, 1955) 4.28, 1290 votos
#40 Mugler Cologne (Mugler, 2001) 4.28, 3249 votos (unissex)
#39 Allure Homme Sport Eau Extrême (Chanel, 2016) 4.28, 3365 votos
#38 Bvlgari pour Homme Extrême (Bvlgari, 1999) 4.29, 1250 votos

#37 Gucci pour Homme II (Gucci, 2007) 4.30, 3683 votos
#36 Voyage Parfum (Hermès, 2012) 4.30, 1260 votos (unissex)
#35 Encre Noire Sport (Lalique, 2013) 4.30, 1344 votos
#34 Acqua di Gio Essenza (Armani, 2012) 4.31, 1667 votos
#33 Guerlain Homme l’Eau Boisée (Guerlain, 2012) 4.31, 1283 votos
#32 Grey Vetiver (Tom Ford, 2009) 4.31, 3089 votos
#31 CH Men (Carolina Herrera, 2009) 4.31, 2630 votos
#30 Envy for Men (Gucci, 1998) 4.32, 1461 votos
#29 Prada pour Homme Intense (Prada, 2011) 4.32, 1267 votos

#28 Rive Gauche pour Homme (Yves Saint Laurent, 2003) 4.32, 1389 votos
#27 M7 (Yves Saint Laurent, 2002) 4.33, 2282 votos
#26 Prada l’Homme (Prada, 2016) 4.34, 2333 votos
#25 Eau Sauvage Parfum (Dior, 2012) 4.34, 1728 votos
#24 Bleu de Chanel EDP (Chanel, 2014) 4.35, 2712 votos
#23 Ombré Leather (Tom Ford, 2018) 4.35, 1123 votos (unissex)
#22 L’Homme (Yves Saint Laurent, 2006) 4.36, 5525 votos
#21 Spicebomb Extrême (Viktor & Rolf, 2015) 4.36, 1270 votos
#20 Gucci pour Homme (Gucci, 2003) 4.37, 2147 votos

#19 Terre Pure Parfum (Hermès, 2009) 4.38, 2623 votos
#18 Guerlain Homme Intense (Guerlain, 2009) 4.38, 1259 votos
#17 Encre Noire à l’Extrême (Lalique, 2015) 4.39, 1154 votos
#16 L’Homme Idéal EDP (Guerlain, 2016) 4.39, 1526 votos
#15 A*Men Pure Malt (Mugler, 2009) 4.39, 4353 votos
#14 Dior Homme Sport 2012 (Dior, 2012) 4.39, 1545 votos (unissex)
#13 Eau des Baux (L’Occitane, 2006) 4.40, 2137 votos
#12 L’Instant de Guerlain pour Homme Eau Extrême (Guerlain, 2005) 4.40, 3502 votos*
#11 A*Men Pure Havane (Mugler, 2011) 4.42, 4047 votos

TOP 10

#1 The One EDP (Dolce & Gabbana, 2015) 4.52, 2868 votos
#2 Dior Homme Intense (Dior, 2007) 4.49, 7862 votos*
#3 La Nuit de l’Homme (Yves Saint Laurent, 2009) 4.45, 9058 votos
#4 Dior Homme Cologne (Dior, 2013) 4.45, 2296 votos
#5 Héritage (Guerlain, 1992) 4.44, 1055 votos
#6 Allure Homme Édition Blanche (Chanel, 2008) 4.43, 4677 votos*
#7 Dior Homme Parfum (Dior, 2014) 4.43, 2364 votos
#8 Valentino Uomo Intense (Valentino, 2016) 4.43, 1687 votos
#9 Dior Homme (Dior, 2005) 4.41, 5863 votos*
#10 Noir Extreme (Tom Ford, 2015) 4.41, 2104 votos
 

* aparece mais de uma vez no Fragrantica apenas com frascos diferentes (os dados foram consolidados)

MENÇÕES HONROSAS 

#1 Rush (Gucci, 2000) 4.50, 523 votos
#2 By (Dolce & Gabbana, 1997), 4.45, 419 votos
#3 Bentley for Men Absolute (Bentley, 2014), 4.43, 684 votos
#4 Insensé (Givenchy, 1993) 4.41, 552 votos
#5 Bel Ami (Hermès, 1986) 4.40, 859 votos

ADIÇÕES (07/02/2020)

