Principais Linhas Exclusivas 2015-2019

Veja também: Exclusivos 2004-2014 e Guerlain (Exclusivos)

(principais fragrâncias por ordem cronológica de lançamento)

1. Fève Délicieuse (Dior, 2015). “Fava Deliciosa” é uma redenção da Dior ao gênero gourmand, colocando na mira dos holofotes a nota de fava tonka. As facetas amendoada e caramelizada da matéria-prima são valorizadas com a adição de cacau, baunilha e caramelo. Fève Délicieuse abre cítrico e picante, logo seguindo uma explosão de notas doces e cremosas. Um discreto acorde jasmim-rosa com uma pitada de canela aparece para dar personalidade. Na base, muita baunilha e muito musk.

Misia2. Misia (Chanel, 2015). Feito em homenagem a Misia Sert, amiga próxima de Coco Chanel, Misia é um floral oriental que explora o aroma polvoroso e sofisticado de maquiagem cara. A composição tem uma saída bem atalcada devido à uma nota natural de orris interagindo com rosa e violeta. O resultado é um perfeito cheiro de batom, mas nada óbvio ou vulgar. As notas de benjoim e fava tonka na base conferem uma aura doce e macia, além de um cremoso sândalo. Embora mais feminino, Misia pode ser perfeitamente usado por homens. A partir de 2018, foi reformulado para concentração EDT e o EDP foi ao mesmo tempo descontinuado.

3. Venetian Bergamot (Tom Ford, 2015). Tom Ford apresenta uma interpretação da nota mais usada na perfumaria com flores brancas e pimenta preta. Venetian Bergamot tem uma saída vibrante de bergamota, gengibre, louro, pimenta rosa e preta. A mistura de quente e frio ganha corpo com um acorde central de gardênia, magnólia e ylang-ylang. A base fica por conta de cedro, sândalo, fava tonka, âmbar e cashmeran. Homens precisam saber que Venetian Bergamot é, acima de tudo, um grande floral branco.

4. Fleur de Portofino (Tom Ford, 2015). Com cara de flanker, Fleur de Portofino toma a ideia inicial de Neroli Portofino para focar no tema de acácia branca, flor típica do Mediterrâneo. Com uma saída aquática, cítrica e herbácea (folha de violeta e manjericão), a composição assume um caráter floral com um buquê de acácia, osmanthus, magnólia, jasmim, flor de laranjeira e rosa. No dry-down, Fleur de Portofino se distancia do original ao incorporar notas de mel, bálsamo tolu, âmbar e civet. A harmonia entre o fresco e doce é ideal, mas pode ferir os sentimentos dos mais discretos.

AmbreEccentrico5. Ambre Eccentrico (Armani Privé, 2015). A linha de perfumes da grife Armani Privé cresce ainda mais em 2015 com três novas criações de Calice Becker. Ambre Eccentrico se destaca com seu intoxicante aroma frutado e lactônico. A composição abre quente e picante com pêssego, ameixa, canela e cardamomo, antes de evoluir para um potente coração de patchouli e fava tonka. Notas de couro, labdanum, benjoim e âmbar compõem a base. Ambre Eccentrico é um oriental moderno, mais feminino devido às notas de frutas e benjoim.

BurningRose6. Burning Rose (Carolina Herrera, 2015). A designer venezuelana não resistiu e lançou também sua linha exclusiva de fragrâncias. Entre as de maior destaque está Burning Rose, concebida com a cor vermelha para simbolizar paixão e amor, uma cor que também significa “celebração, uma explosão de energia e vitalidade”. A nota central de rosa búlgara é enriquecida com canela, gengibre e patchouli para invocar a atmosfera da Nova York dos anos 70 e 80 – época da revolução cultural daquela cidade.

AmberDesire7. Amber Desire (Carolina Herrera, 2015). O âmbar, uma das notas mais exploradas da perfumaria, recebe aqui um tratamento ao mesmo tempo clássico e moderno. Com uma estrutura minimalista, esta fragrância abarca notas de labdanum, tâmara, rosa e baunilha para criar um aroma potente e realístico. Amber Desire é uma fragrância diferenciada, com cara de nicho, mas pode também ser percebida pelo público como um produto comercial mais bem elaborado e bastante usável.

OudCouture8. Oud Couture (Carolina Herrera, 2015). Carolina Herrera propõe uma interpretação cosmopolita do oud com inspiração em Nova York. O aroma narcótico da madeira resinada ganha a companhia das luxuosas rosas de variedades taif e damascona, além de especiarias quentes. O resultado é um talco opulento com um equilíbrio bem feito entre Oriente e Ocidente.

NightfallPatchouli9. Nightfall Patchouli (Carolina Herrera, 2015). Inspirado na “magia e mistério da noite, das noites encantadas do deserto árabe à energia vibrante da cidade de Nova York ao anoitecer”, Nightfall Patchouli fica entre o gênero amadeirado especiado e oriental amadeirado com sua combinação simplificada de patchouli, benjoim e canela. Perfeito para quem curte um aspecto balsâmico e terroso sem aquele aspecto medicinal típico da perfumaria de nicho.

AcquaDiBergamotto10. Acqua di Bergamotto (Zegna, 2015). Construído em torno das notas de bergamota e mandarina, típicas do Mediterrâneo, Acqua di Bergamotto é uma colônia sofisticada de traços atalcados e marinhos. Na evolução, a fragrância se torna levemente polvorosa e esfumaçada com notas de néroli, íris e vetiver, finalizando com um dry-down macio e levemente salgado de oud, patchouli e ambrette. Acqua di Bergamotto é limpo, arejado e elegante, difícil de não agradar.

