Principais Lançamentos Importados 2017-2019

(ordem aleatória)

monguerlain1. Mon Guerlain (Guerlain, 2017). Tendo Angelina Jolie como garota propaganda, Mon Guerlain reflete a frase dita por Jacques Guerlain: “Nós criamos perfumes para mulheres que admiramos.” Com um topo refrescante de bergamota, a composição adentra um coração atalcado de jasmim e íris, como manda a guerlinade. A base é composta por um acorde doce e polvoroso de sândalo, fava tonka e baunilha. Bem na linha de La Petite Robe Noire.

2. Y (Yves Saint Laurent, 2017). Y é um tributo à nova geração de homens captando seu espírito. O site da marca afirma que a fragrância “inspirada na camiseta branca e jaqueta preta, representando um equilíbrio de frescor e força. Como uma camiseta recém-passada, para desafiar as convenções e superar as convenções”. Notas de topo: bergamota, aldeídos (incomum em fragrâncias masculinas) e gengibre, coração de gerânio, folha de violeta e sálvia, e base de incenso, abeto, cedro, musk e âmbar gris.

3. Woman (Ralph Lauren, 2017). Finalmente a marca americana introduz um perfume com real impacto. Woman gira em torno de flores brancas como tuberosa, flor de laranjeira e jasmim, além de um toque rosa. A saída é composta por cassis, pera e ruibarbo, enquanto a base é composta por nozes, sândalo e outras madeiras nobres. Uma composição que cai bem para mulheres acima de 40 anos.

4. Noir Anthracite (Tom Ford, 2017). A palavra “anthracite” significa “carvão”, então espera-se se uma versão mais escura do original. De fato, o que era um aromático especiado, tornou-se um chipre especiado – algo bem incomum no universo masculino. Tom Ford conseguiu tal proeza misturando pimenta e gengibre no topo, notas florais no coração, e cedro, sândalo e ébano no fundo.

5. Girl of Now (Elie Saab, 2017). Saindo da linha de Elie Saab rica em flankers, o desiger libanês lança um oriental floral com traços de amêndoas e frutas, além de ser um tanto doce. A partir de uma saída de pistache, mandarina e pera, a fragrância evolui para um coração de magnólia e flor de laranjeira com um toque de amêndoas. Finalmente, Girl of Now encerra com uma base de patchouli, fava tonka e cashmeran. O resultado é um cheiro que remete a marzipã.

6. A*Men Kryptomint (Thierry Mugler, 2017). A*Men Kryptomint é, segundo a marca, “desenhado como uma poderosa estrela que instantaneamente recupera a sua energia.” Para tanto, estamos falando de um fougère oriental que busca o contraste entre o gelado e o quente. De um lado, o perfume traz uma nota de menta congelada com toques de gerânio no coração, do outro uma base com patchouli e fava tonka.

7. Aura (Mugler, 2017). Mugler insiste na transcendência, desta vez usando o termo “aura”. O frasco verde em forma de coração desta vez inclui notas de madeiras nobres, fugindo do etil maltol (molécula do algodão doce). Ainda assim, a baunilha está presente. Flores brancas não estão listadas, porém estão lá para serem sentidas. Diferente de Angel e Alien, Aura é um perfume que não é para todos.

8. Gabrielle (Chanel, 2017). Finalmente Chanel lança um perfume comercial, para ser vendido em lojas. Classificado como floral, a fragrância apresenta traços cítricos e amadeirados. A partir de uma saída cítrica, a composição segue com um centro de flores brancas, anunciando uma base de sândalo e musk. O objetivo do perfumista Olivier Polge foi criar um perfume com notas que representasse os quatro lados do frasco: jasmim, flor de laranjeira, tuberosa e ylang-ylang. Gabrielle foi muito mal recebido pela crítica, talvez pela grande expectativa do público.

9. Bloom (Gucci, 2017). Obra do famoso perfumista Alberto Morillas, Bloom é classificado como floral e apresenta traços amadeirados e animálicos. O site da marca diz que “flores brancas como jasmim sambac natural e tuberosa potente são misturadas com traços amadeirados de raiz de íris e um novo acorde de madressilva indiana, um vinho com flores vermelhas originárias da Índia e exclusivo para esta fragrância”. Por ser indólico e um tanto animálico, Bloom divide a crítica.