Starwalker (Montblanc, 2005) 4.09, 1026 votos
Bentley for Men Intense (Bentley, 2013) 4.11, 1915 votos
Icon (Dunhill, 2015) 4.12, 1459 votos

A confusão do natural versus sintético

NaturalSintéticoA perfumaria é complexa – justamente aí é que reside seu charme. Dentre tantos desentendimentos, está o do natural versus sintético. A maior parte das pessoas usa a analogia da nutrição: quanto mais natural, menos danoso à sua saúde e melhor o aroma (imagine um simples suco de laranja espremido na hora e outro de caixinha). Na perfumaria é o contrário. Os ingredientes utilizados contêm, in natura, alérgenos que podem causar dermatites e até câncer.

Pensando nisso (e também na economia de dinheiro, tempo e energia na extração) e incentivados pelos ativistas ambientais, cientistas passaram a sintetizar as matérias-primas no final do século XIX. Nascia aí a perfumaria moderna, dando um salto quântico em direção a um universo de infinitas possibilidades.

O movimento hippie / new age iniciado na Califórnia nos anos 60/70 trouxe à tona diversos temas importantes, entre eles os direitos dos animais e o meio ambiente. As intenções eram idôneas e legítimas, mas a falta de conhecimento criou mitos poderosos. Acreditava-se que o raro e caríssimo âmbar gris poderia ser obtido caçando baleias cachalotes – uma inverdade, já que o âmbar gris tem seu odor característico somente depois muito tempo flutuando sobre o mar e curado pelo sol, água e ar. Por outro lado, o cobiçado musk do veado almiscareiro só pode ser obtido através da caça e abate – prática hoje banida.

Há também o mal-entendido de que os sintéticos usados em perfumes são danosos à saúde. Na verdade, houve um período em que alguns químicos aromáticos cancerígenos eram utilizados, entretanto eles foram retirados da paleta de ingredientes do perfumista há décadas. Hoje tudo é estritamente controlado pela IFRA (Associação Internacional de Fragrâncias).

Outro mito é de que os fabricantes usam sintéticos apenas para reduzir custos. Isso pode ser verdade em muitos casos, mas sintéticos nem sempre são uma opção barata – os que chegam muito próximo de matérias-primas raras e de difícil extração têm custo altíssimo.

As maiores vantagens no uso de sintéticos são, na verdade, a segurança (fabricados seguindo padrões estritos) e a estabilidade (não variam entre lotes como os ingredientes naturais). No processo de síntese, componentes perigosos são desconsiderados e, quando essenciais, substituídos por moléculas sintéticas. Imagine um perfume aquático que busque reproduzir a sensação de estar de férias na praia. Logo vem à cabeça um aroma marinho e tropical, ao mesmo tempo refrescante e cremoso (protetor solar). Por meio de sintéticos, um perfumista pode compor uma fórmula que chegue muito próximo ao aroma natural de praia, porém este inclui também componentes indesejados como algas, moluscos e excreções, entre outras coisas em estado de putrefação. Para simular o efeito natural, a paleta do perfumista conta com algumas moléculas feitas especialmente para dar um toque “sujinho” à fragrância.

Finalmente, há o mito de que perfumes 100% naturais sejam melhores, tanto em desempenho quanto em aroma. Enquanto uma fragrância mais sintética é trabalhada para fazer uma transição suave entre o mundo orgânico e artificial, a fragrância que usa muitos componentes naturais costuma ter aspecto medicinal e narcótico. Ela tem seu público, mas está longe de ser uma tendência.

Voltando à metáfora inicial, pense na pessoa que está acostumada a tomar suco de caixinha e que resolva tomar um suco de laranja natural, pensando ser a melhor opção. Isso realmente pode lhe fazer um estrago no estômago. Por outro lado, não nego que uma gota de matéria-prima natural possa transformar a mediocridade em obra-prima.

O luxo, o lixo e a luxúria

11012696_448658425297762_1990047995707313086_n Assim como muitos termos da nossa linguagem, a palavra “luxo” mudou de sentido ao longo do tempo.

Do latim “lux”, luxo significa aquilo que ilumina, que reluz. O significado contemporâneo da palavra passou a ser, no entanto, ostentação, enquanto, na verdade, luxo é descobrir um espaço só seu.