11. Mediterranean Neroli (Zegna, 2015). A casa italiana traz mais um cítrico aromático para sua coleção exclusiva. Desta vez, a fragrância segue um caminho mais floral. Embora “neroli” apareça no título, o destaque fica mesmo para a nota de petitgrain, que dá aquele aspecto verde e refrescante, com uma nuance cítrica. Com a adição de néroli, o perfume “explode” de frescor. Notas de cítricos, menta, ruibarbo e lavanda ampliam essa sensação de efervescência.

12. Secret Sucré (Molinard, 2015). Membro da Collection Privée de Molinard, este é um oriental vanilla de traços polvorosos. Descrito como “carnal, gourmand e tenro”, Secret Sucré abre com notas atalcadas, antes de relevar um centro amadeirado de sândalo e cashmeran. Um toque de jasmim dá uma delicadeza à composição. A base fica por conta de uma combinação doce (daí o nome) de resinas, baunilha, torrone, caramelo e nozes.

13. Cher Wood (Molinard, 2015). A Collection Privée de Molinard conta com este oriental amadeirado com nuances atalcadas e especiadas. Descrito como “sensual, encantador e enigmático, Cheer Wood tem uma saída de notas florais e frutadas. Em seguida, a composição evolui para um coração amadeirado de cedro, vetiver, patchouli, sândalo e oud. Por fim, o perfume conclui com âmbar e baunilha.

14. Caban (Yves Saint Laurent, 2015). Classificado como oriental amadeirado, Caban (um estilo de casaco adotado pelo designer) apresenta nuances aromáticas e especiadas. Suas notas mais marcantes na saída são pimenta rosa e preta. Na evolução, olíbano (incenso) chama atenção, enquanto o dry-down é dominado por um acorde de sândalo e fava tonka.

15. Tuxedo (Yves Saint Laurent, 2015). Dentro da coleção Les Vestiaires de Yves Saint Laurent, Tuxedo é um moderno chipre masculino. A composição abre com uma nota marcante de folha de violeta, além de bergamota e coentro, antes de revelar um coração sensual de rosa e pimenta preta. O trio de baunilha, patchouli e âmbar gris encerram o perfume.

16. Caftan (Yves Saint Laurent, 2015). Caftan (um tipo de túnica feminina) é aqui interpretada por uma fragrância oriental balsâmica de nuances esfumaçadas e almiscaradas. Enquanto seu topo de bergamota, tangerina e pimenta rosa passa despercebido, um coração picante e smoky de benjoim, olíbano (incenso) e estoraque dá corpo à composição. Labdanum e musk servem como base.

17. Saharienne (Yves Saint Laurent, 2015). Para homenagear a famosa jaqueta de safári, o perfumista Alberto Morillas escolheu trabalhar uma fragrância aromática à la Mugler Cologne. Ou seja, muito cítrico (bergamota), verde (petitgrain), floral brilhante (néroli com nuances de jasmim) e, principalmente, muito musk. A colônia funciona muito bem, mas é um pouco cara demais para justificar seu preço.

18. Trench (Yves Saint Laurent, 2015). Trench segue um caminho floral frutado que, ao contrário dos outros membros da coleção Les Vestiaires de Yves Saint Laurent, não parece ter muita justificativa. As flores aqui não se tratam de flores pesadas, mas sim das leves e soapy como néroli e íris. Um acorde bergamota-tangerina, com um toque de figo, abre a composição com muito sparkle, deixando para sua base notas de cedro, ambrette e musk.

19. Cuir Impertinent (Mugler, 2015). O nome dá a impressão de se tratar de um perfume difícil. Um couro animálico. Não é. Na verdade quem rouba a cena é o acorde tabaco-âmbar. Cuir Impertinent é uma interpretação macia e aconchegante da nota fantasia de couro, aqui com um aspecto quase gourmand de pâtisserie. O destaque fica por conta de uma nota de anis estrelado (algo raro na perfumaria) muito bem colocada.

20. Velvet Mimosa Bloom (Dolce & Gabbana, 2015). Esta é uma fragrância floral por natureza, nostálgica, que remete aos anos 70. O coração abriga um acorde verde e suavemente narcótico de acácia (mimosa), narciso e folha de violeta. Um buquê de cítricos e néroli traz brilho à composição que, sem ele, talvez não funcionasse tão bem. Velvet Mimosa evoca a luminosidade de um sol no verão.

21. Vetiver (Elie Saab, 2015). A sexta criação da exclusiva coleção Essences da grife Elie Saab é um amadeirado especiado que gira em torno do vetiver. Com saída de bergamota e grapefruit, o perfume logo explode com um coração pungente de cravo-da-índia. Além de vetiver, a fragrância traz a nota verde e suave de papyrus, que suaviza a picância. Embora caminhe para o lado masculino, posso imaginar muitas mulheres se deliciando com ele.

22. Neroli (Elie Saab, 2015). Ao invés de seguir uma rota segura e óbvia para fazer deste perfume um cítrico aromático, o perfumista-mestre Francis Kurkdjian optou por agregar a nota de cravo-da-índia, criando assim um contraste entre gelado e quente, valorizando ainda mais o ingrediente principal da composição. Neroli é suportado por uma base seca e macia de cedro e envolto por uma nuvem aconchegante de musk.