10. Twilly d’Hermès (Hermès, 2017). Twilly é uma espécie de laço (geralmente colorido) usado como ornamento em bolsas femininas. Aqui trata-se de um floral branco que gira em torno da flor de tuberosa. O site da marca diz que a fragrância foi “inspirada pelo espírito livre, forte e imprevisível das garotas jovens”. Um pouco forte para as moças, Twilly d’Hermès recebe (pelo menos essas são as notas listadas) um topo de gengibre e um fundo de sândalo.

11. Because It’s You (Emporio Armani, 2017). Note que este perfume não é da marca Armani e sim Emporio Armani (com roupas e acessórios mais acessíveis). Representando um novo pilar da marca, Because It’s You é um floral frutado de nuances cítricas e almiscaradas. A partir de um acorde adocicado de limão siciliano, néroli e framboesa, a composição revela um buquê de rosas. Tudo isso é sustentado por uma base de baunilha, âmbar, madeiras nobres e musk.

12. Scandal (Jean-Paul Gaultier, 2017). Scandal é baseado na vida de Madame la Ministre, uma senhora que sai da balada e vai diretamente ao escritório. Ela está sempre preparada com o traje correto para cada ocasião. O perfume é um novo pilar da marca Jean-Paul Gaultier, classificado como chipre floral. Embora as notas sejam mais abrangentes, a marca revelou apenas laranja sanguínea e gardênia como topo, mel como centro e patchouli como base.

13. Wow (Joop, 2017). Com um frasco que remete a uísque, a grife alemã Joop introduz um oriental fougère com nuances verdes e vanílicas para playboys. Mal avaliado, o perfume é composto com uma cabeça de bergamota, cardamomo e folhas de violeta, coração de gerânio, abeto e vetiver, finalizando com um fundo de fava, tonka, baunilha e cashmeran. Um perfume para a balada.

14. Stronger with You (Emporio Armani, 2017). A marca Emporio Armani lança um novo pilar que supostamente representa “uma incorporação olfativa do autêntico amor de um dia moderno.” O fougère abre com uma saída adstringente de pimenta rosa, cardamomo, folha de violeta e menta, antes de adentrar um centro suculento de abacaxi, melão e sálvia. O perfume conclui com uma base quente de castanha, baunilha, cedro, âmbar e madeiras nobres.

15. Tiffany (Tiffany, 2017). Para quem não tem condições de comprar joias e acessórios da famosa grife, esta é uma opção bastante acessível (75 dólares o frasco de 30ml). Descrita como uma fragrância moderna e artesanal, ela gira em torno da íris (portanto atalcada), com um topo de mandarina e um fundo de patchouli e musk. Não fez muito sucesso nem em termos de críticas nem em termos de vendas.

16. Obsessed for Women (Calvin Klein, 2017). Com semelhança alguma a Obsession de 1985, Obsessed for Women inusitadamente gira em torno da nota de lavanda (mais comum às fragrâncias masculinas), cercada de notas aromáticas de cítricos, néroli, violeta e sálvia. Elemi e ambrette são usadas para fazer contraste.

17. Obsessed for Men (Calvin Klein, 2017). Este oriental amadeirado é reinventado, mantendo a nota de baunilha. Enquanto a versão de 1986 foca no âmbar e especiarias (principalmente canela), a atual gira em torno da toranja, deixando para trás as madeiras nobres e variedades de âmbar. A baunilha é usada para dar contraste ao cítrico.

18. CK All (Calvin Klein, 2017). Este novo flanker do icônico CK One é um cítrico unissex de nuances florais, ambaradas e especiadas. A partir de uma saída de efervescente de bergamota, mandarina e toranja, CK All adentra um coração coração de frésia, lírio e jasmim, além da nota amarga de ruibarbo. Para finalizar, o perfumista Alberto Morillas reservou um fundo de vetiver, âmbar e musk.

19. Luna Rossa Carbon (Prada, 2017). Classificado como aromático fougère, Luna Rossa Carbon revolve em torno de uma combinação de carvão, tintura de solo e notas metálicas, ao mesmo tempo em que inclui notas aquáticas para criar contraste. Seu topo é formado por um acorde adstringente de pimenta e bergamota, enquanto a base é feita de patchouli e âmbar gris.