A massificação da perfumaria incentivou casas de fragrâncias a apelarem para os limites do preço: o designer inglês Clive Christian lançou em 2001 um perfume de 50 ml a 865 dólares, depois tendo sua estratégia foi imitada por outros.

Voltando ao significado original de luxo, será o mais luxuoso comprar um perfume apenas porque ele beira quatro dígitos? Ou seria descobrir o perfume que mais combine com a sua personalidade em todas as suas nuances? Uma pessoa que entende o real significado de luxo sabe que, mais do que pagar caro porque é exclusivo, luxo é entender e satisfazer as necessidades particulares dela, adquirindo um produto diferenciado. É claro que no final isso pode custar caro, mas a motivação inicial não é a ostentação.

Um olfato apurado em si é um luxo – toma-se muito tempo e dedicação para saber usá-lo, e não está à venda.

O aumento exponencial de lançamentos ano após ano torna cada vez mais difícil a separação do que é luxo, lixo ou luxúria.

Fazendo uma retrospectiva da história mais recente, podemos dizer que o grande divisor de águas foi o surgimento das lojas de departamentos, que nos anos 70 transformaram perfumes em blockbusters, agrupando-os na mesma seção. Assim, grifes passaram a competir cara a cara e foram forçadas a reduzir seus preços, aumentando seus volumes em contrapartida.

A massificação inspirou a criação de casas independentes como L’Artisan, Annick Goutal, Creed, Acqua di Parma e Penhaligon’s, todas propondo a volta da TRADIÇÃO e REQUINTE das composições do passado. 

Entre 1990 e 2010 novos nichos se estabeleceram com diferentes focos: ABSTRAÇÃO e COMPLEXIDADE (Serge Lutens, Nicolaï, Frédéric Malle, Tauer e Histoires de Parfum); MINIMALISMO e ORIGINALIDADE (Comme des Garçons, Le Labo, État Libre d’Orange, Juliette Has a Gun e Bond No. 9); LUXO e OPULÊNCIA (Roja Dove, Clive Christian, By Kilian, Xerjoff e Puredistance); e GRIFE e EXCLUSIVIDADE (Guerlain Art et Matière, Chanel Les Exclusifs, Armani Privé, Hermessence e Tom Ford Private Blend).

A partir de 2010, com a explosão das redes sociais, o nicho indie surgiu simbolizando OUSADIA e POSSIBILIDADE. Tornou-se muito mais fácil criar, divulgar e distribuir um novo perfume. Assim, as milhares de fragrâncias lançadas a cada ano nos colocam entre o lixo e a luxúria – se por um lado sabemos que 99% não têm a qualidade esperada, por outro acabamos recorrendo ao apelo visual e ao storytelling das grifes para chegarmos mais perto do 1% que realmente faz diferença.

O olfato apurado se tornou o maior luxo de todos, além, é claro, da habilidade de se fazer buscas no Google e encontrar o melhor custo e logística para chegarmos próximo ao perfume.

Focus group – o maior inimigo dos amantes de perfume

focus group say versus doGanhando das descontinuações ou reformulações causadas por novas normas (que restringem cada vez mais ingredientes) e do difícil acesso a perfumes de nicho (sujeitos a incríveis manobras logísticas e fiscais), não há nada pior que um focus group.

Inventado pelos americanos no auge do marketing dos anos 70, grandes empresas passaram a fazer “testes de laboratório” com seres humanos. Pesquisadores ofereciam aos entrevistados diversas alternativas não-identificadas de um mesmo produto, seguidas de um formulário de avaliação. A dinâmica do exercício era complexa para maximizar objetividade e imparcialidade na hora da avaliação.

Enquanto um focus group pode ser útil para artigos utilitários como produtos de limpeza, esse método agrega pouco valor para produtos sujeitos a criatividade e inovação, pois os entrevistados não são capazes de avaliar com competência algo inédito e que cause ruptura. Um perfume pode não ser um artigo high-tech, mas tampouco é um bem de necessidade básica.

Não conseguindo resistir à comodidade do focus group (pois ele sintetiza o interesse de um cluster de clientes potenciais e minimiza riscos de rejeições), designers há décadas vêm se rendendo a criações que agradem à média da população, ou seja, medíocres. Raríssimas exceções como Guerlain, Caron, Mugler, Hermès e Cartier rejeitam a metodologia e confiam no talento de seus perfumistas. São essas as casas que lançam composições inovadoras e criadoras de tendências. Há uma maior tolerância para falhas (flops), que são simplesmente retiradas de mercado.