23. Tuberose (Elie Saab, 2016). A nona composição da coleção Essences do estilista libanês é dedicada à mais potente das flores – a tuberosa (ou angélica). Seu odor inebriante (levemente indólico, animálico) é ao mesmo tempo suavizado por uma nota de bergamota e potencializado por uma nota de canela. Para arredondar e amaciar a composição, apresenta-se uma camada poderosa de musk.

boy24. Boy (Chanel, 2016). Boy é uma tentativa de trazer o gênero fougère para o território feminino. Batizado em homenagem a Boy Capel, um dos amantes de Madame Chanel, o perfume abre com um efervescente acorde aromático de limão siciliano, toranja e lavanda. Em seguida, Boy desabrocha um buquê unissex de gerânio, rosa e flor de laranjeira. A conclusão é executada por um fundo seco e macio de heliotrópio, fava tonka, musgo de carvalho, sândalo, baunilha e musk. A partir de 2018, foi reformulado para concentração EDT e o EDP foi ao mesmo tempo descontinuado.

lacollenoire25. La Colle Noire (Dior, 2016). Esta fragrância é apresentada pela casa como uma composição ensolarada dedicada à Grasse, um lugar que tem papel vital na história dos perfumes Dior. La Colle Noire é um floral amadeirado musky de nuances ambaradas, frutadas e especiadas, o que o torna bastante complexo. O perfume conta com um topo de limão siciliano, cassis, pêssego e framboesa, um centro de rosa, peônia, lírio-do-vale e especiarias, e uma base de heliotrópio, sândalo, oud, âmbar e musk.

muguetporcelaine26. Muguet Porcelaine (Hermès, 2016). Muguet Porcelaine é um delicado floral verde de traços frutados e doces. Com um aspecto soapy bastante dominante, a composição abre com pera e notas verdes. Minutos depois seu corpo revela notas cintilantes e transparentes de lírio-do-vale e néroli. A finalização fica a cargo de um fundo de notas animálicas e musk. Um perfume para quem curte uma aura orvalhada ao estilo de Diorissimo.

27. Moonlight Patchouli (Van Cleef & Arpels, 2016). Seguindo o gênero chipre amadeirado, Moonlight Patchouli traz facetas florais e gourmands. A partir de uma alegre saída frutada, a fragrância adentra um coração atalcado de íris e rosa. Tudo isso é sustentado por um acorde base de couro, patchouli, cacau e madeiras nobres. O chocolate não é potente o suficiente para ser enjoativo, podendo ser usado no dia a dia.

28. Woodissime (Mugler, 2016). Feito em homenagem às madeiras, Woodissime é um chipre amadeirado de nuances frutadas e balsâmicas. A composição abre com frutas diversas, anunciando um coração floral e terroso de osmanthus e patchouli. No dry-down, Woodissime se torna ainda mais seco e crispy com a presença de um acorde base de vetiver, cedro, sândalo e oud.

neroliportofinoforte29. Neroli Portofino Forte (Tom Ford, 2016). Para os fãs de Neroli Portofino, a casa Tom Ford apresenta uma versão mais potente e encorpada que gira em torno da nota de couro. A acorde tradicional de cítricos-néroli-levanda agora atua como coadjuvante, ganhando porém a companhia de manjericão, gálbano e, é claro, couro. Uma ótima ideia para tornar o original menos funcional e mais elegante.

soleilblanc30. Soleil Blanc (Tom Ford, 2016). Um perfume que nitidamente remete à praia, Soleil Blanc é um floral oriental carregado de um acorde carnal de ylang-ylang, tuberosa e jasmim. Para a saída, foram escolhidas notas como bergamota, cardamomo, pimenta rosa e coco, formando um ar lactônico e especiado no ar. O dry-down fica a cargo de um acorde oriental de benjoim, fava tonka e âmbar.

ombreleather31. Ombré Leather 16 (Tom Ford, 2016). Pela primeira vez, Tom Ford incorpora uma coleção de roupas (por isso “16”, referente à coleção outono/inverno de 2016) a um perfume de sua coleção Private Blend. A proposta é um perfume texturizado e envolvente totalmente inspirado no glamour do couro preto. Abrindo com folha de violeta e cardamomo, Ombré Leather 16 revela um coração de jasmim e patchouli, antes de concluir com uma base de musgo de carvalho e couro.

32. Santal (Elie Saab, 2016). Dando continuidade à coleção lançada em 2014, Elie Saab chama o perfumista Francis Kurkdjian de volta à labuta para fazer uma interpretação do sândalo. Santal é um amadeirado especiado de nuances frutadas e polvorosas. O perfume abre com damasco e cardamomo, seguindo um coração de osmanthus. O caráter da fragrância aparece mesmo na secagem, graças a um acorde de sândalo, vetiver, cedro e camurça.

33. Iris Harmonique (Givenchy, 2016). Iris Harmonique é um oriental floral de traços doces e polvorosos. Girando em torno da nota de íris, a composição tem uma saída tropical de néroli, ylang-ylang, angélica e immortelle. Em seguida, Iris Harmonique se mostra atalcado com um acorde central de íris, coco, fava tonka, âmbar e couro. Para finalizar, o perfume conta com um fundo de oud, gaiaco, cedro e sândalo.