20. Fleur Musc for Her (Narciso Rodriguez, 2017). O site da marca descreve este perfume um “generoso buquê floral com notas vibrantes que envolve o coração assinatura do musk com calor e sensualidade. As suntuosas flores pink, acentuadas por pimenta rosa, misturadas com o raro musk enquanto notas ambaradas e amadeiradas – um misto de patchouli e âmbar suave – iluminam. O resultado: uma radiante rosa sublime que permanece sozinha.

21. Miss Dior EDP (Dior, 2017). Depois de tantas versões do grande clássico de Dior, o perfume finalmente ganha sua versão eau de parfum. Diferentemente do EDT, um chipre floral que foca na mandarina, rosa, jasmim e patchouli, o EDP gira em torno de vários tipos de rosa, com um efervescente topo cítrico (com a inclusão de pimenta rosa) e uma base de pau-rosa e patchouli. Feito para a nova geração.

22. La Vie Est Belle L’Éclat (Lancôme, 2017). Bem menos doce que a versão original, a proposta aqui é focar nas flores brancas, tendo como cabeça a nota de bergamota e como base as notas de sândalo e baunilha. Muitos o comparam a Alien de Thierry Mugler por conta do foco na flor de laranjeira, outros o criticam pela falta de patchouli e chocolate.

23. Pure XS (Paco Rabanne, 2017). O site da marca afirma que este perfume “pretende provocar a sensação de pele fazendo tremer com desejo e queimando com prazer.” Classificado como aromático especiado, na verdade trata-se de uma fragrância oriental onde as notas de mirra, baunilha, licor e açúcar são predominantes. Canela e gengibre completam essa atmosfera quente, enquanto couro traz maciez.

24. Les Gourmandises de Nina (Nina Ricci, 2017). Classificado como floral frutado gourmand, este perfume combina o tropical com o cremoso doce. Girando em torno do maracujá, Les Gourmandises de Nina começa com uma abertura ácida de limão siciliano, antes de introduzir seu ingrediente principal (também acompanhado de coco e outras frutas tropicais). Um toque de gardênia (por isso floral na sua classificação) dá suavidade à fragrância. No dry-down, predomina o aroma de caramelo e bombom.

25. Fiesta Carioca (Escada, 2017). Continuando a tradição de Escada lançar um perfume por ano, a bola da vez é um floral frutado centrado em flores brancas como flor de laranjeira e jasmim. Para o topo, o perfumista reservou uma combinação suculenta de maracujá, framboesa e folha de violeta. Para manter a doçura da composição, Fiesta Carioca finaliza com um fundo de cedro, benjoim e musk.

26. Gentleman 2017 (Givenchy, 2017). O aclamado perfume Gentleman de Givenchy, originalmente criado em 1974, foi revisitado para os tempos modernos, perdendo toda sua identidade. Enquanto o original levava como notas predominantes mel, patchouli, couro e civet, a nova versão é mais fresca com notas predominantes de pera, íris, lavanda e gerânio. O aspecto amadeirado/animálico fica em segundo plano. A pergunta fica: por que mexer num clássico?

27. Artisan Pure (John Varvatos, 2017). Tire a lavanda e a flor de laranjeira, triplique a dose de cítricos. Agregue um toque verde e fresco de petitgrain. Assim é o flanker Pure do clássico Artisan de John Varvatos. Este cítrico aromático não economiza na sua explosão efervescente, e também não compromete sua longevidade ao colocar em sua base notes de madeiras nobres, âmbar e musk. Grande sucesso de 2017.

28. Ombré Leather (Tom Ford, 2018). A princípio lançado em 2016 com o sufixo “16” (referente à coleção outono/inverno de 2016), Tom Ford resolveu relançar este perfume dentro de sua linha mais comercial, mantendo o nome, mudando o frasco. Assim como o original, a proposta é um perfume texturizado e envolvente totalmente inspirado no glamour do couro preto. Abrindo com folha de violeta e cardamomo, Ombré Leather revela um coração de jasmim e patchouli, antes de concluir com uma base de musgo de carvalho e couro.