Se todos aderissem aos focus groups, dificilmente teríamos criações como Habit Rouge, Tabac Blond, Fahrenheit, Joop e Angel. Já o mercado de nicho deita e rola com suas criações libertárias e ousadas para deleite dos amantes de perfume.

Flanker ou versão tradicional? Eis a questão

FlankersImagine que um perfume leve de um (nos Estados Unidos) a três anos (na França) a ser criado. Da ideia original ao lançamento, são inúmeras etapas de provas e ajustes, envolvendo muito tempo, dinheiro e energia.

O flanker é um atalho: toma-se como base o original para dar uma cara nova e aproveitar um nome que já é aceito e, portanto, automaticamente com alto potencial de venda. Um perfume comercialmente bem-sucedido é como uma marca dentro de uma marca. Poison, Coco e Infusion são marcas registradas de suas respectivas grifes, e nada impede que sejam replicadas em fragrâncias que nada tenham a ver com a versão tradicional.

Hoje em dia, lançar um perfume com nome inédito é praticamente como abrir uma nova empresa. O que Hypnotic Poison, Coco Mademoiselle e Infusion de Mimosa têm a ver com o original? Quase nada, o que acaba sendo um ponto positivo. Compor um perfume é como construir uma casa: primeiro faz-se a fundação, depois as paredes e, por último, o telhado. Fazer um flanker é mexer em uma parte da estrutura sem prejudicar a harmonia e desempenho (projeção e longevidade) da obra, e isso é muito difícil. Às vezes é mais plausível começar do zero. Há casos como N°19 Poudré, Dior Homme Intense e Shalimar Parfum Initial que foram totalmente reconstruídos por perfumistas que não estiveram envolvidos na versão tradicional.

Não há limites para a criatividade dos flankers. Quem se lembra de XS de Paco Rabanne (aquele transparente e inofensivo)? O XS original primeiro ganhou o flanker Black XS (chocolate), depois Black XS l’Excès (abacaxi), Black XS l’Aphrodisiaque (mel) e, finalmente, Black XS Potion (rum).

Analisando a lista de lançamentos dos últimos dez anos, percebe-se que quatro em cinco fragrâncias são flankers. É o mundo dos negócios sambando na cara da arte.

O que concentração realmente significa?

concentraçãoSe estivéssemos vivendo um século atrás, a concentração de uma fragrância teria mais a ver com o propósito da aplicação do que com a qualidade do perfume.

Uma colônia (EDC) serviria para o bem-estar depois do banho (quando não simplesmente o substituía), enquanto um eau de parfum (EDP) estaria mais para um acessório de festa. O eau de toilette (EDT) veio bem depois, como uma solução intermediária. Os extratos, embora mais duradouros, não costumam exalar tanto quanto um EDC, EDT ou EDP devido ao seu menor teor de álcool, tornando-se mais rentes à pele e íntimos.

Mais recentemente, contudo, o tema concentração virou uma ferramenta de marketing. Afinal, quem gosta de uma determinada fragrância está inclinado a comprar todas as suas variantes. É comumente aceito que um EDT seja mais leve, feito para o dia a dia, enquanto um EDP seja mais forte, feito para ocasiões especiais ou peles mais rebeldes. Mas as grifes passaram a chamar atenção para os concentrados, especialmente os parfums (forte tendência entre os masculinos), com o argumento de serem melhores. Casas tradicionais e idôneas como Guerlain, Dior e Chanel insistem na ideia clássica de que extratos devam conter os mais raros e preciosos ingredientes daquela formulação (chegando ao nível da melhor safra de um jasmim ou rosa), feitos para serem aplicados em quantidades mínimas. Tais extratos são oferecidos em pequenos frascos de 7,5 a 15 ml e vendidos entre 100 e 120 euros. Já no mercado masculino, o conceito é diferente – um bom exemplo é Terre d’Hermès Parfum, que custa cerca de 100 euros para um frasco de 75 ml. Isso é fácil de explicar, visto que se trata de um perfume mais fresco e carregado de materiais menos caros como óleos essenciais de laranja e vetiver, além de uma boa dose de sintéticos igualmente econômicos como hedione e Iso E Super.