34. Velvet Ginestra (Dolce & Gabbana, 2016). Adotando o gênero oriental floral, esta fragrância é dedicada à flor de vassoura (“ginestra” em italiano). Com nuances melífluas e polvorosa, Velvet Ginestra traz um topo de vassoura e tília, seguido por um coração de cítricos, violeta e cera de abelha. O dry-down fica a cargo de um fundo doce e boozy de benjoim.

rougemalachite35. Rouge Malachite (Armani Privé, 2016). Rouge Malachite é um floriental com traços amadeirados e animálicos. Depois de uma abertura adstringente de sálvia e pimenta rosa, a fragrância desabrocha um inebriante buquê de flor de laranjeira, jasmim, ylang-ylang e tuberosa. Na evolução, Rouge Malachite ganha uma textura macia e adocicada devido a seu acorde base de âmbar, camurça e benjoim.

vertmalachite36. Vert Malachite (Armani Privé, 2016). Puxando para o lado aromático, este perfume reúne cítricos, flores, resinas e madeiras. Na saída, Vert Malachite mostra um acorde ácido e verde de laranja amarga e petitgrain, abrindo caminho para um centro floral picante de jasmim, lírio-do-vale, ylang-ylang e pimenta rosa. Na conclusão, Vert Malachite faz emergir um fundo de madeiras nobres, benjoim e baunilha.

oudsantal37. Oud & Santal (Cartier, 2016). Desta vez, a perfumista Mathilde Laurent faz uma interpretação do oud com o par de sândalo. Essa é uma combinação de dois grandes temas na perfumaria árabe: o sândalo contribuindo com seu efeito encorpado e cremoso e o oud com sua personalidade defumada e animálica. Um verdadeiro presente aos apreciadores de fragrâncias verdadeiramente amadeiradas.

oudabsolu38. Oud Absolu (Cartier, 2016). Depois de ter lançado os pares Oud & Rose, Oud & Santal, Oud & Musc e Oud & Oud, a casa francesa finalmente resolve concluir com uma composição que represente o máximo desta nota tão em moda nos últimos anos (embora seja milenar na cultura árabe). O que temos é uma mistura de todas as facetas possíveis, tornando o ingrediente realístico: oleoso, doce, animálico, medicinal e viscoso.

ambergold39. Amber Gold (Zegna, 2016). Amber Gold é um oriental amadeirado de traços florais e especiados. A fragrância tem como cabeça uma suave nota de lavanda, que logo abre espaço para um centro de rosa e patchouli. Na secagem, Amber Gold faz emergir um fundo balsâmico de sândalo e âmbar. Com esta criação, a coleção exclusiva de Zegna parece ter entrado definitivamente no estilo de perfumaria árabe.

incensegold40. Incense Gold (Zegna, 2016). Para a interpretação da nota de incenso, a casa Zegna reúne cítricos, açafrão, notas florais, olíbano e couro. O resultado é uma composição que contrapõe o fresco e o quente, o claro e o obscuro com suas facetas cítricas, balsâmicas, amadeiradas, especiadas e animálicas. Pelo jeito, a moda é mesmo lançar fórmulas mais ao gosto do mercado do Oriente Médio.

41. Turbulences (Louis Vuitton, 2016). Construído em torno da flor de tuberosa, este perfume foi “inspirado pelo sentimento do amor à primeira vista, homenageando a mais narcótica das flores – a tuberosa.” O site da marca também afirma que seu ingrediente principal é amparado pelas pétalas de outra flor branca – o jasmin –, além de uma sofisticada base de couro.

42. Contre Moi (Louis Vuitton, 2016). Contre Moi (ou Contra Mim) tem como tema principal a baunilha de Madagascar e do Tahiti. Composto pelo perfumista-mestre Jacques Cavallier (que compõe também o resto da linha), Contre Moi propicia o contraste (daí seu nome) entre o romântico (flor de laranjeira, magnólia e rosa) e o lúdico (baunilha e cacau).

43. Rose des Vents (Louis Vuitton, 2016). “Transportando-nos para o centro do campo de rosas de Grasse”, a composição abre frutada e especiada (pimenta preta). Em seguida, ela evolui para um coração de rosa, amparada por íris. Tudo isso é sustentado por um fundo seco e refinado de madeira de cedro.

44. Dans la Peau (Louis Vuitton, 2016). Dans la Peau (ou Dentro da Pele) é “uma infusão de couro natural das oficinas da Louis Vuitton entrelaçada com nuances do quase adocicado damasco e jasmim (de Grasse e da China).” A flor de damasco aparece em seguida. Musk constitui a base do perfume.

45. Lavandes Trianon (Lancôme, 2016). Lavandes Trianon é um fougère gourmand (um gênero não muito explorado) que gira em torno da lavanda provençal. O perfume cria o contraste entre o gelado e o quente (baunilha, leite e açúcar). Segundo a Lancôme, a composição também apresenta facetas balsâmicas.

46. Jasmins Marzipane (Lancôme, 2016). Criado por Dominique Roupion, Jasmins Marzipane é um amadeirado floral musky. A flor principal ganha a companhia polvorosa e adocicada de amêndoas (daí seu nome). Jasmins Marzipane, apresenta também um lado animálico (couro) e frutado.

47. Parfait de Rôses (Lancôme, 2016). Parfait é uma sobremesa tipicamente francesa. Ela é aqui interpretada com o licor das rosas do gênero centifolia (típicas de Grasse). O destilado de rosas, segundo o site da marca, produz também um efeito frutado e polvoroso.