29. Joy (Dior, 2018). Este perfume se tornou polêmico antes mesmo de ter sido introduzido, por ser homônimo do clássico de Patou, lançado em 1930. No entanto, Joy de Dior segue o caminho completamente oposto. Trata-se de um floral amadeirado musky que tem a intenção de compor uma atmosfera leve, bem-humorada e alegre. Nele, um acorde central de jasmim-rosa-pêssego recebe um topo de bergamota-laranja-cassis e um fundo de sândalo-patchouli-cedro. Tudo é envolto por um véu de almíscares brancos, trazendo maciez e leveza à fragrância.

30. Bleu de Chanel Parfum (Chanel, 2018). Depois da versão EDT (2010) e EDP (2014), este best-seller de Chanel ganha sua formulação mais concentrada – uma tendência definitiva na perfumaria masculina. É curioso ver o “envelhecimento” do seu garoto propaganda – o ator/modelo francês Gaspar Ulliel – ao longo de oito anos. As notas cítricas e mentoladas foram mantidas, porém surge aqui uma notável lavanda (fazendo dele um fougère moderno), e suas notas amadeiradas (cedro, sândalo) são elevadas com o sintético Iso E Super. Bleu de Chanel Parfum leva também nuances frutadas (abacaxi), florais (gerânio) e balsâmicas (amberwood, fava tonka).

31. Narciso Rouge (Narciso Rodriguez, 2018). Em 2014, o estilista de origem cubana estabeleceu de vez sua assinatura musky ao introduzir um novo pilar em sua linha – o perfume chamado simplesmente de Narciso. Enquanto a versão original tem um coração de gardênia envolto por uma camada imensa de almíscares brancos, aqui a opção foi trabalhar o acorde rosa-íris com a adição de fava tonka e baunilha para deixar a composição ainda mais atalcada, mais adocicada. Uma base levemente amadeirada aumenta a longevidade da fragrância sem interferir no aroma principal.

32. Alien Man (Mugler, 2018). A casa Mugler até que demorou para lançar o par masculino de seu maior best-seller. O original feminino foi construído ao redor da nota de jasmim sobre uma base de âmbar, já aqui a marca optou por uma oriental amadeirado e spicy com nuances aromáticas e florais. Com uma saída intoxicante de anis, pimenta preta, menta e aneto, Alien Man evolui para um centro levemente floral de gerânio, lavanda e osmanthus – o que o torna um pouco feminino. Seu fundo é composto de couro, cashmeran e âmbar. Um perfume inovador e um tanto difícil que talvez leve uma década para ser “digerido”.

33. Coco Mademoiselle Intense (Chanel, 2018). Em 2001, Chanel lançou o seu segundo maior best-seller (alguém arriscaria dizer qual é o primeiro?), e no ano seguinte sua versão EDT. Em 2014, Coco Mademoiselle ganhou finalmente sua versão parfum. Um dos grandes precursores da nova família chipre moderno, a fragrância manteve-se sempre fiel ao seu acorde laranja-rosa-patchouli-baunilha. Para o flanker intenso, a casa incorporou a fava tonka, turbinou a baunilha, e trouxe nuances frutadas, seguindo assim um caminho mais oriental, levemente gourmand.

34. Sauvage EDP (Dior, 2018). Depois da bem-sucedida franquia Dior Homme, a maison decidiu, depois de muito tempo, se arriscar com um novo pilar em sua linha de perfumes – Sauvage. Trata-se de um fougère moderno que flerta com a família oriental devido às notas picantes (pimenta sechuan, noz moscada) e baunilha. Quem espera grande alteração de aroma entre a versão EDT e EDP se decepcionará, pois a diferença está basicamente na potência e longevidade. A nota de anis estrelado dá um toque especial à versão mais concentrada.

35. Guilty Absolute (Gucci, 2018). Curiosamente, para este flanker da linha Guilty, a casa italiana seguiu o formato dos frascos masculinos da mesma franquia (os femininos são mais quadrados, com cantos arredondados). O original e sua versão “intense” mantêm se fiéis ao acorde de laranja, pimenta rosa, lilás, patchouli e âmbar. Já esta variável tem mais a ver com o flanker “oud”, ambos construídos à base de amora, rosa, patchouli e âmbar. Suas notas amadeiradas são bem proeminentes, em especial a de cipreste.