Por outro lado, o mercado de massa usa a concentração como vantagem competitiva ou justificativa para um preço diferenciado. Com a vasta disponibilidade de químicos aromáticos na perfumaria moderna, hoje é possível que um perfumista faça com que sua composição chegue a uma concentração de 30% se nela injetar uma boa dose de sintéticos que funcionem como “fermento”, afinal concentração é sempre uma proporção da essência em relação ao volume total. Isso explica como fabricantes de contratipos (clones) possam escrever sem medo “contém 30% de essência” em seus frascos.

A qualidade de uma fragrância tem, na verdade, pouco a ver com a proporção entre óleos essenciais, químicos aromáticos, solventes e álcool. O que realmente faz a diferença são os ingredientes utilizados (naturais e sintéticos) e, principalmente, COMO eles são utilizados. Existem perfumes na concentração de apenas 10% com melhor aroma e performance do que muitos vendidos na forma de extrato ou parfum acima de 20%.

Infelizmente, o consumidor típico não tem um nariz treinado e capaz de perceber a real qualidade de uma fragrância no instante em que ela interaja com a pele e passe a exalar seu aroma, independente da inscrição no rótulo.

Chanel N°5 e o poder do mito 

n_5-parfum-flacon-75ml.3145891209501O termo “mito” em si é neutro – não é positivo nem neutro. Mito é aquilo que sintetiza uma relação entre pessoas, objetos e eventos cujo significado tenha um poder maior do que a soma de suas partes e que a necessidade de buscar evidências de sua veracidade.

O maior mito da perfumaria é, sem dúvida, o Chanel N°5. Só o fato de ser um perfume lançado em 1921 e que se mantém como o mais vendido por um século é em si um sólido indício disso. Mas o que está por trás do Chanel N°5? Muitos símbolos e mistérios, o que torna o mito ainda mais forte e indissolúvel.

Jamais se provará se sua fórmula foi um erro de pesagem (aldeído C11, o odor de tinturaria, multiplicado por dez) ou se foi simplesmente visão, talento e ousadia do próprio perfumista Ernest Beaux. Jamais se provará se o Chanel N°5 foi o primeiro perfume do tipo ou se foi apenas uma inspiração do Rallet N°1, composto pelo mesmo perfumista alguns anos antes para a família imperial russa. Jamais se provará se o número 5 foi escolhido por ser o número de sorte de Coco Chanel ou simplesmente porque a amostra de número 5 foi a que mais lhe agradou. Jamais será provado se o design do frasco foi inspirado no formato da Place Vendôme ou se tão somente seguiu uma estética Bauhaus.

Porém, podemos estar certo de uma coisa: o Chanel N°5 foi originalmente oferecido na versão extrait de parfum, muito diferente do que encontramos nas perfumarias. Enquanto a versão EDT ou EDP chamam atenção pelo enorme efeito sintético de tinturaria, valorizando um buquê de flores e com um leve toque animálico de civet, com aspecto datado, o extrato é o VERDADEIRO e clássico atemporal Chanel N°5 – ele contém um diferencial importantíssimo, que é o uso de manteiga de íris (orris), o ingrediente mais caro da perfumaria. O contraste entre os aldeídos, orris e absolutos naturais (jasmim, rosa, ylang-ylang) é o que propicia o encanto do perfume.

As versões EDT e EDP vendem muito e são idolatradas claramente pela força do mito, mas estão longe da qualidade do original. Longe daquele perfume que Madame Chanel começou presenteando seus clientes importantes para somente depois comercializá-lo.

O Chanel N°5 ainda é vendido nas boutiques e loja virtual da grife: 116 euros por 7,5 ml, 186 euros por 15 ml ou 287 euros por 30 ml. Mais recentemente, a grife lançou o excelente Chanel N°5 Eau Première – uma versão revisitada por Jacques Polge com um estilo floral fresco, feito para mulheres modernas, bastante compartilhável. Entre a versão Eau Première e o Parfum, o EDT e EDP infelizmente acabam ganhando mais atenção, possivelmente pela facilidade de acesso e poder de compra do usuário.

A fórmula do Chanel N°5 já foi identificada e replicada diversas vezes, inclusive virando o cheiro favorito para os sabonetes de hoje e a nossa ideia olfativa de limpeza fina. Não há mistério algum nisso – não é o líquido em si que faz do Chanel N°5 o perfume mais icônico, vendido e aclamado do mundo, mas sim a sua força mitológica.