48. Ôud Bouquet (Lancôme, 2016). O renomado perfumista Fabrice Pellerin compôs esta fragrância oriental amadeirada com traços florais e gourmands. Além de oud, a composição apresenta as notas de gaiaco e copaíba, o que torna-a mais encorpada. Como é de se esperar, o foco no oud gera uma sensação ao mesmo tempo envolvente e animálica.

49. Hot Cologne (Mugler, 2016). Lançado para a coleção Primavera-Verão de 2017, Mugler Cologne é um cítrico bem diferente do conhecido Mugler Cologne e sua atmosfera musky de amaciante de roupas. O perfume centra-se no acorde clássico da colônia, aqui representado por cítricos, néroli, petitgrain e flor de laranjeira. Resta saber se a marca continuará a lançar perfumes baseados em coleções de roupas.

50. Neroli Portofino Acqua (Tom Ford, 2016). Esta criação de Rodrigo Flores-Roux é um cítrico de nuances verdes e florais. Girando em torno de um buquê de néroli e flor de laranjeira, Neroli Portofino Acqua recebe como topo uma combinação de bergamota, limão siciliano e petitgrain. Para manter o perfume leve e transparente, sua base consiste de dois tipos de musk.

51. Tobacco Oud Intense (Tom Ford, 2017). Segundo o site da grife, esta composição “libera uma força explodida pelas concentrações amplificadas de folha de tabaco e oud raro.” Há também notas de coentro, sândalo, cedro, patchouli, fava tonka, labdanum, âmbar e castoreum. O resultado é um “perfume macio e esfumaçado”.

52. Sole di Positano (Tom Ford, 2017). Supostamente, este cítrico representa a beleza da costa italiana. O perfume abre com um acorde efervescente de bergamota, laranja amarga, mandarina e limão. Na evolução, a composição revela notas como folha de shiso, flor de laranjeira, ylang-ylang, jasmin, lírio-do-vale e néroli. Tudo isso é sustentado por um fundo de musgo de carvalho.

53. Oud Minérale (Tom Ford, 2017). Classificado como amadeirado aquático, Oud Minérale gira em torno de oud, ao mesmo tempo em que traz consigo notas marinhas (o que inclui sal), pimenta rosa, estoraque e algas marinhas. Desta forma, trata-se de um perfume que se desenvolve como um bloco monolítico sem cabeça, coração e base.

54. Mandarino di Amalfi Acqua (Tom Ford, 2017). Segundo o site da marca,  este flanker oferece “uma perspectiva serena dos penhascos de Amalfi, com suas frutas cítricas e o idílio calmo, captando a tranquilidade brilhante. Ao fim do dia, o ar, perfumado com hortelã, tomilho e flores silvestres mistura-se com uma brisa quente de flores florescentes na noite”.

55. Fucking Fabulous (Tom Ford, 2017). Antes de tudo, esta é uma fragrância com nome corajoso que remete à casa État Libre d’Orange. Na verdade, a composição foi feita especialmente para o desfile de outono de 2017 em Nova York. A nota de cabeça é sálvia, as de coração são íris e amêndoas, e as de fundo são de cashmeran, fava tonka e couro (a que predomina).

56. Oud Wood Intense (Tom Ford, 2017). “Sem restrições, generoso, intenso”. Extraído diretamente do site da marca: “Oud Wood Intense introduz novas dimensões de sua saturação mais rica e luxuosa. Frequentemente imitado, nunca duplicado, o clássico Oud Wood de Tom Ford revela sua força total por meio de uma forte intensificação, inflamada pelas raízes da angélica e do cipreste.”

57. Iris Céladon (Armani Privé, 2017). Focando na nota de misteriosa nota de íris – uma das mais caras da perfumaria – e seu caráter penetrante e alegre, Iris Céladon abre transparente e especiada com aldeídos, bergamota e cardamomo. Seu inusitado coração é feito de concentrado de manteiga de íris, além de chocolate e mate. A base fica a cargo de um acorde macio patchouli, ambrette e musk.

58. Bourbon Vanilla (Zegna, 2017). Bourbon Vanilla é mais um integrante da família de exclusivos da renomada grife italiana. Trata-se de um oriental especiado com traços verdes e amadeirados. Após uma saída adstringente de cassis e gengibre, a composição segue com um delicado coração de rosa, cercada de vetiver e nagarmotha. A base fica por conta de baunilha.

59. Bois Doré (Van Cleef & Arpels, 2017). Esta adição à coleção exclusiva de Van Cleef & Arpels, classificada como oriental amadeirada, é “radiante como o ouro, viciante e sensual.” O perfume abre com pimenta preta e notas minerais, evoluindo para um centro de tabaco, amêndoas, cedro e baunilha. Para concluir, madeira teca, fava tonka e musk.

60. Amande Tonka (Elie Saab, 2017). Mais uma adição à La Collection des Essences do designer libanês, Amande Tonka é um oriental amadeirado com traços polvorosos, sem ser doce/gourmand. Girando em torno do dueto amêndoas-tonka, a composição conta também com notas amadeiradas de amyris e sândalo.

61. Mystery Tobacco (Carolina Herrera, 2017). Esta adição à Coleção Herrera Confidential foi feita para criar uma atmosfera de sofisticação com traços amadeirados e terrosos. Para tanto, o perfume ganha como notas principais tabaco, gaiaco e vetiver. Gengibre e artemísia dão um toque especiado, enquanto patchouli e fava tonka sustentam a composição em sua base.