36. Luna Rossa Black (Prada, 2018). Em 2012, a grife Prada lançou um de seus maiores sucessos – Luna Rossa. Tratava-se de um cítrico aromático famoso por suas notas de laranja amarga, menta e lavanda. No ano seguinte veio a versão intensa com notas adicionais de pimenta preta, baunilha e âmbar (nada de menta). Agora é a vez de uma versão oriental amadeirada que foca num acorde de patchouli, angélica, fava tonka e âmbar, além de muito musk. O resultado é potente, ainda que seja macio e polvoroso.

37. L’Interdit EDP (Givenchy, 2018). O icônico floral aldeídico e atalcado de 1957 (tendo Audrey Hepburn como garota propaganda), apesar do nome, nada tem a ver com este perfume. O novo L’Interdit é um oriental repleto de flores brancas como flor de laranjeira, jasmim e tuberosa. Esse buquê inebriante abre com um acorde luminoso de bergamota e pera, e no dry-down revela um acorde terroso de vetiver e patchouli. O aspecto oriental deve-se à inclusão da baunilha e da molécula sintética que emula o âmbar gris (ambroxan).

38. Y EDP (Yves Saint Laurent, 2018). Enquanto o original é um insosso aromático cheio de moléculas sintéticas, este EDP acerta em cheio ao harmonizar um acorde refrescante e energizante de bergamota, sálvia, maçã verde, gengibre, zimbro e gerânio com um acorde encorpado e adocicado de vetiver, cedro, incenso, fava tonka e âmbar. Funciona porque tudo é bem equilibrado e, apesar de complexo, agrada a muita gente.

39. La Nuit Trésor à la Folie (Lancôme, 2018). A partir de 2015, Lancôme iniciou a nova franquia La Nuit Trésor, lançando um flanker por ano. É razoável dizer que não há muita semelhança com o clássico Trésor de 1990, além de seguir o gênero floral frutado com nota proeminente de rosa. Enquanto o original La Nuit Trésor é um típico gourmand, com notas marcantes de caramelo e chocolate, a versão La Folie (“a loucura”) é mais atenuado. Um acorde de fava tonka, benjoim e baunilha domina a composição, que leva também notas de groselha, pera, rosa, peônia, violeta, noz moscada e patchouli, além do sintético ambroxan.

40. Wanted by Night (Azzaro, 2018). Esqueça do original lançado em 2016. A casa Azzaro começou tudo do zero e apresentou dois anos depois uma fragrância mais em linha com a demanda atual – doce e potente. Este amadeirado especiado, beirando a família oriental, abre com uma explosão de cítricos (laranja, limão siciliano) e especiarias (canela, cominho). Na evolução, um acorde de lavanda e notas frutadas vai trazendo corpo, culminando com uma base de tabaco, incenso, cedro, patchouli, couro, baunilha e benjoim.

41. The Only One (Dolce & Gabbana, 2018). Desde o lançamento do The One feminino em 2006, muitos flankers se sucederam. Em vez do acorde de frutas suculentas, flores brancas e baunilha do original, The Only One segue um caminho oriental floral gourmand. Aqui um centro atalcado de rosa, íris e violeta desaparece entre os cítricos da cabeça e um acorde patchouli-baunilha-caramelo de fundo. Mas o que mais se destaca é a nota de café que permeia a composição do começo ao fim.

42. Gentleman EDP (Givenchy, 2018). Em 1974, Givenchy lançou o clássico aromático Gentleman, que em 2017 foi revisitado para atender ao gosto dos homens modernos. Sai o aspecto agreste defumado com sua base de musgo, entra uma combinação metrossexual powdery de íris e lavanda com sua base de patchouli. A nota de couro mantém-se. O novo EDP vai do aromático ao oriental spicy, enriquecendo o aspecto atalcado do anterior com notas de pimenta preta, resinas e baunilha.

43. Nomade (Chloé, 2018). Nomade se arrisca no gênero chipre tradicional, indo na contramão do gosto atual. Cítricos (bergamota, laranja, limão siciliano) abrem a composição, trazendo uma nota incomum de mirabelle – fruta da família das ameixas, mais exótica, com nuances de coco. Notas de coração como frésia e pêssego (além de um leve toque de rosa) ressaltam o aspecto frutado da fragrância, que se apoia sobre uma base tipicamente chipre de musgo de carvalho e patchouli.

44. Acqua Di Gio Absolu (Armani, 2018). Dezesseis anos depois do lançamento de um dos perfumes mais vendidos do mundo, a casa italiana decide lançar um flanker de Acqua Di Gio por ano – Essenza, Bleu Edition, Profumo, Special Blend e agora Absolu. O primeiro é uma versão mais concentrada e spicy do original, o segundo é mais fresco e floral, o terceiro traz uma nota marcante de incenso, o quarto mantém o incenso e o turbina com patchouli. Finalmente, o flanker Absolu reinventa o gênero aquático e introduz fava tonka e resinas diversas em sua composição.

45. Dolce Garden (Dolce & Gabbana, 2018). Em 2014, a grife italiana lança um novo pilar em sua linha de perfumes – Dolce. A assinatura é um floral verde e aquático, muito delicado, com base de almíscar branco. No ano seguinte, surge Dolce Drops, ainda mais fresco. Em 2016, é a vez de Rosa Excelsa, que apenas acrescenta a nota de rosa à assinatura. Finalmente, em 2018, Dolce Garden vira o jogo e trabalha com florais intensos como frangipani e ylang-ylang, incorporando um acorde gourmand de amêndoas, baunilha e coco.

46. 1 Million Lucky (Paco Rabanne, 2018). 1 Million é um perfume tão batido e conhecido, com tantos flankers, que é impossível dizer o que as diferentes versões têm em comum além de serem doces. O foco aqui é um acorde gourmand de avelãs e mel, além de uma nota suculenta de ameixa. O topo de cítricos e a base amadeirada pouco aparecem e acabam servindo apenas para dar certo brilho e textura, respectivamente.

47. Un Jardin sur la Lagune (Hermès, 2019). Esta nova adição à coleção Jardin de Hermès foi uma fracasso de vendas e crítica. A perfumista da casa, Christine Nagel, talvez se arriscou demais ao trabalhar um buquê de flores brancas – lírio e jasmim – com notas exóticas de salicórnia e pitósporo (ambos arbustos de odor verde e amargo que eventualmente produzem pequenas flores brancas) envelopado em notas marinhas e suportado por uma base amadeirada.

48. Armani Code Absolu (Armani, 2019). Depois do bem-sucedido lançamento do pilar Armani Code em 2004, Armani talvez não previsse que a linha teria tantos flankers subsequentes – quinze para ser preciso. A versão “Absolu” masculina mantém o característico acorde fava tonka-couro, porém trocando a nota de tabaco por baunilha, tornando-o mais doce e menos amadeirado. Em vez do famoso anis com nuances cítricas, aqui há noz moscada com nuances de maçã verde e flor de laranjeira.

49. Armani Code for Women Absolu (Armani, 2019). Dois anos depois de seu best-seller Armani Code, a marca italiana resolveu lançar seu par feminino em 2006. Devido ao seu estrondoso sucesso comercial, a linha se expandiu com quatorze flankers. Se Armani Code for Women era um floral branco (jasmim, flor de laranjeira) com notas proeminentes de laranja e mel, esta nova composição ganha uma roupagem oriental. O buquê floral do original é “anabolizado” com tuberosa, ganhando uma base doce e polvorosa de fava tonka e baunilha.

50. Sauvage Parfum (Dior, 2019). O perfumista-mestre François Demachy tomou grande liberdade ao compor a versão parfum de Sauvage, introduzido no ano seguinte da versão eau de parfum. A combinação de pimenta, lavanda e ambroxan não existe mais. Sauvage Parfum é um novo pilar, assumindo o gênero oriental com notas dominantes de sândalo, incenso, fava tonka, elemi e baunilha. Os cítricos na abertura (bergamota, laranja) duram mais que o esperado.

51. Narciso Rodriguez Pure Musc for Her (Narciso Rodriguez, 2019). Este flanker de Narciso Rodriguez é uma versão minimalista de Narciso Rodriguez Musc for Her e Narciso Rodriguez Musc for Her EDP Intense – ambas fragrâncias florais repletas do característico musk, recebendo um fundo de vetiver, madeiras nobres, âmbar e baunilha. Já a variante Pure segue o caminho powdery e ainda mais almiscarado. É uma composição limpa, suave e discreta, ainda que bastante sintética.