62. Sleek Suede (Yves Saint Laurent, 2017). Para compor Sleek Suede (ou Camurça Elegante), a perfumista Mathilde Bijaoui reuniu notas quentes e sofisticadas. A partir de uma saída de especiarias (noz moscada, pimenta, cravo-da-índia), cacau e incenso, Sleek Suede evolui para um centro de cedro e oud. Para finalizar, a composição leva um fundo de patchouli, tabaco, labdanum e baunilha.

63. Suprême Bouquet (Yves Saint Laurent, 2017). O lendário perfumista Dominique Ropion foi contratado pela maison para criar este opulento floral inspirado no Marrocos e seus tecidos florais luxuosos. Suprême Bouquet gira em torno do narcótico dueto tuberosa-ylang que é apoiado sobre uma base oriental de patchouli e âmbar. Toques de bergamota e pimenta rosa trazem um sparkle à fragrância.

64. Vanille Fatale (Tom Ford, 2017). Vanille Fatale é um complexo perfume da família oriental construído ao redor da nota de baunilha. Depois de uma rápida saída cítrica e picante, a composição explode com uma inebriante mistura boozy de rum, café, cevada e tabaco. No coração, notas florais de narciso, rosa, violeta e frangipani trazem sensualidade, ao passo que um fundo de madeiras (patchouli, mogno, musgo de carvalho) e resinas (olíbano, mirra, incenso) traz opulência. Para controlar tanta potência, Vanille Fatale recebe uma nota marcante de camurça.

65. Wonder Bouquet (Mugler, 2017). Mais uma adição à coleção Les Excéptions de Mugler, esta fragrância se aventura no mundo floral gourmand, basicamente alinhando notas florais com “comestíveis”. Depois de uma abertura aromática e vibrante de cítricos (tangerina, laranja) e folhas (shiso, petitgrain), a composição parte para um coração opulento de flores brancas (muguê, jasmim, flor de laranjeira, tuberosa) e rosa. No dry-down, esse buquê vai se tornando cada vez mais saboroso com a adição de notas de brioche, avelãs e favo de mel.

66. Persian Saffron (Zegna, 2017). Como é de se esperar dado o nome, Persian Saffron é um oriental especiado. Girando em torno da nota de açafrão, ele é envolto por cítricos e ressaltado por um buquê de especiarias (não especificadas no press release da marca). Embora não seja oficial, a nota de couro é bastante notável – provavelmente porque os sintéticos usados para criar a nota de açafrão também são usados aqui para criar a nota de couro. Um perfume opulento e potente, bem ao estilo árabe.

67. Acqua di Iris (Zegna, 2017). A casa italiana decidiu fazer uma interpretação metrossexual da nota de íris de forma fresca e delicada, quase aromática. O aspecto powdery dessa flor domina a fragrância, ressaltado pela nota de violeta. Bergamota, um toque de especiarias e um fundo levemente amadeirado (principalmente sândalo) completam a composição. A base é formada por um leito de musks que prolonga sua longevidade sem interferir no aspecto atalcado.

68. Rose Ardente (Givenchy, 2017). Apresentando-se como um chipre floral, esta adição à coleção L’Atélier de Givenchy é praticamente um buquê gourmand de rosas. Tudo isso graças a notas quentes e espessas de mel, baunilha e âmbar. Uma saída de bergamota e um fundo de patchouli aliviam e ajudam a fragrância a ficar harmoniosa e menos monolítica.

69. Rôses Berberanza (Lancôme, 2017). A já consolidada linha exclusiva da grande marca de cosméticos ganha uma fragrância floral frutada gourmand de dar água na boca. Notas de tangerina, framboesa e gengibre abrem a composição com brilho, aos poucos dando lugar a um buquê de rosas e violetas. Pistache, avelãs, rum e mel tornam o perfume doce ao extremo, mas sua base de madeiras nobres ajudam a equilibrar a doçura com nuances secas e amargas.

70. Iris Dragées (Lancôme, 2018). Seguindo um caminho powdery e gourmand, as “íris drageadas” recebem um tratamento polvoroso com a ajuda de um acorde de amêndoas, baunilha e açúcar. Notas florais leves como madressilva e flor de laranjeira trazem sparkle, assim como notas sintéticas de Iso E Super e outros musks arredondam a composição. A bergamota e pimenta rosa na saída são abafadas e quase não percebidas.

71. Santal Kardamon (Lancôme, 2018). Classificado como amadeirado especiado, Santal Kardamom gira em torno de um acorde sândalo-cardamomo que leva um banho de licor e baunilha. Outras especiarias como pimenta rosa e preta reforçam a picância do perfume, assim como notas de flor de laranjeira e néroli propiciam brilho para uma composição tão narcótica.

72. Velvet Amber Sun (Dolce & Gabbana, 2018). Velvet Amber Sun é o resultado da mistura de quase todas as notas orientais que você possa imaginar: âmbar, mirra, baunilha, labdanum, olíbano, incenso, fava tonka, opoponax, benjoim… Acrescente especiarias (coentro, pimenta preta, canela) e madeiras (sândalo, patchouli, oud). É a bomba perfeita para fãs do gênero.