52. Explorer (Montblanc, 2019). Um dos perfumes mais antecipados do ano, Explorer é um amadeirado aromático muito comparado a Aventus de Creed. Isso se deve especialmente pela alta dose de sintéticos como ambroxan e akigalawood (imitação do patchouli só que sem o aspecto canforado), além do topo explosivo de bergamota e abacaxi (nota não revelada no press release) e do fundo defumado de vetiver e couro.

53. Idôle (Lancôme, 2019). Comum e decepcionante, Idôle de Lancôme é construído ao redor da nota de rosa nas variantes turca e francesa. Segundo a marca, tratam-se de extrações naturais, embora altamente sintéticas e insípidas, sem personalidade. Na saída, bergamota e pera trazem certa luminosidade, enquanto sua base de baunilha e musk fecha a composição com conforto. Ainda assim pode virar um sucesso comercial.

54. Invictus Legend (Paco Rabanne, 2019). Muito parecido com o original de 2013, Invictus Legend é um aromático aquático salino com nuances especiadas. Depois de uma saída de água do mar acompanhada de notas de toranja e louro, a composição evolui para um coração que contrabalanceia o quente (especiarias) e gelado (gerânio). Nesta versão, a base é mais carregada de ambroxan, portanto mais sintética. Um pouco redundante se você já tem a versão original.

55. Libre (Yves Saint Laurent, 2019). Libre é um novo pilar dentro da linha de fragrâncias de Yves Saint Laurent. Trata-se de um fougère oriental feito para mulheres, o que é bastante incomum e ousado. O centro da fragrância consiste de notas de lavanda (historicamente masculina), flor de laranjeira e jasmim, enquanto sua abertura conta com laranja, cassis e petitgrain. Tudo isso é suportado por um fundo de adocicado de cedro, baunilha e musks brancos.

56. Stronger with You Intensely (Emporio Armani, 2019). Enquanto o original segue a família fougère aromática, a versão intensa é um fougère oriental. A lavanda continua lá, discreta, pois o foco aqui é o acorde gourmand de baunilha, fava tonka e toffee. A nota de canela é fortalecida, ao passo que sálvia, pimenta rosa, folha de violeta e zimbro estão desta vez mais tímidas.

57. Angel Eau Croisière (Mugler, 2019). Lançado como edição limitada, este flanker de Angel (1992) é inspirado na atmosfera de lazer de cruzeiros de verão (daí o nome) e em sabores de coquetéis de frutas. A nota central é manga, aqui interpretada como sorbet. Uma borbulhante saída de grapefruit e cassis abre a composição, que é sustentada por um acorde de patchouli e bombom de chocolate.

58. Bad Boy (Carolina Herrera, 2019). Enquanto a versão feminina (Good Girl) centra-se na interação de flores brancas com um acorde gourmand de café, fava tonka, amêndoas e cacau, Bad Boy apresenta uma composição batida e nada ousada, muito sintética. Trata-se de um oriental spicy com notas principais de pimenta preta, âmbar, fava tonka e cacau. O melhor do perfume é sem dúvida o design de seu frasco.

59. Chance Eau Tendre EDP (Chanel, 2019). A versão Tendre de Chance agora ganha uma maior concentração, com maior projeção e longevidade. O eau de parfum segue na linha floral frutada mas troca as notas leves de íris e jacinto por rosa. Nuances luminosas de jasmim permanecem. A exótica saída de toranja e marmelo continua viva, assim como sua base de musks continua a arredondar a composição com suavidade e aconchego.

60. K (Dolce & Gabbana, 2019). A letra “K” deste perfume de Dolce & Gabbana representa a palavra “King” – o homem que abraça a modernidade ao mesmo tempo em que respeita a tradição, segundo a marca italiana. Na família dos amadeirados aromáticos, K abre efervescente com laranja sanguínea, limão siciliano e zimbro, antes de evoluir para um coração fresco e levemente especiado de pimentão, sálvia, lavanda e gerânio. Tudo isso é suportado por uma base de vetiver, cedro e patchouli.

61. Black Opium Intense (Yves Saint Laurent, 2019). Em 2014, Yves Saint Laurent lançou Black Opium – emprestando apenas o nome do clássico para lançar um oriental vanilla centrado no acorde café-baunilha. Acordes de pera/alcaçuz, jasmim/flor de laranjeira e patchouli/cashmeran formavam a pirâmide do perfume, respectivamente. Na versão intense, a casa manteve seu característico acorde gourmand e notas florais, trazendo uma nota boozy de absinto e trocando a pera por frutas silvestres e o patchouli por sândalo.

62. Sì Fiori (Armani, 2019). Introduzido em 2013, Sì torna-se um novo pilar na linha de perfumes da casa Armani. De lá pra cá vários flankers foram lançados. O esqueleto do chipre moderno original – construído em torno de notas de cassis, rosa, patchouli e baunilha – é preservado. Apesar da versão “Fiori” apresentar notas mais luminosas de laranja e néroli, além de uma nuvem de musks, trata-se de um perfume extremamente doce.

63. Le Beau (Jean-Paul Gaultier, 2019). Depois de dúzias de flankers do best-seller mundial Le Mâle, a grife decide se arriscar um pouco e lançar um novo pilar em seu portfólio de perfumes – Le Beau. Aqui a perfumista Sonia Constant ousa criar uma fragrância em torno da polêmica nota lactônica de coco. O topo é formado por bergamota, enquanto sua base é composta de fava tonka. Le Beau segue a assinatura de Jean-Paul Gaultier – doce e com enorme projeção.

64. La Belle (Jean-Paul Gaultier, 2019). Introduzido como um novo pilar – embora mantenha o estilo do frasco – na linha de fragrâncias de Jean-Paul Gaultier, La Belle segue um caminho oriental vanilla. A grife anunciou uma pirâmide olfativa minimalista – pera (que traz um frescor na abertura), vetiver (que traz um aspecto amargo) e a protagonista, baunilha. A composição peca por ser muito sintética (ambroxan, etil maltol, cashmeran).

65. Mémoire d’une Odeur (Gucci, 2019). Construído em torno da nota de camomila, este perfume é uma proposta ousada de Gucci. Não só porque esta nota é rara nos tempos atuais, mas também porque Mémoire d’une Odeur segue um caminho herbáceo, com um fundo adocicado de amêndoas e baunilha. Madeiras secas como cedro e sândalo dão um aspecto crispy no dry-down. Tudo isso é envolto por uma nuvem de almíscares. Certamente não é uma fragrância para todos.

66. Angel EDT 2019 (Mugler, 2019). A grife Mugler lançou em 2011, quase duas décadas depois de seu revolucionário Angel, a versão eau de toilette – basicamente uma variante menos concentrada. Angel EDT 2019 mantém o DNA de pimenta rosa, frutas (com adição de maçã verde), patchouli, chocolate, baunilha e caramelo. No entanto aqui a composição é refeita, desta vez menos doce e viscosa e mais luminosa e atalcada (peônia).

67. Acqua di Gio Absolu Instinct (Armani, 2019). Mais de duas décadas depois do lançamento de um dos perfumes mais vendidos do mundo, Acqua di Gio começou a ganhar uma avalanche de flankers. Este aqui é o caso de um flanker de um flanker. Acqua di Gio Absolu Instinct distancia-se de seu “pai”, trazendo notas de ébano e amberwood para deixá-lo mais amadeirado e aumentando suas notas cítricas para deixá-lo mais brilhante. Notas marinhas (o coração da linha) e patchouli permanecem.

68. Métallique (Tom Ford, 2019). Como sempre polêmico e ousado, tanto nas suas composições quanto nos nomes de seus perfumes, Tom Ford decidi lançar um ousado floral aldeídico com base oriental. Abrindo brilhante com notas de bergamota, pimenta rosa, muguê e aldeídos (aspecto soapy), Métallique evolui para um coração de heliotrópio e ambrette que lhe dá uma nuance powdery. A fragrância é suportada por uma base cremosa de sândalo, bálsamo peru e baunilha. Rente à pele, o resultado é praticamente um sabonete de baunilha.

(página em contínua atualização)

Veja também: Flankers (Derivações), Nacionais Mais Atuais e Celebridades

5 pensamentos sobre “Principais Lançamentos Importados 2017-2019

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