73. Velvet Sicily (Dolce & Gabbana, 2018). Para homenagear a Sicília, a casa italiana escolheu uma composição floral amadeirada musky. Minimalista, Velvet Sicily abre com o frescor da bergamota, antes de evoluir para seu coração powdery de rosa, jasmim e heliotrópio. A composição conta com uma base firme de sândalo e é arredondada por um manto macio de almíscares brancos.

74. Velvet Incenso (Dolce & Gabbana, 2018). A ambição desta fragrância é retratar uma versão moderna da mais antiga das notas – o incenso. Abrindo já de cara com pimenta preta e elemi, Velvet Incenso evolui para um centro defumado de labdanum e olíbano. Um opulento dry-down é obtido através de notas de patchouli, baunilha, benjoim, amberwood e cashmeran.

75. Lost Cherry (Tom Ford, 2018). “Lost cherry” é uma expressão vulgar em inglês que significa perda da virgindade. Mas Tom Ford pode. Frutado, boozy e amendoado são adjetivos que o descrevem. A composição abre inebriante com notas de licor de cereja e amêndoas, aos poucos evoluindo para um acorde rosa-jasmim acompanhado de uma discreta ameixa. Um poderoso acorde oriental de madeiras nobres, fava tonka, benjoim, tolu e baunilha arredonda a fragrância.

76. Eau de Soleil Blanc (Tom Ford, 2018). Dois anos depois do lançamento de Soleil Blanc – uma fragrância que representa bem a tendência de composições solares –, o designer oferece uma versão mais cítrica e com flores mais leves como néroli e flor de laranjeira (embora mantendo as potentes tuberosa e ylang-ylang). O aspecto lactônico de coco ainda é o centro do perfume, assim como baunilha, fava tonka e especiarias continuam trazendo um aspecto oriental.

77. Bleu Turquoise (Armani Privé, 2018). Classificado como oriental spicy, Bleu Turquoise é uma ousada fragrância que trabalha com notas muito diversas, que a princípio poderiam gerar uma composição horrenda: sal, baunilha, incenso, musgo de carvalho, ylang-ylang, pimenta preta e sândalo. Apesar de sua classificação olfativa, o resultado é um bom amadeirado doce e incensado com uma atmosfera salina e terrosa.

78. Bleu Lazuli (Armani Privé, 2018). Mais uma vez, a casa italiana introduz uma fragrância difícil de classificar. Bleu Lazuli é frutado (ameixa, pêssego), spicy (cardamomo), floral (osmanthus, jasmim), semi-gourmand (mel, baunilha) e amadeirado (sândalo) com uma nuance cítrica na saída. No entanto, seu tema principal é o acorde tabaco-mate, que surpreendentemente funciona bem com o acorde frutado.

79. Néroli Amara (Van Cleef & Arpels, 2018). Adotando uma linha hoje pouco abordada, Néroli Amara se destaca por ser um delicado floral verde. Depois de uma saída explosiva de bergamota, limão siciliano, laranja e pimenta rosa, a fragrância evolui para um luminoso coração de néroli, flor de laranjeira, pera, cipreste e pimenta preta. Para não interferir em sua atmosfera delicada, a base é composta por transparentes musks brancos.

80. Rose Rouge (Van Cleef & Arpels, 2018). A grife de joalheiros lança Rose Rouge, uma criação feita em torno da nota de rosa, interpretada com notas frutadas, gourmands e amadeiradas. Depois de uma saída de bergamota, cassis e pimenta rosa, a rainha das flores traz consigo a nota agridoce de framboesa (daí “rouge”), acompanhada de baunilha e cacau. No dry-down, um acorde terroso de vetiver e patchouli surge para contrabalancear a doçura do perfume.

81. Agar Ebene (Hermès, 2018). Depois de ter assumido a posição de perfumista-mestre da casa Hermès quando Jean-Claude Ellena se aposentou, um dos focos de Christine Nagel foi dar uma “guinada” na linha Hermessence. Aqui o tema é a normalmente opulenta madeira oud – também conhecida como “agarwood” ou simplesmente “agar”. A casa não revela sua pirâmide olfativa, mas trata-se de um oud feito de maneira leve e delicada, com tons verdes, distanciando-se do mundo árabe.

82. Cèdre Sambac (Hermès, 2018). Uma homenagem ao jasmim sambac, Cèdre Sambac, apesar do nome, não mostra uma nota evidente de cedro mas sim ingredientes químicos que sintetizam madeiras nobres, entre elas sândalo e camurça. O jasmim aqui perde seu característico aspecto indólico/animálico e se aproxima mais da tuberosa com seu aspecto cremoso e plástico. Totalmente usável por homens que curtem essa nota tipicamente feminina.

83. Myrrhe Églantine (Hermès, 2018). Quem esperar por um perfume centrado na opulenta nota de mirra se decepcionará, pois o centro desta composição é a nota de rosa – francesa (leve) e não búlgara ou turca (encorpadas) para ser preciso. A mirra aparece mais para dar um aspecto levemente adocicado e esfumaçado. Nuances cítricas e verdes trazem delicadeza. Classificada como oriental amadeirada, Myrrhe Églantine está mais para um floral verde.

84. Ombre Nomade (Louis Vuitton, 2018). Ombre Nomade é um oriental amadeirado de traços frutados e florais, onde as notas de incenso, oud e couro são protagonistas. Na abertura, um acorde de framboesa, rosa e gerânio traz graça para uma criação que tem tudo para ser um monstro em termos de potência. Na evolução, as notas de incenso, oud e couro (bétula) mostram toda sua força, revelando o real caráter opulento da fragrância, bem ao estilo árabe. Nuances de açafrão e âmbar completam a composição.

85. Nouveau Monde (Louis Vuitton, 2018). Dentro da temática oud (não esquecendo que os árabes são grandes clientes da grife Louis Vuitton), Nouveau Monde é uma composição monolítica, que pouco evolve. O interesse aqui é a projeção e fixação. Açafrão e rosa interagem para propiciar uma beleza aveludada, contrastando com o potente acorde de oud e couro. A fragrância tem uma clara faceta gourmand, garantida por um acorde de caramelo, baunilha e chocolate.

86. Attrape-Rêves (Louis Vuitton, 2018). Attrape-Rêves (“Apanhador de Sonhos”) é um perfume que mistura acordes frutados, florais, amadeirados e gourmands. Depois de uma borbulhante saída de bergamota, gengibre e lichia, a composição evolui para um coração delicado e feminino de rosa e peônia. No dry-down, é a vez do amargo (patchouli) e do doce (cacau) darem substância à fragrância de forma harmoniosa.

87. Dioramour (Dior, 2018). Com cheiro de riqueza, Dioramour oferece uma atmosfera floral e powdery, romântica e elegante. A fragrância gira em torno da nota atalcada de íris, porém aqui acompanhada de jasmim, o que a torna mais encorpada e luminosa. Sem outras notas evidentes, conclui-se que o perfume contenha em sua fórmula diversos ingredientes que criam projeção, silagem e lasting. Dioramour é bem feminino, praticamente um aroma de maquiagem sofisticado.

88. Balade Sauvage (Dior, 2018). Balade Sauvage não é um perfume para todos, mas é um deleite para quem curte fragrâncias à base de figo (aqui aliado a pêssego). Seguindo a tendência dos “solares”, esta composição tropical cria em torno de si uma atmosfera de lazer com notas sintéticas de mar, pedrinhas e creme de pele. Nuances florais (rosa, flor de laranjeira) trazem certo brilho e charme ao perfume, evitando assim que ele tenha um aspecto funcional.

89. Gris Dior (Dior, 2018). Entre um chipre clássico e um chipre moderno, Gris Dior se destaca por trazer o melhor dos dois mundos. Girando em torno da nota de rosa, sua formulação conta com a característica nota de bergamota no topo e o característico fundo de patchouli e musgo de carvalho. Madeiras nobres (cedro, sândalo) e âmbar surgem para deixar a fragrância mais encorpada e com maior longevidade. Para mulheres de personalidade forte.

90. Santal Noir (Dior, 2018). Com um ar meio “datado”, Santal Noir mescla dois lados contraditórios – um vegetal, outro semi-gourmand. De toda forma, o perfume não pode ser descrito apenas como uma fragrância de sândalo. Notas frutadas e florais (rosa), mais almíscares e especiarias (talvez um tiquinho de oud?), interagem uníssonas com a nota de sândalo para trazer cremosidade e um leve aspecto boozy. Voltado ao público árabe, atualmente só é vendido no Oriente Médio.

91. Sakura (Dior, 2018). “Sakura” significa flor de cerejeira em japonês. Portanto, não é de se estranhar que este perfume se trate de um floral verde e fresco (os asiáticos não usam muito perfume, mas, quando usam, preferem fragrâncias mais delicadas). Construída em torno de um buquê de flor de cerejeira, rosa, acácia, violeta e jasmim, a composição exala um aroma powdery porém natural e arejado, amaciado por musks brancos. Indiscutível sofisticação.

92. Beau de Jour (Tom Ford, 2019). Saindo um pouco de seu foco nos florais intensos e orientais, Tom Ford nos apresenta um fougère moderno. Moderno porque não necessariamente adota o acorde lavanda-cumarina com base de musgo de carvalho. Beau de Jour (ou “O Belo do Dia”) ressalta o aspecto floral canforado da lavanda com notas de menta e gerânio, ao passo em que o aspecto amargo e terroso do musgo é reforçado com a inclusão de patchouli. Pitadas de alecrim e manjericão dão um toque especial.

93. Tuscan Leather Intense (Tom Ford, 2019). Doze anos depois do lançamento de um de seus maiores best-sellers, o designer americano decide criar a versão “intense”. Ao contrário do que se possa imaginar, esta não é apenas uma variante mais concentrada do original. Na verdade, trata-se de uma versão mais refinada, menos animálica – a nota de camurça desta vez domina a nota de couro. Nuances frutadas (framboesa, damasco), balsâmicas (incenso, âmbar) e especiadas (tomilho, açafrão) permanecem.

94. 1957 (Chanel, 2019). O nome da fragrância representa o ano em que Mademoiselle Chanel abriu sua primeira loja nos Estados Unidos e lá se consagrou. Aí está a desculpa da maison para combinar o melhor de dois países. O resultado é uma composição que junta o limpo-confortável a gosto dos americanos (aldeídos, íris, cedro, musk) com o marcante-vaidoso a gosto dos franceses (flor de laranjeira, jasmim, mel, baunilha). Notas de especiarias e cedro trazem um tom esfumaçado/defumado ao que poderia ser apenas um perfume soapy/powdery e comum/funcional.

(página em contínua atualização)

Veja também: Exclusivos 2004-2014 e Guerlain (Exclusivos)

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